Pombas e Serpentes

Written by admin. Posted in Comunhão, Encontros, Igreja nos Lares, Vida Cristã

doves and snakesTemos solicitado aos irmãos que não forneçam telefones ou dados pessoais aqui no site, por questões de segurança e bom senso. No ambiente da internet, assim como em qualquer ambiente físico, não é seguro informar dados pessoais para desconhecidos e extremamente perigoso trazê-los para dentro de sua casa. Quem sabe você dá uma lida no livro da Ana Beatriz Barbosa Silva – Mentes Perigosas? Também estãos disponíveis os livros de:

Bíblica – Daynes e Fellowes: Como Identificar Um Psicopata – Cuidado! Ele Pode Estar Mais Perto do Que Você Imagina.

– Hare: Sem Consciência – o Mundo Perturbador Dos Psicopatas Que Vivem Entre Nós

– Janire: Predadores Humanos – o Obscuro Universo Dos Assassinos Em Série

– Marlowe – Arquivos Criminais – Demonstrações Assustadoras da Depravação Humana

Mesmo assim, quer contatar alguém ou ser contatado por alguém que se reúne nas casas? Você está disposto a assumir o risco?

Alguns irmãos tem adotado o seguinte costume antes de fornecer dados pessoais para estranhos:

1) troque emails

2) ofereça ou peça o perfil da pessoa nas redes sociais

3) converse on line

4) encontre-se em um local público como shoppings, cafés, praças…

5) questione a pessoa sobre experiências com Cristo, sobre referências de outros cristãos ou grupos cristãos, sobre suas crenças (pergunte se ela possui site ou blog onde tenha postado seus pontos de vista a respeito do Reino)…

6) nunca se encontre, visite ou seja visitado sozinho

7) procure perceber o espírito e a intenção da pessoa

8) ore, ore e depois ore mais um pouco

Antes, uma boa olhada no Didaquê (que, segundo alguns, remonta ao segundo século, antes de os cristãos possuírem templos físicos,) também pode ser útil:

1 Se vier alguém até você e ensinar tudo o que foi dito anteriormente, deve ser acolhido.

3 Já quanto aos apóstolos e profetas, faça conforme o princípio do Evangelho.

6 Ao partir, o apóstolo não deve levar nada a não ser o pão necessário para chegar ao lugar o­nde deve parar. Se pedir dinheiro é um falso profeta.

8 Nem todo aquele que fala inspirado é profeta, a não ser que viva como o Senhor. É desse modo que você reconhece o falso e o verdadeiro profeta.

9 Todo profeta que, sob inspiração, manda preparar a mesa não deve comer dela. Caso contrário, é um falso profeta.

10 Todo profeta que ensina a verdade mas não pratica o que ensina é um falso profeta.

12 Se alguém disser sob inspiração: “Dê-me dinheiro” ou qualquer outra coisa, não o escutem. Porém, se ele pedir para dar a outros necessitados, então ninguém o julgue.

Fonte: Didaque – http://www.monergismo.com/textos/credos/didaque.htm

Gostaria de chamar a atenção especial aos versos 8 e 10 – um verdadeiro profeta VIVE como Cristo viveu e pratica o que fala. Essa é a maior diferença entre o falso e o verdadeiro profeta.

Talvez você esteja pensando:

então é impossível contatar pessoas através da Internet.

