Um Deus Grandioso e um Povo Medíocre

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Jesus, Alegria Dos Homens

Jesus continua sendo minha alegria,

O conforto e a seiva do meu coração

Jesus refreia a minha tristeza,

Ele é a força da minha vida

É o deleite e o sol dos meus olhos,

O tesouro e a grande felicidade da minha alma,

Por isso, eu não deixarei ir, Jesus

Do meu coração e da minha presença.

Johann Sebastian Bach

Outro dia, em comunhão com um irmão que é professor de Teatro, conversávamos sobre o o motivo de os cristãos geralmente terem um tremendo deficit artístico. Você vai a um livraria ou loja “cristã”, na ala dos presentes, e verá camisas com estampas feias, quadros igualmente feios, lembranças sofríveis…

Essas mesmas lembranças contudo tem sido usada para levar a mensagem do Evangelho…

Você já deve ter lido um (ou vários) folhetos evangelísticos. Normalmente são folhetos sem graça e, nos melhores, sua mensagem, na maioria dos casos, é a seguinte: inicia-se com um pequeno trecho acerca de um fato corriqueiro ou do tipo machete de jornal. Segue-se uma trecho mostrando que a vida humana sem Deus é vazia e sem sentido. Depois, tenta-se convencer o leitor que ele precisa desesperadamente de Deus senão vai para o inferno. No final, tem uma oraçãozinha de conversão e voilà: espera-se produzir mais um cristão para aumentar as fileiras do poderoso exército de Deus.

Folhetos como esses tem sido usados para levar a mensagem do Evangelho e muitas pessoas têm abraçado a fé… Fui outro dia a um culto e fiquei espantado. Havia uma mistura de show gospel de calouros, com estratégias de marketing agressivo. As letras das músicas também eram uma mistura de autoajuda com pensamento positivo, com uma profundidade de um pires.

Fico me perguntando: em que a religião tem transformado a grandiosa mensagem do Evangelho?!

Esperei então para que, durante o sermão, começasse o clímax. A metodologia era muito simples: umas piadinhas para deixar a plateia a vontade, depois uns elogios ao ímpeto dos membros que tinham conseguido comprar um prédio novo e estavam quase lotado a “igreja” de membros, membras e membrinhos (?). Tudo bem, isso acontece, mas o camarada vai abrir a Bíblia e as coisas vão melhorar… não, claro, o versículo estava fora do contexto e a coisa não melhorou. Pensei então que talvez fosse eu. Sou muito crítico, confesso, e geralmente o excesso de criticismo conduz ao ceticismos que fica a um passo da incredulidade… e obviamente não quero tornar-me incrédulo, não por medo do inferno, mas porque acho que ser incrédulo é muito chato, sim, não tem a menor graça. Não há nada que se compare à vida com Deus, aos altos (muito altos…) e baixos (muito baixos…), às reviravoltas, aos pequenos milagres diários, à esperança em meio ao desespero, à alegria em meio à tristeza e a essa coisa maluca chamada fé que faz com que, por pior que estejam as coisas, você extraia força e alegria onde somente há um deserto emocional em toda parte. É como um parto diário de realidade, em meio a dor (e muita dor, frise-se) da velha criação produzindo algo novo e misterioso, onde algo de nós morre e algo de novo nasce… Temas tão universais como andar pra frente e tão pouco explorados por aqueles que são um exemplo vivo dessa metamorfose misteriosa…

Acho que o milagre está justamente nisso: Deus usar os parcos recursos do homem para salvar, libertar e restaurar. Ele tem feito isso durante séculos. Eu fui salvo em um cenário desses…

A coisa se arrastou até um chamado para ir à frente. Bem, ninguém se converteu. Então foram chamados para ir à frente os que queriam um upgrade na vida cristã. Uns quatro se animaram. Foi feita uma oração poderosa e… estávamos chegando ao final, daí fomos nos dirigindo à saída. Ninguém nos cumprimentou, pois, afinal, éramos estranhos, apenas estranhos no meio de amigos de igreja. Quando estávamos chegando ao carro, um irmão foi correndo até nós e nos alcançou. Ele agradeceu de coração à nossa visita e nos convidou a voltar, o que dificilmente farei… mas um irmão me alcançou e isso fez toda a diferença. Isso é mais importante que tudo… um irmão me alcançou. Quando pensei que havíamos, como Corpo de Cristo, perdido a capacidade de surpreender, um irmão surpreendentemente me alcançou.

