Um Deus Grandioso e um Povo Medíocre

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Jesus, Alegria Dos Homens

Jesus continua sendo minha alegria,

O conforto e a seiva do meu coração

Jesus refreia a minha tristeza,

Ele é a força da minha vida

É o deleite e o sol dos meus olhos,

O tesouro e a grande felicidade da minha alma,

Por isso, eu não deixarei ir, Jesus

Do meu coração e da minha presença.

Johann Sebastian Bach

Outro dia, em comunhão com um irmão que é professor de Teatro, conversávamos sobre o o motivo de os cristãos geralmente terem um tremendo deficit artístico. Você vai a um livraria ou loja “cristã”, na ala dos presentes, e verá camisas com estampas feias, quadros igualmente feios, lembranças sofríveis…

Essas mesmas lembranças contudo tem sido usada para levar a mensagem do Evangelho…

Você já deve ter lido um (ou vários) folhetos evangelísticos. Normalmente são folhetos sem graça e, nos melhores, sua mensagem, na maioria dos casos, é a seguinte: inicia-se com um pequeno trecho acerca de um fato corriqueiro ou do tipo machete de jornal. Segue-se uma trecho mostrando que a vida humana sem Deus é vazia e sem sentido. Depois, tenta-se convencer o leitor que ele precisa desesperadamente de Deus senão vai para o inferno. No final, tem uma oraçãozinha de conversão e voilà: espera-se produzir mais um cristão para aumentar as fileiras do poderoso exército de Deus.

Folhetos como esses tem sido usados para levar a mensagem do Evangelho e muitas pessoas têm abraçado a fé… Fui outro dia a um culto e fiquei espantado. Havia uma mistura de show gospel de calouros, com estratégias de marketing agressivo. As letras das músicas também eram uma mistura de autoajuda com pensamento positivo, com uma profundidade de um pires.

Fico me perguntando: em que a religião tem transformado a grandiosa mensagem do Evangelho?!

Esperei então para que, durante o sermão, começasse o clímax. A metodologia era muito simples: umas piadinhas para deixar a plateia a vontade, depois uns elogios ao ímpeto dos membros que tinham conseguido comprar um prédio novo e estavam quase lotado a “igreja” de membros, membras e membrinhos (?). Tudo bem, isso acontece, mas o camarada vai abrir a Bíblia e as coisas vão melhorar… não, claro, o versículo estava fora do contexto e a coisa não melhorou. Pensei então que talvez fosse eu. Sou muito crítico, confesso, e geralmente o excesso de criticismo conduz ao ceticismos que fica a um passo da incredulidade… e obviamente não quero tornar-me incrédulo, não por medo do inferno, mas porque acho que ser incrédulo é muito chato, sim, não tem a menor graça. Não há nada que se compare à vida com Deus, aos altos (muito altos…) e baixos (muito baixos…), às reviravoltas, aos pequenos milagres diários, à esperança em meio ao desespero, à alegria em meio à tristeza e a essa coisa maluca chamada fé que faz com que, por pior que estejam as coisas, você extraia força e alegria onde somente há um deserto emocional em toda parte. É como um parto diário de realidade, em meio a dor (e muita dor, frise-se) da velha criação produzindo algo novo e misterioso, onde algo de nós morre e algo de novo nasce… Temas tão universais como andar pra frente e tão pouco explorados por aqueles que são um exemplo vivo dessa metamorfose misteriosa…

Acho que o milagre está justamente nisso: Deus usar os parcos recursos do homem para salvar, libertar e restaurar. Ele tem feito isso durante séculos. Eu fui salvo em um cenário desses…

A coisa se arrastou até um chamado para ir à frente. Bem, ninguém se converteu. Então foram chamados para ir à frente os que queriam um upgrade na vida cristã. Uns quatro se animaram. Foi feita uma oração poderosa e… estávamos chegando ao final, daí fomos nos dirigindo à saída. Ninguém nos cumprimentou, pois, afinal, éramos estranhos, apenas estranhos no meio de amigos de igreja. Quando estávamos chegando ao carro, um irmão foi correndo até nós e nos alcançou. Ele agradeceu de coração à nossa visita e nos convidou a voltar, o que dificilmente farei… mas um irmão me alcançou e isso fez toda a diferença. Isso é mais importante que tudo… um irmão me alcançou. Quando pensei que havíamos, como Corpo de Cristo, perdido a capacidade de surpreender, um irmão surpreendentemente me alcançou.

