Nossa história

Não há muitos relatos acerca da igreja após o período apostólico e, na maioria dos casos, esses relatos são contados através do ponto de vista da igreja “oficial”, isto é, a partir dos líderes as igrejas, ou bispos que lutaram como podiam para evitar os ataques externos do gnosticismo e dos ataques internos através das heresias. Na tentativa desesperada de guardar a igreja, entretanto, como geralmente ocorre, houve excessos e desvios, através da criação de uma série de doutrinas, leis eclesiásticas, credos e outras fórmulas. Em matéria de igreja, muitas vezes, o remédio com o tempo se torna veneno. Há alguns registros históricos que foram coletados e organizados por E. H. BROADBENT (1861 a 1945), narrando a saga dessa parte da igreja tão desprezada pela igreja oficial em cada era. Um pequeno resumo da história da igreja consta no site IRMÃOS.NET Podemos também contar com a história da igreja narrada por Andrew Miller e a recente História que Não Foi Contada de John Walker, além de O Cristianismo Através dos Séculos de E. Carins e Uma História Ilustrada do Cristianismo de Justo González e muitos outros. Pretendemos, neste espaço, abordar a história da igreja, de forma bem reduzida, partindo do vista do desenvolvimento do Plano de Deus através das eras, iniciando em Efésios, passando pelas raízes judaicas, após, pela influência das cultura gregas e romana, alertando para os benefícios e prejuízos causados por elas. Desta forma, desejamos que o leitor consiga discernir uma linha central que permeou todas as eras e chegou aos nossos dias. Desta forma, a história da igreja poderá ser útil como um mapa do caminho percorrido por nossos irmãos desde o primeiro século, os caminhos equivocados, o resultados de suas escolhas, os atalhos, as armadilhas colocadas pelo Inimigo de Deus, a influência da cultura local no entendimento do Plano de Deus, as várias reviravoltas e o retorno ao caminho original. Vendo de forma sucinta esse “mapa”, vamos colocar algumas “placas” indicativas durante o percurso e oramos para que essas “placas” possam ser úteis nos dias atuais, enquanto há tempo, para que possamos voltar para o caminho e, se já estamos nEle, jamais nos desviemos. Vamos utilizar as quatro placas abaixo para sinalizar nossa jornada:
Siga em frente: continue seguindo o caminho com base no ensinamento do Senhor Jesus, dos Apóstolos e da Unção Interior.
Cuidado. Pare, olhe para os lados e analise as opções. Talvez o caminho que esteja sendo tomado, lá na frente pode ser um caminho de perdição.
Houve um desvio do plano original.
Houve um retorno ou, como alguns preferem, uma restauração ao plano original.
Também vamos considerar, no início dessa jornada, que Deus, desde a Primeira Aliança, sempre quis se relacionar com o homem, tendo escolhido primeiramente o povo judeu, para, após, expandir seu relacionamento para todos aqueles que foram chamados, independente da sua procedência, a fim de formarem um Corpo para Cristo, com sua multiforme expressão. Na Segunda Aliança, a Aliança do Espírito, registrada no Novo Testamento, vemos o próprio Deus, em Cristo, vindo até esta Terra para se relacionar pessoalmente com o homem, sem nenhum intermediário como antes. Esse relacionamento público durou três anos e meio e está registrado nos Evangelhos – essa foi a primeira igreja aqui na Terra, a comunidade daqueles que viviam voltados para Cristo, os quais andavam com Ele, dormiam com ele, oravam com Ele, visitavam com ele e apreenderam com Ele.

A VIDA DA IGREJA

Em que pese a história da igreja tenha começado antes da fundação do mundo, no seio da comunidade de Deus, vamos abordar o seu nascimento nesta terra e o seu primeiro desenvolvimento. A igreja nasceu quando o Senhor Jesus começou a chamar os seus primeiros discípulos, mais tarde chamados apóstolos que quer dizer enviados ou emissários. Isso nos diz que a igreja é formada por aqueles que Deus chamou e não por aqueles que gostaríamos que fossem chamados. É o Senhor quem chama e não nós – a nós cabe testemunhar a respeito do nosso chamamento e do que Deus tem feito em nossas vidas, semeando oportunidades na vida das pessoas, mas não podemos chamar ninguém para nascer de novo. Somente o Senhor Jesus pode fazer isso. Nós, entretanto, como sacerdotes da Nova Aliança podemos interceder pelas vidas das pessoas para que sejam libertas das trevas e possam ter liberdade para ouvir e escolher o Filho de Deus. Por outro lado, isso também nos diz que não devemos procurar ser mais justos e divinos que Deus. Se Ele nos escolheu, Se o Filho nos chamou, pare de se autocondenar e tentar explicar para Deus que você não deveria ter sido escolhido. Ele Escolheu e o Filho chamou e ponto final. Não há volta; você é um caso perdido, por Ele te chamou. Não há como fugir da Escolha de Deus e do Chamamento do Filho. O chamamento também implica que nossa vida nunca mais será a mesma – todo nosso ser agora está comprometido com o Plano de Deus. Na realidade, sempre esteve, mas agora estamos conscientes disso.  A igreja é o ajuntamento daqueles que tiveram o curso de sua vida mudado porque encontraram um dia com o Filho de Deus e Ele os chamou. Esse chamamento é uma vocação. Todo aquele que é chamado também possui uma vocação – sua vocação é ter herança com os demais filhos de Deus. Quando entendemos o chamamento de Deus, resolvemos segui-Lo onde quer que Ele vá. Se Ele vai, nós vamos; se Ele pára, nós paramos; se Ele resolve entrar em uma casa, nós entramos; se Ele resolve ir embora, nós vamos. Quando passamos a segui-Lo dessa forma, então percebemos que somos vocacionados, isto é, temos uma missão, um objetivo nessa vida e esse objetivo e vocação é desfrutar de toda a herança do Pai juntamente com os demais filhos de Deus, nossos amados irmãos (Ef 1:18; 4:4).  