Lembrei que há muitos anos atrás, um outro irmão me alcançou e, com a intrepidez de um puddle, falou-me de Jesus e do seu imenso amor. Ele falava da sua vida cheia de coisas interessantes e de uns tais de “irmãos”. Ele falava de seus acampamentos e de suas aventuras… ele tinha um brilho nos olhos, um brilho que não é desta terra. Quando viajava de ônibus, dizia ele, gostava de ficar com a cabeça pra fora da janela, pra sentir o vento forte como se estivesse voando. Ele aprendera a tocar violão sozinho e depois conseguiu transpor as notas para o piano que, por fim, também aprendeu a tocar sozinho. Na escola militar, quando nos conhecemos, havia uma sala de TV, jogos e um piano de calda ao fundo. Ele então, de vez em quando, começava a tocar. A música enchia o ambiente e, de repente, estávamos todos em volta do piano. Ele era um cristão. Ele nos surpreendia. Ele participava de um grupo religioso não muito diferente do que eu visitei, mas isso, naqueles momentos próximos ao piano, na verdade, não importava muito, na verdade, não importava nada. Deus é maior que a religião do homem. Deus é maior que os cultos formatados. Deus é maior que os parcos recursos do homenzinho bem intencionado. Deus é maior que a música sem sentido. Deus é maior que tudo e, mesmo assim, resolveu se envolver conosco, tão miseráveis e medíocres e até, veja o absurdo, usar-nos… vasos tão frágeis e feios, para depositar o tesouro da fé, da Sua própria vida. Esse é o maior milagre de ser cristão.

Aquela corrida para nos alcançar após a reunião sofrida, fez toda a diferença e animou a minha fé. Aquele corridinha me fez lembrar que, em 2000 anos de história da igreja, sempre houve homens fracos que se atreveram a correr e alcançar outros homens fracos, fazendo com que a tocha da fé fosse transmitida de geração a geração.

E quanto a nós? Espero sinceramente que, nos últimos momentos desta corrida, eu tenha força dar uma corridinha, para passar a tocha adiante. Pra poder dizer para este mundo medíocre que há algo mais; que é possível colocar a cabeça pra fora do ônibus e sentir o vento forte nos dizendo que ainda estamos vivos; que os filhos de Deus podem ser criativos, muito criativos, podem produzir algo muito melhor que uma peça de louça mal acabada; que eles podem viver seus dons e surpreender a terra; que eles não precisam, não devem, nem tem motivos de copiar o que já nasceu falido, mas tem apenas um compromisso de vida com um Deus criativo e maravilhoso que entregou seu único filho, Jesus, para resgate de muitos… pra mostrar para o universo que do nada tudo pode surgir, que o impossível não existe, nessa formidável sucessão de novidades e surpresas diárias.

Você já deu sua “corridinha” hoje? Aproveite. Tem alguém esperando para ser surpreendido.

No próximo post, vamos comentar sobre dons. Por agora, um pouco de Handel. O ano? 1741: Clique aqui e aprecie: Aleluia, o Messias!

Estratégias de Manipulação

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De acordo com Noam Chomsky há “10 estratégias de manipulação” usadas com o auxílio da mídia:

1- A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO

Manter a atenção longe dos verdadeiros problemas, da raiz ou origem deles.

2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES

Utilizar metas bíblicas como Evangelizar o Mundo (ou a sua cidade ou bairro), Trazer o Reino de Deus, Construir um Templo etc. Quando esses “problemas” surgem, sugere-se então a solução: dinheiro e mão de obra, geralmente fazendo o fiel crer que assim ele estará ajudando a Deus ou tornando-se um  cristão especial ou vencedor.

3- A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO

Fazer concessões não bíblicas aos poucos, distanciando-se gradativamente do alvo inicial e da revelação inicial, fazendo crer que Deus é dinâmico e que Sua revelação prossegue, anulando assim a própria Palavra de Deus.