Bem, pessoalmente já conheci irmãos via Internet – bons irmãos. Mas confesso que segui quase todos os passos acima. Inclusive, a pessoa que me cedeu o domínio “igreja nos lares” foi um conhecido da Internet. Após muita “comunhão a distância”, tivemos encontros pessoais e hoje somos bons amigos. Quando vou a sua cidade, em Brasília, costumo ficar em sua casa. Até tiramos férias juntos. A comunhão do Corpo de Cristo, entretanto, historicamente ocorre por indicação boca-a-boca – uma pessoa que visitou um grupo indica ou leva um visitante que, por sua vez, poderá indicar outro e outro sucessivamente, mas o padrão permanece: houve um primeiro contato pessoal, olho do olho, ou melhor, espírito no espírito (Rm 8:16). Temos, contudo, uma lista de irmãos que já tiveram contato pessoal (isto é, fisicamente) com diversos grupos espalhados pelo Brasil e que, nesse sentido, podem ser indicados. Por exemplo, um irmão de Curitiba, com a visão do Reino clara (e também com o discernimento necessário acerca do sistema religioso) mudou-se a serviço para lá e assim conheceu muitos grupos que estão na liberdade do Evangelho. Como conheço pessoalmente esse irmão (de inclusive receber-me para dormir em sua casa e recebê-lo na minha casa), quando alguém do site solicita contato em Curitiba, sinto-me confortável em passar o endereço dele, claro que com sua concordância. Nós ou outros irmãos com os quais nos relacionamos temos participado de grandes encontros em Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina, onde conhecemos pessoalmente irmãos de várias cidades do País e assim podemos indicar. Em todos os casos, inclusive quando já conhecemos os irmãos pessoalmente, sempre temos a orientação de alertar para o fato de que pessoas e grupos possuem níveis de maturidade diferentes na caminhada espiritual, decorrentes de níveis de experiência e profundidades também diversas – não havendo, portanto, um padrão doutrinário ou de práticas definido, como, geralmente, é proposto nos grupos institucionais. Na maioria dos casos, o viés do grupo decorre da origem das pessoas que o compõe (assunto já tratado no site – clique aqui). Por exemplo: grupos oriundos de meios pentecostais vão trazer consigo um viés pentecostal (línguas, dons espirituais, liberdade na adoração etc.); já grupos oriundos do catolicismo não terão muita abertura para a cultura e costumes evangélicos; grupos tradicionais terão um maior enfoque na leitura e interpretação da Bíblia (geralmente funcionam como grupos de estudo bíblico); outros grupos poderão ter outras ênfases (culturais, adoração, oração, musicais, sociais, pregação do Evangelho, ajuda aos necessitados etc.) e tudo isso ocorrerá, na maioria dos casos, de forma inconsciente. O visitante precisa saber disso quando faz ou recebe uma primeira visita. Ah, o grupo ideal ainda não foi identificado – muito provavelmente ainda esteja em construção. Quem sabe você pode ajudar a edificar um desses grupos?

Por fim, fica o alerta: o site não se responsabiliza pelas referências, indicações, nem muito menos as intenções dos visitantes que solicitem ou que ofereçam contatos nestas páginas. Sejamos simples como a pombas, mas prudentes como as serpentes (Mt 10:16).

QUESTÃO DA VERDADE

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Aqueles que não conseguem se manter na verdade, mas antes baixam o padrão da verdade, sempre viverão em trevas! A razão das trevas reinantes hoje no meio cristão é que o homem sacrifica a verdade em detrimento de si mesmo! A verdade é fruto da Luz (Ef 5:9), e quem não amar a verdade dará crédito ao erro e perecerá em julgamento (2 Ts 2:9-12). A verdadeira justiça e retidão é procedente desta verdade (Ef 4:24). Sem tal verdade não existe o testemunho da Igreja! Como então não ser restrito com respeito à verdade, ainda mais que sabemos que o inimigo, o pai da mentira (Jo 8:44), é capaz de grandes prodígios do engano e até de se apresentar como anjo de luz (2 Co 11:14)! Uma forma de verificar se não estamos apenas confundindo uma concepção falsa ou inexata com a verdade é conferindo se o que vivemos e praticamos está coerente e consistente com o que aceitamos como verdade. Esta inclusive é a maneira que o próprio Senhor nos recomenda para verificar se alguém está na verdade – pelos seus frutos (Mt 7:15-20; 12:33; Lc 6:43-45)! Se há discrepância então ou não temos a verdade ou não cremos realmente na verdade! Dissimulações de que não é bem assim ou que os fatos e pregações não foram bem entendidos, no entanto sem esclarecer com precisão o que seja a verdade, ou atitudes de ocultar verdades e fatos com a desculpa de que nem todos estariam preparados para elas, a história da Igreja nos ensina que estes são sérios indicadores de que se está deixando enredar pela tortuosa falsidade. A principal estratégia do inimigo na esfera espiritual é nos privar de nossa firmeza na verdade (At 11:23; Cl 2:5; 1 Ts 1:3; Hb 2:1; 2 Pe 3:17), nos deixando inseguros quanto a real verdade. Precisamos resistir-lhe na Fé (Ef 6:13; 1 Pe 5:8,9). Por isto, para que um obreiro seja aprovado por Deus é necessário que este tenha diligência e uma mente treinada (2 Tm 2:23) apto para cortar retamente a palavra (ver 2 Tm 2:15–do grego, orthotomeo, cortar reto a palavra, e notas 151 e 152 da RV). Sem tal cuidado com a palavra de Deus pode-se inadvertidamente promover a impiedade (2 Tm 2:16) e corroer a confiança dos santos na Fé (2 Tm 2:18). Não podemos esquecer que é justamente a confiança que nos dá galardão (2 Co 3:4; Ef 3:12; 1 Ts 2:2; Hb 2:13; 3:14; 10:35; 1 Jo 2:28; 3:21; 4:17; 5:14), e não simplesmente o crer (cf Tg 2:17-26). Sendo fieis à verdade e não agradando a homens (Gl 1:10;Ef 6:6), sendo o nosso falar sim ou não (Mt 5:37; Jo 7:24; 2 Co 4:2),. Independentemente disso vir a ser contra a nossa pessoa ou não, nos guarda das artimanhas do maligno e nos preserva na verdade (2 Jo 4). No “The Character of the Lord’s Worker” (tradução: O caráter do obreiro de Deus) Volume 52 do “Collected Works of Watchman Nee”, no capítulo 10 o irmão Nee coloca justamente isto. O obreiro de Deus deve ser absoluto pela verdade, e isto só é possível quando ele se libertar de si mesmo. Se alguém deixa com que a verdade seja comprometida por suas afinidades pessoais, sentimentos, família, etc., este não está qualificado para ser um obreiro de Deus! Se formos levianos e superficiais com esta questão da verdade, o seremos com tudo o mais!