Lembrei que há muitos anos atrás, um outro irmão me alcançou e, com a intrepidez de um puddle, falou-me de Jesus e do seu imenso amor. Ele falava da sua vida cheia de coisas interessantes e de uns tais de “irmãos”. Ele falava de seus acampamentos e de suas aventuras… ele tinha um brilho nos olhos, um brilho que não é desta terra. Quando viajava de ônibus, dizia ele, gostava de ficar com a cabeça pra fora da janela, pra sentir o vento forte como se estivesse voando. Ele aprendera a tocar violão sozinho e depois conseguiu transpor as notas para o piano que, por fim, também aprendeu a tocar sozinho. Na escola militar, quando nos conhecemos, havia uma sala de TV, jogos e um piano de calda ao fundo. Ele então, de vez em quando, começava a tocar. A música enchia o ambiente e, de repente, estávamos todos em volta do piano. Ele era um cristão. Ele nos surpreendia. Ele participava de um grupo religioso não muito diferente do que eu visitei, mas isso, naqueles momentos próximos ao piano, na verdade, não importava muito, na verdade, não importava nada. Deus é maior que a religião do homem. Deus é maior que os cultos formatados. Deus é maior que os parcos recursos do homenzinho bem intencionado. Deus é maior que a música sem sentido. Deus é maior que tudo e, mesmo assim, resolveu se envolver conosco, tão miseráveis e medíocres e até, veja o absurdo, usar-nos… vasos tão frágeis e feios, para depositar o tesouro da fé, da Sua própria vida. Esse é o maior milagre de ser cristão.

Aquela corrida para nos alcançar após a reunião sofrida, fez toda a diferença e animou a minha fé. Aquele corridinha me fez lembrar que, em 2000 anos de história da igreja, sempre houve homens fracos que se atreveram a correr e alcançar outros homens fracos, fazendo com que a tocha da fé fosse transmitida de geração a geração.

E quanto a nós? Espero sinceramente que, nos últimos momentos desta corrida, eu tenha força dar uma corridinha, para passar a tocha adiante. Pra poder dizer para este mundo medíocre que há algo mais; que é possível colocar a cabeça pra fora do ônibus e sentir o vento forte nos dizendo que ainda estamos vivos; que os filhos de Deus podem ser criativos, muito criativos, podem produzir algo muito melhor que uma peça de louça mal acabada; que eles podem viver seus dons e surpreender a terra; que eles não precisam, não devem, nem tem motivos de copiar o que já nasceu falido, mas tem apenas um compromisso de vida com um Deus criativo e maravilhoso que entregou seu único filho, Jesus, para resgate de muitos… pra mostrar para o universo que do nada tudo pode surgir, que o impossível não existe, nessa formidável sucessão de novidades e surpresas diárias.

Você já deu sua “corridinha” hoje? Aproveite. Tem alguém esperando para ser surpreendido.

No próximo post, vamos comentar sobre dons. Por agora, um pouco de Handel. O ano? 1741: Clique aqui e aprecie: Aleluia, o Messias!

A Base da Comunhão: o Ministro, a doutrina ou a comunhão com o Pai e Filho?