4- A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO

“Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que ‘tudo irá melhorar amanhã’ e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a ideia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.”

5- DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE

Incentivar os irmãos que se tornem tolos e infantis (no sentido de “alienados” aos fatos) para depois se tornarem sábios, invertendo falsamente o sentido de 1 Co 3:18 e 2 Co 11:3. O questionamento, a busca pessoal e a pesquisa são totalmente proibidos ou desincentivados. Em termos de pregação, costuma-se utilizar quase que exclusivamente textos e alegorias da Primeira Aliança (Velho Testamento), quase nunca abordando as Palavras de Jesus ou Epístolas como Efésios, Felipenses e Colossenses.

6- UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO

” Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos”

7- MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE

Decorrência do item 5 acima. Quando alguém questiona ou resolve investigar uma determinada situação ou doutrina no meio do grupo e se aproxima da verdade, essa pessoa é severamente criticada, punida ou expulsa do grupo. O melhor cristão para esse grupo é aquele que não questiona, que obedece sem pensar, que oferta fartamente, que trabalha arduamente, que abandonou estudos, família ou carreira em prol do grupo, que não pesquisa ou estuda, nem se comunica com pessoas de outros grupos em busca de outros pontos de vista ou outras interpretações possíveis, ou simplesmente para ter comunhão.

8- ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE

Decorrência do item anterior, mas, nesse caso, os líderes começam a “promover” a cargos mais elevados no grupo os mais alienados, ativos fisicamente (mas acomodados em relação ao Reino) e ambiciosos, como forma de dizer ao grupo que existe um novo padrão de cristão bem sucedido: o alienado, o tolo, o acomodado e o que facilmente pode ser manipulado. Geralmente o recém-promovido é muito complacente com desvios e com pecados que lhe chegam ao conhecimento, sob a fachada de ser piedoso, amável e de fazer tudo pela unidade do grupo, uma vez que o grupo é mais importante do que as pessoas que o compõe.

9- REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTOCULPABILIDADE

“Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços”. Para atingir esse objetivo, são usados textos bíblicos com acusações e condenações diretas ou indiretas, fazendo referência a metas inalcançáveis (as quais geralmente são aplicadas a casos especiais na Bíblia ou em circunstâncias fora de contexto). O cristão fisgado por essa estratégia sente-se culpado e com remorso, fazendo de tudo para libertar-se do sofrimento, o que implica mais ofertas e mais tempo para serviços não remunerados. O interessante nessa estratégia é que o líder ou aquele que propaga essas ideias está longe (ou muito longe) de viver aquilo que prega ao microfone. Veja Mt 23:4 e At 15:10. Os líderes quase nunca explicam aos membros que santidade e justiça se alcançam mediante atos de fé, através do andar diário, com pequenos gestos de piedade e mudança de caráter, como ler a Bíblia, orar ao levantar e deitar, meditar na Palavra, amar ao próximo e, principalmente, obedecer ao singelo falar do Espírito no seu coração.

10- CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM

Através de desculpas como “como está determinado irmão?”, o sistema coleta diversas informações acerca do cristão, inclusive partindo de membros de sua própria família. Os líderes geralmente delegam outros sub-líderes para participarem de reuniões caseiras (de oração, às vezes) para que, infiltrando-se no lar dos irmãos,  possam saber o que pensa e quais os problemas dos liderados. Também usa-se a estratégia de perguntar acerca de problemas com o fim de orar depois (a oração nunca vem de fato). Da mesma forma, através do sistema de pseudo-discipulado, é possível colher uma quantidade enorme de informações, especialmente informações pessoais, envolvendo casamento, área sexual, profissional, financeira e até pensamentos, tendências e intenções dos liderados. Através de todos esses recursos, o sistema cria uma poderosa ferramenta de informações que pode ser usada pelos líderes no púlpito ou em conversas pessoais e que, geralmente, são muito bem sucedidas no convencimento voltado para obtenção de mais ofertas, mais trabalho ou até para se “comprar” o silêncio diante de um escândalo envolvendo a liderança. O sistema assim passa a conhecer mais o indivíduo do que ele mesmo, sempre com o argumento subliminar eu também sei o que você fez ou pensa, gerando medo e insegurança nos liderados, até mesmo impedindo-os de abandonar o sistema.