Fonte: “Avaliação dos Fruntos Após Mais de 15 anos de Práticas e Moveres na Restauração no Brasil”

O PERIGO DA HISTÓRIA ÚNICA

Written by admin. Posted in O Sistema Religioso, Vida Cristã

“Quando rejeitamos uma única história; quando percebemos que realmente nunca há apenas uma história sobre determinado lugar, nós reconquistamos um tipo de paraíso” ~ Chimamanda Adichie, escritora
Há duas formas de conhecermos o mundo que nos rodeia: através da experiência própria ou através de ver e ouvir histórias (ok, o Google também ajuda). Em ambos os casos, contudo, nosso conhecimento será muito, mas muito limitado mesmo, seja por limitações da nossa própria percepção ou limitações das histórias que nos são contados ou dos seus “historiadores”.

Isto por si só já deveria servir de alerta para nós. Entretanto, há algo bem mais perigoso do que a ignorância a respeito da história parcial: é a “história única”.

Quando alguém conta a “história única” a respeito de outro alguém ou de algum fato e essa história é recebida sem questionamento, o que recebe a história irá criar em sua mente uma estrutura, um cenário, uma corrente de valores, que aprisionarão no tempo a pessoa ou fato que foi retratado. Por exemplo, se alguém conta uma história de que em determinado País, não existem aparelhos eletrônicos, nem veículos, nem livros, mas apenas florestas, então, na cabeça de quem recebeu história, estará sendo criado um país com essas características. O problema é que esse país pode nunca ter existido de fato, mas para essa pessoa essa país existe e é real, apesar de ela nunca ter ido lá ou procurado pesquisar a respeito.

Por que esse assunto é importante para nós, cristãos? Por nós somos muito propensos a acreditar em histórias. Quando temos comunhão, o que fazemos? Contamos histórias. Quando lemos a Bíblia, o que fazemos? Lemos histórias. Quando ouvimos mensagens ou estudos, o que fazemos? Ouvimos histórias. E todas essas histórias vão criando em nós uma estrutural mental através do qual raciocinamos, julgamos e decidimos nossas vidas.

Então, se de fato as coisas são assim, qual a grande questão? Saber se as histórias são verdadeiras ou não. Quanto à Bíblia, não temos problemas, porque cremos que ela trata de fatos verdadeiros ou com significados verdadeiros. Alguns podem ser mais complexos que outros ou podem necessitar serem complementados com uma melhor tradução, mas nenhum cristão sincero desconfia da veracidade do sentido das Escrituras.

Minha preocupação, contudo, são as histórias que ouvimos e contamos. Elas são verdadeiras?

Recentemente, um irmão me indagou acerca de um fato que havia ocorrido comigo no ano de 2004, para saber se era verdade. Sim, confirmei com ele, mas fiquei assuntado com os detalhes desse fato que haviam sido transmitidos para ele. Era um absurdo de mentiras – não sei voluntárias ou involuntárias. Como ele não havia falado comigo até esse dia, ele havia ficado apenas com a “história única”, ou melhor, a “mentira única”.

