Pombas e Serpentes

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doves and snakesTemos solicitado aos irmãos que não forneçam telefones ou dados pessoais aqui no site, por questões de segurança e bom senso. No ambiente da internet, assim como em qualquer ambiente físico, não é seguro informar dados pessoais para desconhecidos e extremamente perigoso trazê-los para dentro de sua casa. Quem sabe você dá uma lida no livro da Ana Beatriz Barbosa Silva – Mentes Perigosas? Também estãos disponíveis os livros de:

Bíblica – Daynes e Fellowes: Como Identificar Um Psicopata – Cuidado! Ele Pode Estar Mais Perto do Que Você Imagina.

– Hare: Sem Consciência – o Mundo Perturbador Dos Psicopatas Que Vivem Entre Nós

– Janire: Predadores Humanos – o Obscuro Universo Dos Assassinos Em Série

– Marlowe – Arquivos Criminais – Demonstrações Assustadoras da Depravação Humana

Mesmo assim, quer contatar alguém ou ser contatado por alguém que se reúne nas casas? Você está disposto a assumir o risco?

Alguns irmãos tem adotado o seguinte costume antes de fornecer dados pessoais para estranhos:

1) troque emails

2) ofereça ou peça o perfil da pessoa nas redes sociais

3) converse on line

4) encontre-se em um local público como shoppings, cafés, praças…

5) questione a pessoa sobre experiências com Cristo, sobre referências de outros cristãos ou grupos cristãos, sobre suas crenças (pergunte se ela possui site ou blog onde tenha postado seus pontos de vista a respeito do Reino)…

6) nunca se encontre, visite ou seja visitado sozinho

7) procure perceber o espírito e a intenção da pessoa

8) ore, ore e depois ore mais um pouco

Antes, uma boa olhada no Didaquê (que, segundo alguns, remonta ao segundo século, antes de os cristãos possuírem templos físicos,) também pode ser útil:

1 Se vier alguém até você e ensinar tudo o que foi dito anteriormente, deve ser acolhido.

3 Já quanto aos apóstolos e profetas, faça conforme o princípio do Evangelho.

6 Ao partir, o apóstolo não deve levar nada a não ser o pão necessário para chegar ao lugar o­nde deve parar. Se pedir dinheiro é um falso profeta.

8 Nem todo aquele que fala inspirado é profeta, a não ser que viva como o Senhor. É desse modo que você reconhece o falso e o verdadeiro profeta.

9 Todo profeta que, sob inspiração, manda preparar a mesa não deve comer dela. Caso contrário, é um falso profeta.

10 Todo profeta que ensina a verdade mas não pratica o que ensina é um falso profeta.

12 Se alguém disser sob inspiração: “Dê-me dinheiro” ou qualquer outra coisa, não o escutem. Porém, se ele pedir para dar a outros necessitados, então ninguém o julgue.

Fonte: Didaque – http://www.monergismo.com/textos/credos/didaque.htm

Gostaria de chamar a atenção especial aos versos 8 e 10 – um verdadeiro profeta VIVE como Cristo viveu e pratica o que fala. Essa é a maior diferença entre o falso e o verdadeiro profeta.

Talvez você esteja pensando:

então é impossível contatar pessoas através da Internet.