Os títulos e os trechos entre aspas foram extraídos do site: http://libertesedosistema.blogspot.com.br/2011/05/como-midia-manipula-sociedade.html

O PERIGO DA HISTÓRIA ÚNICA

Written by admin. Posted in O Sistema Religioso, Vida Cristã

“Quando rejeitamos uma única história; quando percebemos que realmente nunca há apenas uma história sobre determinado lugar, nós reconquistamos um tipo de paraíso” ~ Chimamanda Adichie, escritora
Há duas formas de conhecermos o mundo que nos rodeia: através da experiência própria ou através de ver e ouvir histórias (ok, o Google também ajuda). Em ambos os casos, contudo, nosso conhecimento será muito, mas muito limitado mesmo, seja por limitações da nossa própria percepção ou limitações das histórias que nos são contados ou dos seus “historiadores”.

Isto por si só já deveria servir de alerta para nós. Entretanto, há algo bem mais perigoso do que a ignorância a respeito da história parcial: é a “história única”.

Quando alguém conta a “história única” a respeito de outro alguém ou de algum fato e essa história é recebida sem questionamento, o que recebe a história irá criar em sua mente uma estrutura, um cenário, uma corrente de valores, que aprisionarão no tempo a pessoa ou fato que foi retratado. Por exemplo, se alguém conta uma história de que em determinado País, não existem aparelhos eletrônicos, nem veículos, nem livros, mas apenas florestas, então, na cabeça de quem recebeu história, estará sendo criado um país com essas características. O problema é que esse país pode nunca ter existido de fato, mas para essa pessoa essa país existe e é real, apesar de ela nunca ter ido lá ou procurado pesquisar a respeito.

Por que esse assunto é importante para nós, cristãos? Por nós somos muito propensos a acreditar em histórias. Quando temos comunhão, o que fazemos? Contamos histórias. Quando lemos a Bíblia, o que fazemos? Lemos histórias. Quando ouvimos mensagens ou estudos, o que fazemos? Ouvimos histórias. E todas essas histórias vão criando em nós uma estrutural mental através do qual raciocinamos, julgamos e decidimos nossas vidas.

Então, se de fato as coisas são assim, qual a grande questão? Saber se as histórias são verdadeiras ou não. Quanto à Bíblia, não temos problemas, porque cremos que ela trata de fatos verdadeiros ou com significados verdadeiros. Alguns podem ser mais complexos que outros ou podem necessitar serem complementados com uma melhor tradução, mas nenhum cristão sincero desconfia da veracidade do sentido das Escrituras.

Minha preocupação, contudo, são as histórias que ouvimos e contamos. Elas são verdadeiras?

Recentemente, um irmão me indagou acerca de um fato que havia ocorrido comigo no ano de 2004, para saber se era verdade. Sim, confirmei com ele, mas fiquei assuntado com os detalhes desse fato que haviam sido transmitidos para ele. Era um absurdo de mentiras – não sei voluntárias ou involuntárias. Como ele não havia falado comigo até esse dia, ele havia ficado apenas com a “história única”, ou melhor, a “mentira única”.

Essa situação me levou a refletir acerca do perigo da “história única” no meio cristão. Quando um determinado cristão deixa de se reunir em determinado grupo, imediatamente começam a surgir as “histórias”. Se a própria pessoa não vem ao meio e as esclarece, então surgem diversas versões. Nos grupos mais sistematizados, contudo, o líder do grupo, em casos em que o cristão que deixou de frequentá-lo possuía alguma influência no grupo ou seus motivos poderiam causar uma desestabilização no poder clerical, então, para “proteger” a incolumidade espiritual do rebanho, o líder apresenta a sua “história única” acerca do irmão “desaparecido”, “ingrato”, “rebelde” ou “ambicioso”. Como a pessoa normalmente não tem como se defender (como um ausente pode argumentar?) e como os outros são normalmente orientados a não procurar a pessoa para tirar dúvidas, então a “história única” passa a ser a verdade absoluta, tão clara como amanhã será outro dia.

