10) As igrejas que estão nas casas possuem níveis diferentes de maturidade?

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A nossa experiência de igreja depende da nossa experiência de Cristo. Quanto mais experimentamos Cristo, mais experimentaremos a realidade da igreja verdadeira, porque a Cabeça e o Corpo são um. Se em um grupo houver várias pessoas que experimentam mais Cristo, certamente esse grupo expressará mais os atributos de Cristo. Isso significa que haverá grupos mais próximos do ideal da Palavra e outros mais distantes, mas todos estamos no mesmo caminho; todos nós humildemente estamos em direção ao Reino, em meios a todas as adversidades que sobrevém a todos os filhos de Deus na face da Terra.

Alguns irmãos começam a se reunirem nos lares carregados de expectativas. Eles esperam finalmente encontrar um grupo perfeito. Entretanto, não podemos nos esquecer que, se encontrássemos um grupo perfeito, esse grupo talvez não aceitasse nossas muitas imperfeições. É bom não criar expectativas e viver apenas pela fé no que o Senhor lhe falar ao coração e nas promessas da Sua Palavra santa. Se você quiser que o grupo com o qual reúne esteja cheio de Cristo então, quem sabe, não é o momento de você primeiramente estar mais cheio de Cristo? Dê o exemplo e, por seu exemplo, influencie os irmãos positivamente, mas não espere resultados imediatos.

Estamos em um processo muito doloroso de abandonar a religiosidade e velhos conceitos que nos aprisionaram em um viver religioso de falar muito e pouco viver. Por isso, haverá barulho, poeira e até um pouco de confusão nos primeiros anos da vida da igreja. Precisamos entender esse processo. Nosso maior sonho é que pudéssemos apertar um botão e uma uma igreja perfeita caísse na nossa sala, com irmãos perfeitos e maravilhosos, sorrindo e nos ajudando em todas nossas dificuldades. Não é assim que as coisas funcionam. A igreja é um organismo vivo. Trata-se, portanto, de uma questão de vida e, como no caso de uma lavoura, exige-se cuidado, dedicação, paciência e tempo. Precisamos regar nossos relacionamos, adubar com bons nutrientes, produzir amizades saudáveis e arrancar as ervas daninhas que eventualmente possam aparecer. Assim como um edifício em fase inicial, o início da vida da igreja normalmente não é algo belo, pode até mesmo ser barulhento e bagunçado. Normalmente, existe uma fase de empolgação inicial e, depois, vem uma fase de arrancar as pedras do nosso interior, voltar a prática das primeiras obras (oração, leitura da Palavra, jejum etc.). Às vezes, alguns irmãos nos abandonam porque “não era bem isso que eles queriam“. Não os julgue. Não espere retorno. Faças as coisas para o Senhor somente e não para os homens. Algumas vezes, também há uma fase de deserto, onde toda aquela exuberância de vida e empolgação vai embora. As revelações passam a ser menos frequentes. Nesse momento, Deus nos ajudará a lançar nossas raízes mais fundo em direção aos mananciais escondidos. Já não vamos ter tantas coisas para fazer ou tantos compromissos. Vamos ser chamados para experimentar versículos como Jeremias 17:7-8 – Bendito o homem que confia no SENHOR, e cuja confiança é o SENHOR. Porque será como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro, e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e no ano de sequidão não se afadiga, nem deixa de dar fruto. Graças a Deus que, assim como as fases da Lua ou as estações do ano, as fases da igreja também são dinâmicas. A fase de maturidade costuma demorar para vir, mas creia, ela virá. Quando houver um fundamento sólido em nossas vidas (isto é, quando começarmos a praticar o que falamos – veja Lc 6:47-48), Deus enviará mais pessoas. Não desanime. Às vezes, duvidamos até mesmo que essa obra será concluída. Precisamos por isso, de vez em quando, olhar para a planta nas mãos do Arquiteto. Ele sabe que vai concluir Sua obra (Fp 1:6).

Seja qual for a fase pela qual estejamos passando, não podemos nos esquecer que nascemos nesta Terra com um objetivo. Não viemos aqui apenas para ter uma boa vida e depois partir. Quando nos unimos ao Senhor também nos unimos ao Seu ministério de edificar o Corpo de Cristo. Não somos apenas ouvintes (Tg 1:22; 1 Jo 3:18). Não estamos na vida da igreja para analisar grupos e pessoas, como pesquisadores dissecando um cadáver. Estamos aqui para trabalhar (Jo 20:21). A ceara é grande e poucos são os ceifeiros. É hora de arregaçar as mangas e ouvir nosso Mestre: – Senhor Jesus, que queres que eu faça hoje, neste exato momento? Pode ser orar, louvar, visitar alguém ou até mesmo ficar aos seus pés quieto, ouvindo-O. No sistema religioso, nos acostumávamos a aguardar que os lideremos falassem com Deus e depois nos repassassem as orientações devidas, como Moisés fazia com o povo de Israel. Essa Aliança passou. Isso acabou. Precisamos reaprender a ouvir a Jesus e a Ele somente (leia Lucas 9:35 e 1 Jo 2:27). Quando esses fundamentos estiverem prontos, poderemos avançar para os demais estágios desse grande edifício de Deus: a igreja. Enquanto a maturidade não chega, vamos aproveitar bem a infância, a adolescência e a juventude da igreja na qual o Senhor nos plantou. Lembre-se: plante sempre, regue sempre, e se alegre sempre, pois o crescimento virá, sempre, de Deus! (1 Co 3:6).

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Comments (1)

  • PAULO SILVA

    |

    Graça e paz.
    Sou pastor de uma igreja nos lares no RJ, e gostei do assunto porque está falando de uma realidade de quem já entendeu um pouquinho o que é ser igreja. Não é um prédio, não é uma liturgia maçante, mas são pessoas que acreditam em Cristo como Senhor da vida delas, e querem viver na graça em um novo pacto que foi firmado na morte e na ressurreição de Cristo para implantar o reino de Deus nesta terra.

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