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A Vida Cristã Normal da Igreja

Visto que as igrejas de Deus são locais, temos de tomar cuidado a fim de lhes preservar o caráter local, bem como a esfera e os limites locais. Uma vez que uma igreja perde um desses itens, ela deixa de ser bíblica. Duas coisas demandam especial atenção se queremos salvaguardar a natureza local das igrejas. Em primeiro lugar, nenhum apóstolo deve exercer controle sobre uma igreja em caráter oficial. Isso é contrário à ordenação de Deus e destrói a natureza local da igreja, impondo-lhe o cunho de ministro extra-oficial. Nenhum apóstolo tem a autoridade de estabelecer uma igreja particular em lugar algum. A igreja pertence à localidade, e não ao obreiro. Quando as pessoas são salvas por meio de um homem, elas pertencem à igreja no lugar em que vivem, e não ao homem por meio de quem foram salvas, nem à organização que ele representa. Se uma ou mais igrejas são fundadas por certo apóstolo, e ele exerce autoridade sobre elas como se pertencessem a ele ou à sociedade dele, essas igrejas tornam-se facções, pois não é na base da diferença de localidade que elas se separam de outros cristãos (salvos por meio de outros apóstolos), e, sim, na base da diferença de quem foi usado para salvação. Assim os apóstolos se tornam cabeças de várias denominações, e o âmbito deles torna-se o âmbito de suas respectivas denominações, enquanto as igrejas sobre as quais eles exercem controle tornam-se facções, cada qual com a cateterística particular do seu líder, e não de uma igreja local. Nenhum obreiro pode exercer controle sobre uma igreja ou atrelar a ela o seu nome ou o nome da sociedade que representa. A desaprovação divina sempre incidirá sobre “a igreja de Paulo”, ou “a igreja de Apolo”, ou ainda “a igreja de Cefas”. Na história da Igreja frequentemente ocorreu que , quando Deus deu luz especial ou experiência a uma pessoa, essa pessoa ressaltou essa verdade em particular a ele revelada por ele experimentada, e reuniu à volta de si pessoas que apreciavam o seu ensinamento. O resultado disso é que o líder, ou a verdade que ele ressaltava, tornou-se a base da comunhão. Assim as facções se multiplicaram. Se o povo de Deus pudesse apenas ver que o objeto de todo o ministério é a fundação de igrejas locais, e não o agrupamento de cristãos ao redor de um indivíduo, ou de uma verdade, ou de uma experiência, ou ainda de uma organização específica, então a formação das facções seria evitada. Nós, que servimos ao Senhor, devemos estar dispostos a abandonar o nosso apego por todos aqueles a quem ministramos, e deixar que todos os frutos de nosso ministério passem para as igrejas locais inteiramente governadas por irmãos locais. Temos de ser escrupulosamente cuidadosos em não deixar a cor da nossa personalidade destruir o caráter local da igreja, e devemos sempre servir a igreja, sem jamais controlá-la. Um apóstolo é um servo de todos e mestre de ninguém. Nenhuma igreja pertence a um obreiro; pertence à localidade. Se os que tem sido usados por Deus através da história da Igreja vissem claramente que todas as igrejas de Deus pertencem às suas respectivas localidades, e não a um obreiro ou a uma organização usada para fundá-las, então não teríamos tantas denominações hoje. (…) Toda e qualquer “igreja” formada tendo por centro uma missão certamente será algo mais do que local, pois onde quer que haja um centro, há também uma circunferência; e se o centro da igreja é uma missão, obviamente a circunferência não é a esfera bíblica da localidade, mas a esfera da missão. Isso claramente carece da característica de uma igreja, e só pode ser considerada uma facção. No propósito de Deus, Jesus Cristo é o centro de todas as igrejas, e a localidade é a circunferência. (Nee, W., A Vida Cristã Normal da Igreja) O curioso é que, normalmente, as igrejas locais por fim também se tornaram facções, isto é, algo separado dos demais irmãos na localidade. A relação entre “a igreja local” e os irmãos que estão nas denominações pode ilustrar o fato, na medida em que os primeiros querem que os outros abandonem suas divisões e passem a dar o testemunho da unidade, enquanto isso não ocorre, então haverá um grupo “que dá testemunho da unidade” e vários grupos que não dão esse testemunho – o que, no final das contas, representam apenas facções (até mesmo uma facção pela unidade), isto é, grupos separados. 
Desta forma, o “testemunho” da localidade deveria ser melhor esclarecido à luz das escrituras. O que é, de fato, ser um? Se ser um é concordar com determinadas doutrinas, então, “ser um” também será pretexto para se dividir. Agora se “ser um” for estar em Cristo, então estamos próximos de algo sobrenatural, algo que está além do entendimento humano, algo exclusivo de Deus, isto é, algo que só Ele pode fazer e promover e ninguém mais. Desta forma, todos os que são um com o Pai e com o Filho também são um entre si, isto é, são o próprio testemunho na cidade. 
Se isso for a revelação das Escrituras (em especial Efésios 4 e João 17), então podemos passar para o próximo ponto: quem pode determinar quem está na unidade e quem não está? Se isso for possível através da concordância doutrinária, novamente voltamos para as facções: “o resultado disso é que o líder, ou a verdade que ele ressaltava, tornou-se a base da comunhão. Assim as facções se multiplicaram”. Agora, se somente o Espírito Santo que sonda mentes e corações for a pessoa habilitada para saber e determinar quem está ou não na unidade com o Pai e com o Filho, então podemos (eu penso que devemos) voltar-nos só para essa comunhão maravilhosa pelo Espírito. Doutrinariamente, as denominações são facções? Sim, enquanto organizações humanas; espiritualmente, todos os filhos de Deus que estão nas denominações estão fora da comunhão com o Pai e com o Filho? Obviamente que não; espiritualmente, todos os que estão pretendendo “dar testemunho” da unidade estão na comunhão com o Pai e com o Filho? Possivelmente não, a menos que todos esses vivam 24 h no espírito. Então me pergunto, qual a utilidade dessas coisas? O melhor não seria que tivéssemos primeiramente comunhão no Pai e no Filho e, posteriormente, tivéssemos comunhão uns com os outros, não importa onde estejamos (em igrejas locais, em denominações, em grupos livres etc…)? Não quero de maneira nenhuma anular a força de 1 Coríntios no que diz respeito à unidade e à condenação às divisões. Essa verdade é importante para o Corpo, assim como todas as demais verdades reveladas. Entretanto, a maior e suprema verdade é Cristo, é estar nEle, Ele é o caminho, e o caminho é estar nessa comunhão. Por um lado, o Corpo deve repelir todo “organismo” estranho que atente contra sua saúde espiritual, mas por outro lado, esse mesmo Corpo só se torna real enquanto está ligado à videira, à Comunhão do Pai e do Filho, pelo Espírito. Enquanto isso não for real em nós, corremos o risco de estar doutrinariamente “vivos” e espiritualmente “mortos”.
Se cada um de nós procurarmos viver na realidade da comunhão divina, teremos também comunhão uns com os outros e Deus mesmo irá nos aproximar mais e mais uns dos outros até que essa comunhão evolua para uma edificação em amor e esse edificação em amor será o testemunho.