Essa situação me levou a refletir acerca do perigo da “história única” no meio cristão. Quando um determinado cristão deixa de se reunir em determinado grupo, imediatamente começam a surgir as “histórias”. Se a própria pessoa não vem ao meio e as esclarece, então surgem diversas versões. Nos grupos mais sistematizados, contudo, o líder do grupo, em casos em que o cristão que deixou de frequentá-lo possuía alguma influência no grupo ou seus motivos poderiam causar uma desestabilização no poder clerical, então, para “proteger” a incolumidade espiritual do rebanho, o líder apresenta a sua “história única” acerca do irmão “desaparecido”, “ingrato”, “rebelde” ou “ambicioso”. Como a pessoa normalmente não tem como se defender (como um ausente pode argumentar?) e como os outros são normalmente orientados a não procurar a pessoa para tirar dúvidas, então a “história única” passa a ser a verdade absoluta, tão clara como amanhã será outro dia.

Uma irmã, há uns anos atrás, confidenciou-me que estava com saudades de determinado irmão e que, inadvertidamente, havia falado sobre esse sentimento no grupo ao qual ambos frequentavam. Para sua surpresa, um dos líderes do grupo lhe repreendeu veementemente:

– no nosso meio, nunca mais fale a respeito desse nome!

(achei muito semelhante à repreensão do Sinédrio acerca do nome de Jesus…)

Obviamente, o irmão a qual a irmã se referiu foi mais uma vítima do mal da “história única”. Não sei se a vítima foi ele ou a irmã e ou o grupo que perderem a presença desse irmão…

Entretanto, uma das maiores verdades do Novo Testamento, após, obviamente, a revelação de Cristo e de sua noiva, a igreja, é o caráter limitado da nossa percepção, que deveria nos conscientizar da necessidade que temos do próximo, como o único capaz de completar o nosso significado e o significado da Verdade.

“O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos;Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado” (1 Co 13:8-10)

Só o amor completa! E nós? Nós, ao máximo (isto é, com bastante esforço, pesquisa, oração e comunhão), conseguimos ver em parte, conseguimos produzir uma “história parcial”, que pode ser até boa e honesta, mas sempre será parcial, será a nossa história, segundo a nossa percepção e nada mais que isso.

O amor, entretanto, não julga sem ouvir o outro lado, sempre rejeita “história única”, o amor vai até a fonte, o amor visita, o amor manda e-mail, o amor liga, o amor manda torpedo, o amor ora pela pessoa, o amor lança fora o medo, o amor não atravessa para o outro lado da rua para evitar seu irmão… O amor sabe perfeitamente que só com o outro ele pode ser completo de significado.

“A falta de amor não é necessariamente o ódio, mas muito mais a indiferença”.

Ame ao próximo e rejeite a “história única”.

Graças a Deus que um dia tudo o que é em parte será aniquilado, seremos então consumidos e absorvido por Aquele que É tudo em todos, e então virá o fim!

Onde você está?

Written by admin. Posted in Igreja Simples, Livros, Vida Cristã

Muito se discute hoje se denominações são sinônimos de igreja, se são coisas diferentes, se as denominações são responsáveis pelo desenvolvimento da salvação individual ou não, se elas podem ser “tóxicas” ou uma bênção de Deus… Mas, vejamos: se as denominações são organizações e a igreja são pessoas que nasceram de novo, então a igreja pode viver dentro ou fora de uma denominação, bastando que a igreja continue sendo o que sempre foi: um organismo vivo composto por pessoas que foram capturadas por Deus e O amam, assim como amam aqueles que dEle são nascidos. Por isso, onde você fisicamente está é totalmente irrelevante. O importante é com “quem” você está, em que Pessoa você está. Em outras palavras: você está em Cristo? Dessa resposta depende a sua e a minha realidade, estejamos onde estivermos… “Disse-lhe a mulher: Senhor, vejo que és profeta. Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que é em Jerusalém o lugar onde se deve adorar. Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me que a hora vem, em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai. Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos porque a salvação vem dos judeus. Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade” (Jo 4:19-24) Jesus, Aquele que edificará pessoalmente Sua igreja, foi tão claro quanto ao verdadeiro lugar de adoração: no Espírito e em Realidade. O local físico não parece importar ao Mestre; o lugar espiritual, sim, esse é de vital importância – porque as pessoas que estiverem nesse “endereço” serão procuradas pelo Pai. Parece tão simples, mas para muitos ainda é um mistério… JESUS JAMAIS PEDIU aos seres humanos que se organizassem em denominações. Nos primeiros dias da igreja os cristãos tinham uma dupla identidade: eram seguidores de Jesus Cristo, convertidos verticalmente a Deus. Em segundo lugar, congregavam com base na geografia, quando também se convertiam localmente uns aos outros, formando movimentos eclesiais. — Wolfgang Simson Fonte: “Casas que Transformam o Mundo” (Editora Esperança), p. 15. www.editoraesperanca.com.br