Bem, pessoalmente já conheci irmãos via Internet – bons irmãos. Mas confesso que segui quase todos os passos acima. Inclusive, a pessoa que me cedeu o domínio “igreja nos lares” foi um conhecido da Internet. Após muita “comunhão a distância”, tivemos encontros pessoais e hoje somos bons amigos. Quando vou a sua cidade, em Brasília, costumo ficar em sua casa. Até tiramos férias juntos. A comunhão do Corpo de Cristo, entretanto, historicamente ocorre por indicação boca-a-boca – uma pessoa que visitou um grupo indica ou leva um visitante que, por sua vez, poderá indicar outro e outro sucessivamente, mas o padrão permanece: houve um primeiro contato pessoal, olho do olho, ou melhor, espírito no espírito (Rm 8:16). Temos, contudo, uma lista de irmãos que já tiveram contato pessoal (isto é, fisicamente) com diversos grupos espalhados pelo Brasil e que, nesse sentido, podem ser indicados. Por exemplo, um irmão de Curitiba, com a visão do Reino clara (e também com o discernimento necessário acerca do sistema religioso) mudou-se a serviço para lá e assim conheceu muitos grupos que estão na liberdade do Evangelho. Como conheço pessoalmente esse irmão (de inclusive receber-me para dormir em sua casa e recebê-lo na minha casa), quando alguém do site solicita contato em Curitiba, sinto-me confortável em passar o endereço dele, claro que com sua concordância. Nós ou outros irmãos com os quais nos relacionamos temos participado de grandes encontros em Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina, onde conhecemos pessoalmente irmãos de várias cidades do País e assim podemos indicar. Em todos os casos, inclusive quando já conhecemos os irmãos pessoalmente, sempre temos a orientação de alertar para o fato de que pessoas e grupos possuem níveis de maturidade diferentes na caminhada espiritual, decorrentes de níveis de experiência e profundidades também diversas – não havendo, portanto, um padrão doutrinário ou de práticas definido, como, geralmente, é proposto nos grupos institucionais. Na maioria dos casos, o viés do grupo decorre da origem das pessoas que o compõe (assunto já tratado no site – clique aqui). Por exemplo: grupos oriundos de meios pentecostais vão trazer consigo um viés pentecostal (línguas, dons espirituais, liberdade na adoração etc.); já grupos oriundos do catolicismo não terão muita abertura para a cultura e costumes evangélicos; grupos tradicionais terão um maior enfoque na leitura e interpretação da Bíblia (geralmente funcionam como grupos de estudo bíblico); outros grupos poderão ter outras ênfases (culturais, adoração, oração, musicais, sociais, pregação do Evangelho, ajuda aos necessitados etc.) e tudo isso ocorrerá, na maioria dos casos, de forma inconsciente. O visitante precisa saber disso quando faz ou recebe uma primeira visita. Ah, o grupo ideal ainda não foi identificado – muito provavelmente ainda esteja em construção. Quem sabe você pode ajudar a edificar um desses grupos?

Por fim, fica o alerta: o site não se responsabiliza pelas referências, indicações, nem muito menos as intenções dos visitantes que solicitem ou que ofereçam contatos nestas páginas. Sejamos simples como a pombas, mas prudentes como as serpentes (Mt 10:16).

A Base da Comunhão: o Ministro, a doutrina ou a comunhão com o Pai e Filho?

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A Vida Cristã Normal da Igreja