Posso Mudar Minha Igreja?

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Parece que pelo menos uma vez por mês eu recebo um email de um membro de igreja — não um pastor — perguntando como ele pode mudar sua igreja. Não “mudar” no sentido de imprimir os boletins em um papel diferente, mas no sentido de reformular a estrutura de liderança da igreja e as práticas de membresia. Deve essa pessoa dar ao pastor alguns livros? Convocar uma reunião? Começar um grupo de estudo? Se você está nesta situação, o que você pode fazer? Como você pode mudar sua igreja quando você não é o pastor? A resposta curta é… Continue lendo no site Voltemos ao Evangelho.

Durante o Turbilhão

Written by admin. Posted in Igreja, Vida Cristã

“Vocês serão conhecidos mais pelo que são contra do que pelo que vocês concordam. Sua união torna-se mais uma questão de doutrina e de opinião do que de vida e amor. Aqueles princípios que eu me glorio de ter descoberto na Palavra de Deus, hoje me glorio ainda dez vezes mais por ter experimentado sua aplicabilidade a todas as circunstâncias do presente estado da igreja que nos permite conviver com cada indivíduo, ou grupo de indivíduos, como Deus os vê, sem nos comprometermos com qualquer dos seus males. Aprendi que o nosso princípio de união é a posse da vida comum de toda a família de Deus, ‘pois a vida está no sangue'” (Anthony Norris Groves – durante o turbilhão que dividiu os chamados “irmãos unidos”)

Por que se reunir assim?