Uma irmã, há uns anos atrás, confidenciou-me que estava com saudades de determinado irmão e que, inadvertidamente, havia falado sobre esse sentimento no grupo ao qual ambos frequentavam. Para sua surpresa, um dos líderes do grupo lhe repreendeu veementemente:

– no nosso meio, nunca mais fale a respeito desse nome!

(achei muito semelhante à repreensão do Sinédrio acerca do nome de Jesus…)

Obviamente, o irmão a qual a irmã se referiu foi mais uma vítima do mal da “história única”. Não sei se a vítima foi ele ou a irmã e ou o grupo que perderem a presença desse irmão…

Entretanto, uma das maiores verdades do Novo Testamento, após, obviamente, a revelação de Cristo e de sua noiva, a igreja, é o caráter limitado da nossa percepção, que deveria nos conscientizar da necessidade que temos do próximo, como o único capaz de completar o nosso significado e o significado da Verdade.

“O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos;Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado” (1 Co 13:8-10)

Só o amor completa! E nós? Nós, ao máximo (isto é, com bastante esforço, pesquisa, oração e comunhão), conseguimos ver em parte, conseguimos produzir uma “história parcial”, que pode ser até boa e honesta, mas sempre será parcial, será a nossa história, segundo a nossa percepção e nada mais que isso.

O amor, entretanto, não julga sem ouvir o outro lado, sempre rejeita “história única”, o amor vai até a fonte, o amor visita, o amor manda e-mail, o amor liga, o amor manda torpedo, o amor ora pela pessoa, o amor lança fora o medo, o amor não atravessa para o outro lado da rua para evitar seu irmão… O amor sabe perfeitamente que só com o outro ele pode ser completo de significado.

“A falta de amor não é necessariamente o ódio, mas muito mais a indiferença”.

Ame ao próximo e rejeite a “história única”.

Graças a Deus que um dia tudo o que é em parte será aniquilado, seremos então consumidos e absorvido por Aquele que É tudo em todos, e então virá o fim!

ESTOU ASSUMINDO O CONTROLE

Written by admin. Posted in Bíblia, O Sistema Religioso

Adonai Elohim diz: “Eu sou contra os pastores. Exijo que eles entreguem minhas ovelhas de volta a mim. Não permitirei que alimentem as ovelhas nem que alimentem a si mesmos. Livrarei minhas ovelhas de sua boca; nunca mais serão alimentados por elas”. Pois eis o que Adonai Elohim diz: “Estou assumindo o controle” Procurarei por minhas ovelhas e eu mesmo cuidarei delas. Assim como um pastor cuida de seu rebanho quando se encontra entre suas ovelhas dispersas, também cuidarei de minhas ovelhas. Eu as resgatarei de todos os lugares para onde elas foram dispersas quando estava nebuloso e escuro. Eu as trarei de volta daqueles povos, as congregarei daquelas nações e as trarei de volta à sua própria terra… Sim apascentarei minhas ovelhas; eu as levarei ao descanso” (Ez 34:10-13, 15).

Quatro Tipos de Pessoas

Written by admin. Posted in Igreja Orgânica, O Sistema Religioso

Só existem quatro tipos de pessoas em relação ao sistema. Aquelas que desconhecem o sistema e são exploradas pelo mesmo. As que se aproveitam do sistema e conhecem o sistema. As que querem aproveitar o sistema mais não conseguem. E as pessoas que lutam contra a injustiça do sistema. Se você como eu conhece o sistema, então desses quatro tipos de pessoa você só pode ser as últimas três. Então, você consegue se identificar… Seja honesto! Lei mais em Igreja Orgânica.

Sistema? Que Sistema?