HORA DA FAXINA

Written by admin. Posted in Vida Cristã

Jesus, porém, conhecendo a sua malícia, disse: Por que me experimentais, hipócritas? (Mt 22:18) Toda a amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfêmia e toda a malícia sejam tiradas dentre vós (Efésios 4:31) E o Senhor lhe disse: Agora vós, os fariseus, limpais o exterior do copo e do prato; mas o vosso interior está cheio de rapina e maldade (Lucas 11:39) Por isso, rejeitando toda a imundícia e superfluidade de malícia, recebei com mansidão a palavra em vós enxertada, a qual pode salvar as vossas almas (Tiago 1:21) Como livres, e não tendo a liberdade por cobertura da malícia, mas como servos de Deus (1 Pedro 2:16) Irmãos, não sejais meninos no entendimento, mas sede meninos na malícia, e adultos no entendimento (1 Coríntios 14:20) Disse: O filho do diabo, cheio de todo o engano e de toda a malícia, inimigo de toda a justiça, não cessarás de perturbar os retos caminhos do Senhor? (Atos 13:10) Porque serei misericordioso para com suas iniqüidades, E de seus pecados e de suas prevaricações não me lembrarei mais (Hb 8:12) É impressionante a quantidade de lixo que existe no interior do ser humano. Na realidade, parece mais tratar-se de uma usina de lixo que não somente produz lixo, mas também que o transforma na mais variadas facetas resguardando a mesma essência. Conosco, filhos de Deus, não seria diferente? Mas como alguém que nasceu de novo, foi lavado no sangue do cordeiro, ainda está guardando ou produzindo lixo no seu interior? A fábrica não deveria ter sido fechada? Como é possível? Acho que mais cedo ou mais tarde cada um de nós vai passar pela dolorosa experiência de notar que a antiga fábrica de lixo reabriu as portas e está produzindo a todo vapor. Por quê? Qual o motor que faz com que a fábrica continue funcionando? Dos versículos acima, existe um elemento que praticamente aparece em todas essas referências: a malícia. Seria ela a responsável pela manutenção da fábrica de lixo? Os mais ortodoxos vão dizer: – não, irmão, a fábrica na verdade é a carne e ela já foi crucificada com Cristo. Cabe a nós, pelo Espírito, aplicar esse fato à nossa vida. Muito bom e muito bíblico – só há um porém: não funciona. Eu posso ficar repetindo para mim mesmo: eu creio que a carne foi crucificada… mil vez no dia. Posso tentar me considerar crucificado o dia inteiro, mas no final, terei de admitir que a fábrica ainda está lá…e em perfeito funcionamento. Qual seria a solução? Penso que esse assunto deva ser solenemente tratado diante de Deus. Somente Ele poderá desativar a fábrica de lixo em nós. De fato, tudo isso já foi resolvido na cruz, mas porque o remédio parece não funcionar? Será a dosagem? Será uma resistência do nosso “organismo espiritual”? Tenho sofrido e meditado nessas questões e, particularmente, acredito que o elemento da malícia está profundamente relacionado ao problema e também à solução. A malícia é um sentimento que sempre pensa o pior dos outros e, na origem, pensa o pior de nós mesmos. Se não podemos vencer, os outros também não podem. Se eu não consigo, os outros também não conseguem. A malícia sempre toma como base o fracasso do “eu” para projetar o fracasso do “próximo”. Por isso, é interessante notar que tanto nossa visão própria do “eu” como a visão do “próximo” precisam ser resolvidas à luz de Deus. A final quem sou “eu”? O que eu penso de mim mesmo? Minhas conclusões a respeito de mim mesmo são dignas de confiança? Quem pode me definir e me julgar? Quem pode me absolver? Oh, amados, só Deus, o Eterno Criador pode nos definir, só Ele pode nos julgar. O que Deus pensa de nós? Nas Escrituras, podemos notar que há algo em nós que Deus ama e que Ele próprio criou a Sua