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Tenho o desejo, amados amigos cristãos, de tratar de um certo assunto que já conquistou a atenção de alguns de nós em uma ou duas reuniões recentemente, e gostaria de pedir a compreensão de alguém aqui que porventura já nos tenha ouvido tratar do mesmo assunto. Há aqui outras pessoas para quem o assunto é novo e creio ter a mente do Senhor ao voltar a tratar disso.

O assunto que tenho em mente é este: Por que nós, que estamos reunidos ao nome do Senhor, nos reunimos desta maneira? Por que o fazemos?

Continue lendo no blog Campo de Boaz.

Onde buscar?

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Parece uma constante entre todos os buscadores de Deus fixar  o lugar onde o encontrar, antes de buscá-lo. Nessa passagem  a mulher samaritana, ao perceber que se encontrava diante de um profeta, toma a oportunidade para sanar de uma vez suas dúvidas quanto ao lugar da adoração: “no monte ou no templo?”. A lógica empreendida pela mulher é simples e certamente reflete a experiência de boa parte dos cristãos. Acha-se o lugar, o grupo certo, o povo escolhido e depois ancora-se nessa certeza geográfica, depositando toda a constância espiritual no lugar, como se Deus habitasse em lugar feito por mãos humanas (At 17:24). Leia mais em Cada um Tem Seu Ministério.

Você não quer ir visitar minha igreja?

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Você já notou como as pessoas religiosas sempre estão querendo levar você para algum lugar? Vender algum livro ou lhe convencer de algum ponto de vista? Estão tão preocupadas com suas crenças, mas nunca perguntam se podem ajudar a pagar o cartão de crédito, ajudar na limpeza da casa, jogar uma água no carro ou carta a grama… Essas são as mesmas que, quando vêem você dizem que estavam morrendo de saudade, mas nunca se deram o trabalho de ligar, mandar um e-mail ou coisa parecida…
Fico pensando se toda essa preocupação religiosa é apenas isso (religiosidade) ou é uma espécie de neurose ainda não diagnosticada que costuma afertar o cristão-politicamente-correto?! Como seria bom se nós fôssemos só que somos e jogássemos fora todo fermento da hipocrisia. A massa certamente seria menor, mais dura, mas seria verdadeira, uma nova massa para um novo tempo…

Gnosticismo Cristão?!

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O gnosticismo do primeiro século voltou com força total, mas agora com nova roupagem cristã: o gnosticismo bíblico, também identificado como um tipo de “filosofia cristã”. Funciona assim: você estuda a Bíblia, lê vários comentários, descobre um monte de doutrinas, discute bastante com os irmãos e não vive nenhuma delas e ainda acha que está cheio das “verdades”. Uma das características marcantes d
os gnósticos-cristãos-modernos é acreditar que o conhecimento da verdade está restrito a um grupo seleto de iniciados que conseguiu compreender a Palavra. Tais pessoas, além de se distanciarem da união real com o Pai vivido no dia-a-dia, na simplicidade da obediência, promovem que outros tenham um viver de falar e não praticar, de explicar, mas não libertar; de ensinar, mas gerar amor. Compreendem o mundo, mas não conseguem vencê-lo; compreendem o pecado, mas não conseguem deixar de ser seus escravos; compreendem a igreja, mas não conseguem vivê-la; compreendem o amor de Deus, mas não conseguem experimentá-Lo; compreendem a fé, mas não conseguem exercitá-la… “Todas as coisas, pois, que vos disserem que observeis, observai-as e fazei-as; mas não procedais em conformidade com as suas obras, porque dizem e não fazem; Pois atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem aos ombros dos homens; eles, porém, nem com o dedo querem movê-los” (Mateus 23:3-4) “Tenham cuidado para que ninguém os escravize a filosofias vãs e enganosas, que se fundamentam nas tradições humanas e nos princípios elementares deste mundo, e não em Cristo” (Cl 2:8) Mais um engano para ser vencido pela igreja! “Essas regras têm, de fato, aparência de sabedoria, com sua pretensa religiosidade, falsa humilade e severidade com o corpo, mas não têm valor nenhum para refrear os impulsos da carne. Portanto, já que vocês ressuscitaram com Cristo, procurem as coisas que são do alto, onde Cristo está assentado à direito de Deus” (Cl 2:23-3:1)

Cristo é o Centro!