Visto que as igrejas de Deus são locais, temos de tomar cuidado a fim de lhes preservar o caráter local, bem como a esfera e os limites locais. Uma vez que uma igreja perde um desses itens, ela deixa de ser bíblica. Duas coisas demandam especial atenção se queremos salvaguardar a natureza local das igrejas. Em primeiro lugar, nenhum apóstolo deve exercer controle sobre uma igreja em caráter oficial. Isso é contrário à ordenação de Deus e destrói a natureza local da igreja, impondo-lhe o cunho de ministro extra-oficial. Nenhum apóstolo tem a autoridade de estabelecer uma igreja particular em lugar algum. A igreja pertence à localidade, e não ao obreiro. Quando as pessoas são salvas por meio de um homem, elas pertencem à igreja no lugar em que vivem, e não ao homem por meio de quem foram salvas, nem à organização que ele representa. Se uma ou mais igrejas são fundadas por certo apóstolo, e ele exerce autoridade sobre elas como se pertencessem a ele ou à sociedade dele, essas igrejas tornam-se facções, pois não é na base da diferença de localidade que elas se separam de outros cristãos (salvos por meio de outros apóstolos), e, sim, na base da diferença de quem foi usado para salvação. Assim os apóstolos se tornam cabeças de várias denominações, e o âmbito deles torna-se o âmbito de suas respectivas denominações, enquanto as igrejas sobre as quais eles exercem controle tornam-se facções, cada qual com a cateterística particular do seu líder, e não de uma igreja local. Nenhum obreiro pode exercer controle sobre uma igreja ou atrelar a ela o seu nome ou o nome da sociedade que representa. A desaprovação divina sempre incidirá sobre “a igreja de Paulo”, ou “a igreja de Apolo”, ou ainda “a igreja de Cefas”. Na história da Igreja frequentemente ocorreu que , quando Deus deu luz especial ou experiência a uma pessoa, essa pessoa ressaltou essa verdade em particular a ele revelada por ele experimentada, e reuniu à volta de si pessoas que apreciavam o seu ensinamento. O resultado disso é que o líder, ou a verdade que ele ressaltava, tornou-se a base da comunhão. Assim as facções se multiplicaram. Se o povo de Deus pudesse apenas ver que o objeto de todo o ministério é a fundação de igrejas locais, e não o agrupamento de cristãos ao redor de um indivíduo, ou de uma verdade, ou de uma experiência, ou ainda de uma organização específica, então a formação das facções seria evitada. Nós, que servimos ao Senhor, devemos estar dispostos a abandonar o nosso apego por todos aqueles a quem ministramos, e deixar que todos os frutos de nosso ministério passem para as igrejas locais inteiramente governadas por irmãos locais. Temos de ser escrupulosamente cuidadosos em não deixar a cor da nossa personalidade destruir o caráter local da igreja, e devemos sempre servir a igreja, sem jamais controlá-la. Um apóstolo é um servo de todos e mestre de ninguém. Nenhuma igreja pertence a um obreiro; pertence à localidade. Se os que tem sido usados por Deus através da história da Igreja vissem claramente que todas as igrejas de Deus pertencem às suas respectivas localidades, e não a um obreiro ou a uma organização usada para fundá-las, então não teríamos tantas denominações hoje. (…) Toda e qualquer “igreja” formada tendo por centro uma missão certamente será algo mais do que local, pois onde quer que haja um centro, há também uma circunferência; e se o centro da igreja é uma missão, obviamente a circunferência não é a esfera bíblica da localidade, mas a esfera da missão. Isso claramente carece da característica de uma igreja, e só pode ser considerada uma facção. No propósito de Deus, Jesus Cristo é o centro de todas as igrejas, e a localidade é a circunferência. (Nee, W., A Vida Cristã Normal da Igreja) O curioso é que, normalmente, as igrejas locais por fim também se tornaram facções, isto é, algo separado dos demais irmãos na localidade. A relação entre “a igreja local” e os irmãos que estão nas denominações pode ilustrar o fato, na medida em que os primeiros querem que os outros abandonem suas divisões e passem a dar o testemunho da unidade, enquanto isso não ocorre, então haverá um grupo “que dá testemunho da unidade” e vários grupos que não dão esse testemunho – o que, no final das contas, representam apenas facções (até mesmo uma facção pela unidade), isto é, grupos separados. 
Desta forma, o “testemunho” da localidade deveria ser melhor esclarecido à luz das escrituras. O que é, de fato, ser um? Se ser um é concordar com determinadas doutrinas, então, “ser um” também será pretexto para se dividir. Agora se “ser um” for estar em Cristo, então estamos próximos de algo sobrenatural, algo que está além do entendimento humano, algo exclusivo de Deus, isto é, algo que só Ele pode fazer e promover e ninguém mais. Desta forma, todos os que são um com o Pai e com o Filho também são um entre si, isto é, são o próprio testemunho na cidade. 
Se isso for a revelação das Escrituras (em especial Efésios 4 e João 17), então podemos passar para o próximo ponto: quem pode determinar quem está na unidade e quem não está? Se isso for possível através da concordância doutrinária, novamente voltamos para as facções: “o resultado disso é que o líder, ou a verdade que ele ressaltava, tornou-se a base da comunhão. Assim as facções se multiplicaram”. Agora, se somente o Espírito Santo que sonda mentes e corações for a pessoa habilitada para saber e determinar quem está ou não na unidade com o Pai e com o Filho, então podemos (eu penso que devemos) voltar-nos só para essa comunhão maravilhosa pelo Espírito. Doutrinariamente, as denominações são facções? Sim, enquanto organizações humanas; espiritualmente, todos os filhos de Deus que estão nas denominações estão fora da comunhão com o Pai e com o Filho? Obviamente que não; espiritualmente, todos os que estão pretendendo “dar testemunho” da unidade estão na comunhão com o Pai e com o Filho? Possivelmente não, a menos que todos esses vivam 24 h no espírito. Então me pergunto, qual a utilidade dessas coisas? O melhor não seria que tivéssemos primeiramente comunhão no Pai e no Filho e, posteriormente, tivéssemos comunhão uns com os outros, não importa onde estejamos (em igrejas locais, em denominações, em grupos livres etc…)? Não quero de maneira nenhuma anular a força de 1 Coríntios no que diz respeito à unidade e à condenação às divisões. Essa verdade é importante para o Corpo, assim como todas as demais verdades reveladas. Entretanto, a maior e suprema verdade é Cristo, é estar nEle, Ele é o caminho, e o caminho é estar nessa comunhão. Por um lado, o Corpo deve repelir todo “organismo” estranho que atente contra sua saúde espiritual, mas por outro lado, esse mesmo Corpo só se torna real enquanto está ligado à videira, à Comunhão do Pai e do Filho, pelo Espírito. Enquanto isso não for real em nós, corremos o risco de estar doutrinariamente “vivos” e espiritualmente “mortos”.
Se cada um de nós procurarmos viver na realidade da comunhão divina, teremos também comunhão uns com os outros e Deus mesmo irá nos aproximar mais e mais uns dos outros até que essa comunhão evolua para uma edificação em amor e esse edificação em amor será o testemunho.

A quem enviar os convites?