Written by admin. Posted in O Sistema Religioso

Há uma diferença enorme entre a igreja (ekklesia) e o sistema institucional religioso. Há uma enorme diferença entre o sistema clerical e as pessoas que fazem parte dele. Há uma enorme diferença entre o sistema denominacional e o povo de Deus que se identifica por um rótulo denominacional. Jesus Cristo não morreu por um sistema religioso. Ele morreu para a igreja. A igreja foi criada por Deus. O sistema foi criado pelo homem. A igreja é uma entidade viva. O sistema é um mecanismo. Quando o Senhor disse: “Eu edificarei a minha igreja”, Ele não estava falando de um sistema confessional. Nem estava falando de um culto religioso nos quais as pessoas se sentam nas manhãs de domingo e observam. Ele estava falando de seu próprio corpo, que inclui você e eu. A palavra “igreja” tem sido tão abusada, mal utilizada, e distorcida que incontáveis crentes parecem não conseguir distinguir a diferença entre a religião cristã, o sistema clerical, o sistema denominacional, o sistema religioso e a ekklesia de Deus. Nas suas mentes, é tudo a mesma coisa. Muito, muito tempo atrás, em uma galáxia muito, muito distante, eu era professor do ensino médio. Curiosamente, nós professores, muitas vezes criticamos o sistema educacional. Em que pese o fato de que fazíamos parte daquele sistema, o sistema não nos representava. O sistema era uma coisa, os professores eram outra. Estávamos todos envolvidos em um determinado sistema, isto é, tínhamos um modo particular de fazer as coisas. Uma forma, uma estrutura, uma atividade padronizada. Era algo maior que nós mesmos, e isso poderia funcionar de forma independente e separada de nós, como professores individualmente. (Isso é o que os sistemas fazem.) Eles só precisam de alguns corpos quentes para mantê-los em movimento. Apesar de sermos uma parte do sistema, éramos separados dele. Quando Jesus Cristo entrou em cena, Ele teve grandes problemas com o sistema religioso, o judaísmo. E Ele desafiou esse sistema. Mas Ele amava as pessoas no sistema. E Ele os viu, não o sistema, como Sua Noiva (vide João 3). Esse é o mesmo caminho para se entender a igreja. Desafiar – e até mesmo criticar – o sistema religioso é uma coisa completamente diferente que criticar a igreja do Deus vivo. Na verdade, historicamente, aqueles que desafiaram o sistema religioso foram os que mais amaram a igreja, e esse amor era a força motivadora por trás de suas críticas. Então, nas palavras do meu amigo, “É o sistema, estúpido”. Se alguém quiser fazer um adesivo com esses dizeres, não se esqueça de me enviar uma cópia. Embora eu provavelmente não o coloque no meu carro, eu com certeza vou colocá-lo na parede do meu escritório. Fonte: <http://frankviola.org/2008/09/07/its-the-system-stupid/>.

Perguntar não ofende…

Written by admin. Posted in Notícias, O Sistema Religioso

A maioria dos cristãos tem medo de questionar algo ou ser questionado a respeito de algo. Acho que é nossa herança religiosa que apregoava dogmas e sempre lembrava que Deus tem um grande olho que está vigiando você, com um monte de pragas nas mãos para punir os infiéis, aliás, atitude muito semelhante aos deuses pagãos.
A verdadeira fé não é como uma taça de vidro que se pode quebrar por qualquer descuido. A fé verdadeiro pode ser golpeada mil vezes, passar por temperaturas elevadíssimas, ser confrontada por todos os lados, isso a tornará ainda mais pura e reluzente.