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Se cada grupo cristão fosse focado apenas em Cristo, nenhum problema haveria. Se os “encargos”, “visões”, “moveres” fossem levados apenas por aqueles que os receberam diretamente de Deus, sem envolver outras pessoas, não haveria problema algum. Mas o homem sempre quer convencer seu próximo. Toda ênfase fora de Cristo, produzirá ministerialismo, exclusivismo, heresias e facções. A história é a maior testemunha desse fato. No primeiro século, os grupos cristãos, na verdade, comunidades muito semelhantes a famílias na fé, viviam com simplicidade e pureza, mas não significa que eles não tinham problemas – havia diferença de opiniões sim, como em toda família, mas esses problemas eram resolvidos no próprio grupo, na base da sinceridade, comunhão e oração. A esses grupos, o Novo Testamento chama igreja, a família de Deus, e os membros dessa curiosa comunidade chamavam-se, e realmente acreditavam ser irmãos de fato, ligados por laços muito mais fortes que o sangue. Eles eram capazes de morrer uns pelos outros (leia-se morrer de verdade, ir para a cadeia, apanhar de verdade, etc). Entretanto, como os problemas se avolumaram, devido à filosofia grega e à religião judaica, alguém teve a “magnífica” ideia de que todas as igrejas deveriam caminhar juntas e daí se criou uma rede de igrejas, dirigidas por bispos regionais. Quando o bispo monárquico surge, no segundo século, os presbíteros locais, conselheiros dos mais jovens, se enfraquecem e passam a obedecer ao bispo e não diretamente ao Soberano Senhor, ao Sumo sacerdote da fé, ao Supremo Pastor. Entretanto, os problemas continuaram… Daí outra ideia fantástica: para mantermos a unidade universal e evitar as heresias, que tal um dos bispos se tornar nosso representante e passar a ter a palavra final? Optou-se então que o bispo da maior cidade, Roma, assumisse tal função (a unidade do Impero Romano também ganharia uma sobrevida, pelo menos até o ano 476 dc). A unidade formal foi então preservada… Passaram-se dezenas de séculos e a fórmula ainda continua sendo usada até hoje. No fundo, no fundo, toda discussão entre cristãos nos remeterá a essa raiz: ministérios de homens, escolhidos por conveniência ou por compartilharem da mesma visão biblico-doutrinária, atritando-se. Isso tem ocorrido há 2.000 anos. Isso ocorreu na igreja em Corinto e ocorrerá até a volta de Cristo, se o anticristo não consumir todas as religiões, como alguém entendem. Possivelmente um pequeno remanescente restará. Sempre sobram ao longo da história. Um punhado de “gatos-pingados”, uma minúscula comunidade local, essencialmente cristocêntrica, muito semelhante a uma família na fé, ligados por laços muito mais fortes que o sangue, a qual alguém poderá até mesmo chamar “igreja” ou qualquer coisa semelhante. Gostaria muito de pertencer a essa realidade.