Written by admin. Posted in Comunhão

Antes, ao dares um banquete, convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos; e serás bem-aventurado, pelo fato de não terem eles com que recompensar-te; a tua recompensa, porém, tu a receberás na ressurreição dos justos (Lc 14:13-14).

Não existe igreja nos lares!

Written by admin. Posted in Comunhão, Encontros, Igreja nos Lares

No Novo Testamento existe apenas Igreja no Espírito. Existem irmãos que buscam viver Cristo a partir de suas famílias, de suas casas. Vivendo assim, a igreja testifica ser a família de Deus, não aceitando que o viver cristão ocorra em um templo por algumas horas e somente em um determinado dia da semana, enquanto que, dentro de casa, cada um vive seu viver egoísta e mundano. Ser igreja envove toda nossa vida e não momentos ou dias especiais, e começa na relação que cada um tem com o Deus Triúno, expandindo-se para a relação com seus familiares, alcançando parentes, vizinhos e amigos. Um viver baseado apenas em frequentar locais sagrados em dias especiais não é ser igreja, mas estar temporariamente “parecendo” igreja, por estar indo à igreja ou visitando à igreja.

Encontros

 Encontros, conferências e Reuniões*

Mande informações e convites dos encontros na sua cidade que publicaremos no site. Nosso e-mail é igreja@igrejanoslares.com.br

Links

 Novos sites e Blogs

 
Pão e Vinho: “é um trabalho cristão, independente e  investigativo, cujo objetivo é vasculhar nossas raízes e entender melhor o desenho original da Igreja arquitetada por nosso Senhor Jesus Cristo. Aprender nosso passado nos ajuda a entender nosso estado presente e, assim, discernir nosso futuro como Igreja”. O editor mora em Wasginton/DC.
Blog Igreja Orgânica: blog sobre temas diversos a respeito da vida da igreja. O editor é de Fortaleza/CE
Igreja em Santo Antônio do Monte/MG: blog sobre questões atuais do viver cristãos. É mantido por irmãos de Minas Gerais, da cidade de Santa Antônio do Monte.
Irmãos em Cristo em Itajaí/SC: somos um grupo de pessoas que amando a Deus e uns aos outros decidiu se reunir semanalmente na cidade de Itajaí-SC. Nossos encontros acontecem nas casas ou em outros ambientes informais. Primamos pela alegria e informalidade, aspectos próprios do viver comunitário e daquela expressão viva da igreja do primeiro século. Contato: igrejaorganica@gmail.com Telefone: (47) 9609-0366
Um Novo Odre: Realizamos reuniões nos lares como auxílio à prática da vida cristã, o mesmo costume observado nos cristãos primitivos antes dos templos instituídos pelo Imperador Constantino. Absorvidos pelo cristianismo, os templos de Constantino perpetuaram a ideia de templo como lugar obrigatório para a realização de reuniões cristãs. Porém, nossa proposta busca restaurar a dignidade da família – “célula-mãe” da sociedade – priorizando o trabalho de formação espiritual de “homens novos para um mundo novo” encontrado em Deus. E-mail de contato: simple.church.brazil@gmail.com

Rádio Adoradores Livres: rádio livre para irmãos livres

Livros

  Vivenciando uma Igreja Orgânica

  Foi recentemente lançado o livro VIVENCIADO UMA IGREJA ORGÂNICA, de Frank Viola, pela Editora Palavra. O livro não está listado em sites, sendo que a única forma de aquisição à distância é através do telefone da Editora (61 3213-6999, 61 3213-6858, e-mail: varejo@mwdistribuidora.com, site: https://palavravirtual.com/detalhes.php?id=178). Nesse livro, considerando que a igreja é um organismo vivo e não uma organização, Viola, com base em exemplos vividos na caminhada cristã, analisa desde a plantação da igreja, em relação à pessoa do obreiro, passando por uma seção de Perguntas & Respostas, passos práticos para começar a viver a vida da igreja, chegando até às questões do desenvolvimento de uma igreja, os estágios de crescimento, as “doenças” que podem ocorrer, até à conclusão A JORNADA À FRENTE.  Um excelente livro para quem quer viver ou já está vivendo a vida da igreja. Leia trechos de livros em: http://igrejanoslares.com.br/category/noticias/category/livros/ Veja lista de indicação de livros em: http://igrejanoslares.com.br/category/noticias/auxilio/livros/ Indique um livro para ser publicado neste espaço. Mande um e-mail para: igreja@igrejanoslares.com.br

Perguntas & Respostas

 Apesar de as igrejas nos lares serem livres institucionalmente falando, gostaria de saber se existe alguma associação, convenção, enfim, algo que reúna as idéias das igrejas nos lares visando troca de experiências? Agradeço, MÁRCIO (Clique aqui)