O shopping

Written by admin. Posted in O Sistema Religioso, Vida Cristã

Sair de uma loja não garante a saída do shopping. Há muitas outras lojas e alas. O sistema deste mundo é muito mais complexo do que pode parecer. É um engano pensar que deixar de participar de algum grupo e ficar em casa significa estar fora do sistema. Trocar os cultos ou reuniões cristãs pela televisão? Trocar a comunhão pela poltrona do papai? Trocar a Bíblia por um bom jornal? Trocar as orações pela crítica ácida à religião? Trocar as ofertas aos necessitados pelo shopping? E ainda achar que está fora do sistema… Meu amigo, você nunca esteve tão envolvido no sistema e não sabe.  Teu inimigo, aquele que te acusa diante do Pai, quando engendrou o sistema deste mundo, criou dentro dele milhares de subsistemas, cada um voltado para uma necessidade diferente, a fim que que todos os homens pudesses ser “supridos” e aprisionados. O subsistema religioso, contra o qual você luta e que te enganou e usurpou, é apenas mais um departamento do grande sistema. Sair dele e não ir para a verdadeira liberdade em Cristo não significa absolutamente nada. Teu inimigo, sempre tem um plano “b”, “c”, “d”…”z”… Só existe uma maneira de sair desse grande sistema: através da cruz, indo além do véu dos nossos conceitos e do comodismo sustentado pelo  cartão de crédito. Será que não está na hora de conversar seriamente com Deus a respeito dessas coisas? Será que não está na hora de implorar desesperadamente: Senhor, ajuda-nos porque estamos perecendo! Senhor, tem misericórdia de nós, pecadores! Senhor, salva-nos! Filho de Davi, tem compaixão de mim! Quando você notar o que de fato é o sistema, seu desespero se tornará a mais sincera das orações.

Filhinhos, não ameis o mundo! (Apóstolo João, Sec. I)

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Pão e Vinho: “é um trabalho cristão, independente e  investigativo, cujo objetivo é vasculhar nossas raízes e entender melhor o desenho original da Igreja arquitetada por nosso Senhor Jesus Cristo. Aprender nosso passado nos ajuda a entender nosso estado presente e, assim, discernir nosso futuro como Igreja”. O editor mora em Wasginton/DC.
Blog Igreja Orgânica: blog sobre temas diversos a respeito da vida da igreja. O editor é de Fortaleza/CE
Igreja em Santo Antônio do Monte/MG: blog sobre questões atuais do viver cristãos. É mantido por irmãos de Minas Gerais, da cidade de Santa Antônio do Monte.
Irmãos em Cristo em Itajaí/SC: somos um grupo de pessoas que amando a Deus e uns aos outros decidiu se reunir semanalmente na cidade de Itajaí-SC. Nossos encontros acontecem nas casas ou em outros ambientes informais. Primamos pela alegria e informalidade, aspectos próprios do viver comunitário e daquela expressão viva da igreja do primeiro século. Contato: igrejaorganica@gmail.com Telefone: (47) 9609-0366
Um Novo Odre: Realizamos reuniões nos lares como auxílio à prática da vida cristã, o mesmo costume observado nos cristãos primitivos antes dos templos instituídos pelo Imperador Constantino. Absorvidos pelo cristianismo, os templos de Constantino perpetuaram a ideia de templo como lugar obrigatório para a realização de reuniões cristãs. Porém, nossa proposta busca restaurar a dignidade da família – “célula-mãe” da sociedade – priorizando o trabalho de formação espiritual de “homens novos para um mundo novo” encontrado em Deus. E-mail de contato: simple.church.brazil@gmail.com

Rádio Adoradores Livres: rádio livre para irmãos livres

Livros

  Vivenciando uma Igreja Orgânica

  Foi recentemente lançado o livro VIVENCIADO UMA IGREJA ORGÂNICA, de Frank Viola, pela Editora Palavra. O livro não está listado em sites, sendo que a única forma de aquisição à distância é através do telefone da Editora (61 3213-6999, 61 3213-6858, e-mail: varejo@mwdistribuidora.com, site: https://palavravirtual.com/detalhes.php?id=178). Nesse livro, considerando que a igreja é um organismo vivo e não uma organização, Viola, com base em exemplos vividos na caminhada cristã, analisa desde a plantação da igreja, em relação à pessoa do obreiro, passando por uma seção de Perguntas & Respostas, passos práticos para começar a viver a vida da igreja, chegando até às questões do desenvolvimento de uma igreja, os estágios de crescimento, as “doenças” que podem ocorrer, até à conclusão A JORNADA À FRENTE.  Um excelente livro para quem quer viver ou já está vivendo a vida da igreja. Leia trechos de livros em: http://igrejanoslares.com.br/category/noticias/category/livros/ Veja lista de indicação de livros em: http://igrejanoslares.com.br/category/noticias/auxilio/livros/ Indique um livro para ser publicado neste espaço. Mande um e-mail para: igreja@igrejanoslares.com.br

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