Ninguém Pode Lançar Outro Fundamento

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Qual o propósito de Deus? Que fique estabelecido de uma vez por todas que o propósito de Deus não é ter algo ancorado nesta terra, mesmo com o Seu nome sobre aquilo. Tudo que estiver preso a esta terra irá passar com a terra. O propósito de Deus é ter algo espiritual na vida de Seu povo; algo que os relacione a Seu Filho, de maneira crescente: o aumento de Cristo. O resto não interessa. Todos os aspectos temporários da obra são de muito pouca importância. O que importa é que os homens e mulheres estejam sendo aperfeiçoados em Cristo. Nós não estamos aqui para estabelecer algo e, então, tentar conseguir que homens e mulheres se unam a isto, se associem a algo, nem mesmo um ´testemunho´, como nós podemos chamá-lo. Vamos ser cuidadosos para que comecemos com o propósito correto. Não estamos aqui na terra para implantar um ensino e, então, tentar conseguir pessoas que aceitem esse ensino. Se você for para o Seu Novo Testamento, irá descobrir que as pessoas andavam juntas porque elas já estavam ligadas… Elas não vinham para se juntar. O testemunho não é algo ao qual você se une. Você é unido por estar no testemunho. Você entende isso? (Sparks, Fundamentos)

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Pão e Vinho: “é um trabalho cristão, independente e  investigativo, cujo objetivo é vasculhar nossas raízes e entender melhor o desenho original da Igreja arquitetada por nosso Senhor Jesus Cristo. Aprender nosso passado nos ajuda a entender nosso estado presente e, assim, discernir nosso futuro como Igreja”. O editor mora em Wasginton/DC.
Blog Igreja Orgânica: blog sobre temas diversos a respeito da vida da igreja. O editor é de Fortaleza/CE
Igreja em Santo Antônio do Monte/MG: blog sobre questões atuais do viver cristãos. É mantido por irmãos de Minas Gerais, da cidade de Santa Antônio do Monte.
Irmãos em Cristo em Itajaí/SC: somos um grupo de pessoas que amando a Deus e uns aos outros decidiu se reunir semanalmente na cidade de Itajaí-SC. Nossos encontros acontecem nas casas ou em outros ambientes informais. Primamos pela alegria e informalidade, aspectos próprios do viver comunitário e daquela expressão viva da igreja do primeiro século. Contato: igrejaorganica@gmail.com Telefone: (47) 9609-0366
Um Novo Odre: Realizamos reuniões nos lares como auxílio à prática da vida cristã, o mesmo costume observado nos cristãos primitivos antes dos templos instituídos pelo Imperador Constantino. Absorvidos pelo cristianismo, os templos de Constantino perpetuaram a ideia de templo como lugar obrigatório para a realização de reuniões cristãs. Porém, nossa proposta busca restaurar a dignidade da família – “célula-mãe” da sociedade – priorizando o trabalho de formação espiritual de “homens novos para um mundo novo” encontrado em Deus. E-mail de contato: simple.church.brazil@gmail.com

Rádio Adoradores Livres: rádio livre para irmãos livres

Livros

  Vivenciando uma Igreja Orgânica

  Foi recentemente lançado o livro VIVENCIADO UMA IGREJA ORGÂNICA, de Frank Viola, pela Editora Palavra. O livro não está listado em sites, sendo que a única forma de aquisição à distância é através do telefone da Editora (61 3213-6999, 61 3213-6858, e-mail: varejo@mwdistribuidora.com, site: https://palavravirtual.com/detalhes.php?id=178). Nesse livro, considerando que a igreja é um organismo vivo e não uma organização, Viola, com base em exemplos vividos na caminhada cristã, analisa desde a plantação da igreja, em relação à pessoa do obreiro, passando por uma seção de Perguntas & Respostas, passos práticos para começar a viver a vida da igreja, chegando até às questões do desenvolvimento de uma igreja, os estágios de crescimento, as “doenças” que podem ocorrer, até à conclusão A JORNADA À FRENTE.  Um excelente livro para quem quer viver ou já está vivendo a vida da igreja. Leia trechos de livros em: http://igrejanoslares.com.br/category/noticias/category/livros/ Veja lista de indicação de livros em: http://igrejanoslares.com.br/category/noticias/auxilio/livros/ Indique um livro para ser publicado neste espaço. Mande um e-mail para: igreja@igrejanoslares.com.br

Perguntas & Respostas

 Apesar de as igrejas nos lares serem livres institucionalmente falando, gostaria de saber se existe alguma associação, convenção, enfim, algo que reúna as idéias das igrejas nos lares visando troca de experiências? Agradeço, MÁRCIO (Clique aqui)