O INÍCIO DA DECADÊNCIA

No final do primeiro século, conforme o registro de 2 Timóteo, Tito, no Livro de Hebreus e nas epístolas de Pedro e João, é possível concluir que muita heresia e mundanismo já haviam entrado na vida da igreja. Os apóstolos tentavam preservar a pureza da palavra de Cristo o quanto puderam até que Satanás desencadeou uma intensa perseguição por parte do Império Romano e, fora o apóstolo João, todos os demais foram martirizados. Desde o início, a igreja sofreu perseguição, tanto no aspecto externo, vinda dos Judeus, dos Romanos e dos Gentios em geral, como no aspecto interno, a partir de falsos irmãos, irmãos religiosos ou ainda através daqueles que se recusavam a ouvir a unção interior e atentar para o falar de Deus. Através do ataque interno, Satanás injetou muita filosofia, religiosidade, heresias e mundanismo na igreja. Através do ataque externo, o Maligno usou a religião oficial para caçar, maltratar e matar os que ainda procuraram preservar a fé. Além disso, durante o primeiro século, como os livros do Novo Testamento ainda não estavam reunidos, os irmãos baseavam sua fé na palavra falada, nos escritos do Antigo Testamento, nas profecias, na leitura de algum dos Evangelhos e de uma ou outra epístola disponível e, principalmente, viviam baseados na direção de Deus através da unção interior. Nesse sentido, é possível concluir que a fé de nossos irmãos não estava baseada exclusivamente em escritos, mas em um contato vivo com o Filho de Deus, através do Espírito Santo, assim como norteavam seu viver com base no exemplo de vida dos irmãos mais velhos que por sua vez seguiam seus antecessores. Com o decorrer dos anos, entretanto, o clima de perseguição externa passou a variar de acordo com o sabor dos governantes romanos. Do ponto de vista interno, surgiram também vários problemas de ordem prática no convívio entre os irmãos:
  • o que fazer com a filosofia e cultura pagã trazida pelos novos convertidos gregos?
  • o que fazer com os rituais e a organização religiosa trazida pelos novos convertidos judeus?
O homem, então, com a melhor das intenções teve de agir e, para resolver essas doenças, criou uma série de remédios que aparentemente resolveram o problema, mas, por erro de dosagem ou de diagnóstico, a doença voltou e o doente acabou tornando-se dependente da droga criada. Você gostaria de completar o texto desta página? Envie seu comentário e, se ele for selecionado, será publicado aqui!

Comments (1)

  • P.r gutember

    |

    que a graça do Senhor Jesus Cristo, esteja sobre as igrejas dele espalhada em todos os lares, deste planeta, gostaria de receber um estudo sobre o dizimo,

    Reply

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  Foi recentemente lançado o livro VIVENCIADO UMA IGREJA ORGÂNICA, de Frank Viola, pela Editora Palavra. O livro não está listado em sites, sendo que a única forma de aquisição à distância é através do telefone da Editora (61 3213-6999, 61 3213-6858, e-mail: varejo@mwdistribuidora.com, site: https://palavravirtual.com/detalhes.php?id=178). Nesse livro, considerando que a igreja é um organismo vivo e não uma organização, Viola, com base em exemplos vividos na caminhada cristã, analisa desde a plantação da igreja, em relação à pessoa do obreiro, passando por uma seção de Perguntas & Respostas, passos práticos para começar a viver a vida da igreja, chegando até às questões do desenvolvimento de uma igreja, os estágios de crescimento, as “doenças” que podem ocorrer, até à conclusão A JORNADA À FRENTE.  Um excelente livro para quem quer viver ou já está vivendo a vida da igreja. Leia trechos de livros em: http://igrejanoslares.com.br/category/noticias/category/livros/ Veja lista de indicação de livros em: http://igrejanoslares.com.br/category/noticias/auxilio/livros/ Indique um livro para ser publicado neste espaço. Mande um e-mail para: igreja@igrejanoslares.com.br

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