imagem; mas também vemos algo em nós que Deus odeia e não tem nada ver com Ele. Quando tenho comunhão com o Pai sinto-me tão miserável e, ao mesmo tempo, tão amado. Tão miserável quando olho para mim, para meus conceitos, para minha arrogância, para minhas misérias, e tão amável quando olho para o Senhor. Que fazer? O Novo Testamento traz uma série de ensinos a esse respeito, mas poderiam ser resumidos em: apresente o lixo a Deus e, após Seu julgamento, jogue fora! Limpe o túmulo, limpe o prato, despoje-se do velho homem, lance fora o fermento da maldade e da malícia, rejeite, não aceite, não dê espaço… Sim, em todos esses casos há necessidade de uma atitude nossa: eu, através da minha vontade, apresento tanto a fábrica de lixo, como os produtos produzidos por ela, diante de Deus – Ele como fogo consumidor os julga – e eu os lanço fora da minha minha. A partir daí a fábrica é fechada e o lixo é consumido e se inicia um novo processo de restauração onde amor, misericórdia e paz começam a ser gerados em nós. Isso é restauração! A teologia tradicional incutiu nos filhos de Deus que nossa parte é somente crer que Deus, mediante a graça que está em Cristo, fará todo o resto. A fé seria o “botão” que dá início ao processo. Isso é apenas uma parte da verdade. Esse processo passa necessariamente pelo exercício das minhas faculdades, isto é , da minha vontade: Mas o mantimento sólido é para os perfeitos, os quais, em razão do costume, têm os sentidos exercitados para discernir tanto o bem como o mal (Hebreus 5:14) O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso praticai; e o Deus de paz será convosco (Fp 4:9) A graça só pode se manifestar após a participação da vontade humana. Isso serve para o novo nascimento, mas também para toda a caminhada cristã. A teologia tradicional tem sido mal utilizada no sentido de anular a vontade humana, para tentar fugir do conceito de lei, e assim valorizar a graça. Por outro lado, os irmãos que estão na liberdade também tem procurado fugir de tudo aquilo que possa se referir à disciplina e aplicação da vontade humana por ver nessas coisas uma semente da religião. O problema: muitos versículos e realidades espirituais deixam de “funcionar”. Está escrito, mas não “funciona” em mim. Por esse motivo, muitos tem abandonado a fé ou tem simulado uma espiritualidade que não existe. Amados, se nossa vontade não for exercitada, se não reunirmos toda nossa diligência (2 Pe 1:5), se não formos disciplinados com relação às coisas de Deus, a graça não terá espaço para atuar em nós: E nós, cooperando também com ele, vos exortamos a que não recebais a graça de Deus em vão (2 Co 6:1) Mas pela graça de Deus sou o que sou; e a sua graça para comigo não foi vã, antes trabalhei muito mais do que todos eles; todavia não eu, mas a graça de Deus, que está comigo (1 Co 15:10) Porque se introduziram alguns, que já antes estavam escritos para este mesmo juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de Deus, e negam a Deus, único dominador e Senhor nosso, Jesus Cristo (Jd 1:4) Sim, amados, precisamos lembrar onde caímos e voltar a “prática” (e não à teoria) das primeiras obras (Ap 2:5) Sim, precisamos voltar a ter um horário definido para oração; sim, precisamos ter um horário para leitura, meditação e estudo da Palavra; sim, precisamos ter horários para reuniões; sim, precisamos de foco para as comunhões … Isso não é lei ou religião, isso é, apenas um caminho para a graça. Após dar esses passos de fé, veremos a graça se manifestar, não somente fechando a fábrica de lixo do nosso coração, mas produzindo em nós um caráter de homens e mulheres de Deus que querem o Reino de Deus nesta terra. É experimentar e conferir. Uma semana abençoada a todos!

Durante o Turbilhão

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“Vocês serão conhecidos mais pelo que são contra do que pelo que vocês concordam. Sua união torna-se mais uma questão de doutrina e de opinião do que de vida e amor. Aqueles princípios que eu me glorio de ter descoberto na Palavra de Deus, hoje me glorio ainda dez vezes mais por ter experimentado sua aplicabilidade a todas as circunstâncias do presente estado da igreja que nos permite conviver com cada indivíduo, ou grupo de indivíduos, como Deus os vê, sem nos comprometermos com qualquer dos seus males. Aprendi que o nosso princípio de união é a posse da vida comum de toda a família de Deus, ‘pois a vida está no sangue'” (Anthony Norris Groves – durante o turbilhão que dividiu os chamados “irmãos unidos”)

Quero acordar a alva

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I Tm 6:17 Nosso Senhor Jesus está sempre abençoando, e nem por um só instante recolhe Sua mão. Enquanto houver um vaso de graça que não esteja cheio até a borda, o óleo não cessará. Ele é um sol sempre brilhando; Ele é o maná sempre caindo no campo ao redor; Ele é a rocha no deserto, sempre expelindo ribeiros de vida de sua face golpeada; a chuva de Sua graça está sempre caindo; o rio de Sua generosidade está sempre fluindo, e a fonte do Seu amor está sempre transbordando. Como o Rei nunca pode morrer, assim Sua graça nunca pode falhar. Diariamente nós colhemos Seu fruto, e diariamente Seus galhos curvam-se ante nossas mãos com um fresco estoque de misericórdia. Há sete dias de festa em suas semanas, e quantos são os dias assim são os banquetes em seus anos. Quem já voltou de Sua porta sem ser abençoado? Quem já levantou de Sua mesa insatisfeito, ou de Seu seio sem sentir-se num paraíso? Suas misericórdias são novas a cada manhã e frescas a cada noite. Quem pode conhecer o número de Seus benefícios, ou recontar a lista de Suas generosidades? Cada grão de areia que cai escorre ampulheta é ainda um tardio seguidor de uma miríade de misericórdias. As asas das horas são cobertas com a prata de Sua benignidade, e com o dourado ouro da Sua afeição. O rio do tempo carrega da montanha da eternidade as areias douradas de Seu favor. As incontáveis estrelas são ainda como o símbolos condutores de uma mais inumerável hoste de bênçãos. Quem pode contar a poeira dos benefícios que Ele concedeu a Jacó, ou dizer o número da quarta parte de Sua misericórdia para com Israel? Como minha alma exaltará aquele que diariamente nos supre com benefícios, e que nos coroa com amável benignidade? Ó, que meu louvor pudesse ser incessante como Sua generosidade! Ó língua miserável, como podes ficar silenciosa. Desperta, eu oro, para que não mais clame a ti a minha glória, mas a minha vergonha. “Despertai, saltério e harpa: Quero acordar a alva”. Autor: Charles Spurgeon

Outro dia estava orando…

Written by admin. Posted in Vida Cristã

– Senhor, qual nossa função nesta parte da história? Se Tu não voltares nos próximo 80 anos, nossa geração será apenas alguns registros na memória de alguém ou no máximo em algum livro (se ainda existirem até lá?!)…
Quando oro assim, dois tipos de imagens me vêm à cabeça: – pontes – barcos Até que Deus me mostre outra direção, quero ajudar a construir pontes e a pilotar pequenos barquinhos nestes tempos complicados… Não sei o que vai acontecer do outro lado da ponte nem do outro lado da margem, mas só a viagem já terá valido a pena.

O shopping

Written by admin. Posted in O Sistema Religioso, Vida Cristã

Sair de uma loja não garante a saída do shopping. Há muitas outras lojas e alas. O sistema deste mundo é muito mais complexo do que pode parecer. É um engano pensar que deixar de participar de algum grupo e ficar em casa significa estar fora do sistema. Trocar os cultos ou reuniões cristãs pela televisão? Trocar a comunhão pela poltrona do papai? Trocar a Bíblia por um bom jornal? Trocar as orações pela crítica ácida à religião? Trocar as ofertas aos necessitados pelo shopping? E ainda achar que está fora do sistema… Meu amigo, você nunca esteve tão envolvido no sistema e não sabe.  Teu inimigo, aquele que te acusa diante do Pai, quando engendrou o sistema deste mundo, criou dentro dele milhares de subsistemas, cada um voltado para uma necessidade diferente, a fim que que todos os homens pudesses ser “supridos” e aprisionados. O subsistema religioso, contra o qual você luta e que te enganou e usurpou, é apenas mais um departamento do grande sistema. Sair dele e não ir para a verdadeira liberdade em Cristo não significa absolutamente nada. Teu inimigo, sempre tem um plano “b”, “c”, “d”…”z”… Só existe uma maneira de sair desse grande sistema: através da cruz, indo além do véu dos nossos conceitos e do comodismo sustentado pelo  cartão de crédito. Será que não está na hora de conversar seriamente com Deus a respeito dessas coisas? Será que não está na hora de implorar desesperadamente: Senhor, ajuda-nos porque estamos perecendo! Senhor, tem misericórdia de nós, pecadores! Senhor, salva-nos! Filho de Davi, tem compaixão de mim! Quando você notar o que de fato é o sistema, seu desespero se tornará a mais sincera das orações.

Filhinhos, não ameis o mundo! (Apóstolo João, Sec. I)

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Mande informações e convites dos encontros na sua cidade que publicaremos no site. Nosso e-mail é igreja@igrejanoslares.com.br

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Pão e Vinho: “é um trabalho cristão, independente e  investigativo, cujo objetivo é vasculhar nossas raízes e entender melhor o desenho original da Igreja arquitetada por nosso Senhor Jesus Cristo. Aprender nosso passado nos ajuda a entender nosso estado presente e, assim, discernir nosso futuro como Igreja”. O editor mora em Wasginton/DC.
Blog Igreja Orgânica: blog sobre temas diversos a respeito da vida da igreja. O editor é de Fortaleza/CE
Igreja em Santo Antônio do Monte/MG: blog sobre questões atuais do viver cristãos. É mantido por irmãos de Minas Gerais, da cidade de Santa Antônio do Monte.
Irmãos em Cristo em Itajaí/SC: somos um grupo de pessoas que amando a Deus e uns aos outros decidiu se reunir semanalmente na cidade de Itajaí-SC. Nossos encontros acontecem nas casas ou em outros ambientes informais. Primamos pela alegria e informalidade, aspectos próprios do viver comunitário e daquela expressão viva da igreja do primeiro século. Contato: igrejaorganica@gmail.com Telefone: (47) 9609-0366
Um Novo Odre: Realizamos reuniões nos lares como auxílio à prática da vida cristã, o mesmo costume observado nos cristãos primitivos antes dos templos instituídos pelo Imperador Constantino. Absorvidos pelo cristianismo, os templos de Constantino perpetuaram a ideia de templo como lugar obrigatório para a realização de reuniões cristãs. Porém, nossa proposta busca restaurar a dignidade da família – “célula-mãe” da sociedade – priorizando o trabalho de formação espiritual de “homens novos para um mundo novo” encontrado em Deus. E-mail de contato: simple.church.brazil@gmail.com

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Livros

  Vivenciando uma Igreja Orgânica

  Foi recentemente lançado o livro VIVENCIADO UMA IGREJA ORGÂNICA, de Frank Viola, pela Editora Palavra. O livro não está listado em sites, sendo que a única forma de aquisição à distância é através do telefone da Editora (61 3213-6999, 61 3213-6858, e-mail: varejo@mwdistribuidora.com, site: https://palavravirtual.com/detalhes.php?id=178). Nesse livro, considerando que a igreja é um organismo vivo e não uma organização, Viola, com base em exemplos vividos na caminhada cristã, analisa desde a plantação da igreja, em relação à pessoa do obreiro, passando por uma seção de Perguntas & Respostas, passos práticos para começar a viver a vida da igreja, chegando até às questões do desenvolvimento de uma igreja, os estágios de crescimento, as “doenças” que podem ocorrer, até à conclusão A JORNADA À FRENTE.  Um excelente livro para quem quer viver ou já está vivendo a vida da igreja. Leia trechos de livros em: http://igrejanoslares.com.br/category/noticias/category/livros/ Veja lista de indicação de livros em: http://igrejanoslares.com.br/category/noticias/auxilio/livros/ Indique um livro para ser publicado neste espaço. Mande um e-mail para: igreja@igrejanoslares.com.br

Perguntas & Respostas

 Apesar de as igrejas nos lares serem livres institucionalmente falando, gostaria de saber se existe alguma associação, convenção, enfim, algo que reúna as idéias das igrejas nos lares visando troca de experiências? Agradeço, MÁRCIO (Clique aqui)