Archive for abril, 2013

10) As igrejas que estão nas casas possuem níveis diferentes de maturidade?

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A nossa experiência de igreja depende da nossa experiência de Cristo. Quanto mais experimentamos Cristo, mais experimentaremos a realidade da igreja verdadeira, porque a Cabeça e o Corpo são um. Se em um grupo houver várias pessoas que experimentam mais Cristo, certamente esse grupo expressará mais os atributos de Cristo. Isso significa que haverá grupos mais próximos do ideal da Palavra e outros mais distantes, mas todos estamos no mesmo caminho; todos nós humildemente estamos em direção ao Reino, em meios a todas as adversidades que sobrevém a todos os filhos de Deus na face da Terra.

Alguns irmãos começam a se reunirem nos lares carregados de expectativas. Eles esperam finalmente encontrar um grupo perfeito. Entretanto, não podemos nos esquecer que, se encontrássemos um grupo perfeito, esse grupo talvez não aceitasse nossas muitas imperfeições. É bom não criar expectativas e viver apenas pela fé no que o Senhor lhe falar ao coração e nas promessas da Sua Palavra santa. Se você quiser que o grupo com o qual reúne esteja cheio de Cristo então, quem sabe, não é o momento de você primeiramente estar mais cheio de Cristo? Dê o exemplo e, por seu exemplo, influencie os irmãos positivamente, mas não espere resultados imediatos.

Estamos em um processo muito doloroso de abandonar a religiosidade e velhos conceitos que nos aprisionaram em um viver religioso de falar muito e pouco viver. Por isso, haverá barulho, poeira e até um pouco de confusão nos primeiros anos da vida da igreja. Precisamos entender esse processo. Nosso maior sonho é que pudéssemos apertar um botão e uma uma igreja perfeita caísse na nossa sala, com irmãos perfeitos e maravilhosos, sorrindo e nos ajudando em todas nossas dificuldades. Não é assim que as coisas funcionam. A igreja é um organismo vivo. Trata-se, portanto, de uma questão de vida e, como no caso de uma lavoura, exige-se cuidado, dedicação, paciência e tempo. Precisamos regar nossos relacionamos, adubar com bons nutrientes, produzir amizades saudáveis e arrancar as ervas daninhas que eventualmente possam aparecer. Assim como um edifício em fase inicial, o início da vida da igreja normalmente não é algo belo, pode até mesmo ser barulhento e bagunçado. Normalmente, existe uma fase de empolgação inicial e, depois, vem uma fase de arrancar as pedras do nosso interior, voltar a prática das primeiras obras (oração, leitura da Palavra, jejum etc.). Às vezes, alguns irmãos nos abandonam porque “não era bem isso que eles queriam“. Não os julgue. Não espere retorno. Faças as coisas para o Senhor somente e não para os homens. Algumas vezes, também há uma fase de deserto, onde toda aquela exuberância de vida e empolgação vai embora. As revelações passam a ser menos frequentes. Nesse momento, Deus nos ajudará a lançar nossas raízes mais fundo em direção aos mananciais escondidos. Já não vamos ter tantas coisas para fazer ou tantos compromissos. Vamos ser chamados para experimentar versículos como Jeremias 17:7-8 – Bendito o homem que confia no SENHOR, e cuja confiança é o SENHOR. Porque será como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro, e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e no ano de sequidão não se afadiga, nem deixa de dar fruto. Graças a Deus que, assim como as fases da Lua ou as estações do ano, as fases da igreja também são dinâmicas. A fase de maturidade costuma demorar para vir, mas creia, ela virá. Quando houver um fundamento sólido em nossas vidas (isto é, quando começarmos a praticar o que falamos – veja Lc 6:47-48), Deus enviará mais pessoas. Não desanime. Às vezes, duvidamos até mesmo que essa obra será concluída. Precisamos por isso, de vez em quando, olhar para a planta nas mãos do Arquiteto. Ele sabe que vai concluir Sua obra (Fp 1:6).

Seja qual for a fase pela qual estejamos passando, não podemos nos esquecer que nascemos nesta Terra com um objetivo. Não viemos aqui apenas para ter uma boa vida e depois partir. Quando nos unimos ao Senhor também nos unimos ao Seu ministério de edificar o Corpo de Cristo. Não somos apenas ouvintes (Tg 1:22; 1 Jo 3:18). Não estamos na vida da igreja para analisar grupos e pessoas, como pesquisadores dissecando um cadáver. Estamos aqui para trabalhar (Jo 20:21). A ceara é grande e poucos são os ceifeiros. É hora de arregaçar as mangas e ouvir nosso Mestre: – Senhor Jesus, que queres que eu faça hoje, neste exato momento? Pode ser orar, louvar, visitar alguém ou até mesmo ficar aos seus pés quieto, ouvindo-O. No sistema religioso, nos acostumávamos a aguardar que os lideremos falassem com Deus e depois nos repassassem as orientações devidas, como Moisés fazia com o povo de Israel. Essa Aliança passou. Isso acabou. Precisamos reaprender a ouvir a Jesus e a Ele somente (leia Lucas 9:35 e 1 Jo 2:27). Quando esses fundamentos estiverem prontos, poderemos avançar para os demais estágios desse grande edifício de Deus: a igreja. Enquanto a maturidade não chega, vamos aproveitar bem a infância, a adolescência e a juventude da igreja na qual o Senhor nos plantou. Lembre-se: plante sempre, regue sempre, e se alegre sempre, pois o crescimento virá, sempre, de Deus! (1 Co 3:6).

9) As igrejas que estão nas casas possuem um padrão, regra de fé ou princípios com os quais todos concordam?

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As igrejas que estão nas casas não possuem um padrão doutrinário ou uma prática homogênea. Nas coisas essenciais, todos nós temos as mesmas crenças, mas nas coisas não-essenciais, nos permitimos cada um entender da forma como alcançamos (Rm 14; Fp 3:15). Em assuntos como ceia, batismo, uso do véu, línguas, tipos de reuniões e frequência, há um espectro que vai desde a observância literal dos versículos bíblicos respectivos até os que acreditam que tais coisas são puramente espirituais, devendo ser discernidas espiritualmente em cada caso concreto.

Além disso e infelizmente, há grupos que se reúnem em torno de crenças comuns, formando inconscientemente como que “tribos“. Isso empobrece nossa a experiência do Corpo, mas é algo extremamente difícil de evitar.

Na prática, muitos grupos que estão nas casas podem ser identificados como:

a) grupos fundamentalistas – vivem em torno de interpretações Bíblicas e estudos bíblicos;

b) grupos pragmáticos – vivem em torno de resultados concretos e obras; e

c) grupos pentecostais – vivem em torno de manifestações sobrenaturais.

Esses grupos geralmente são formados por pessoas que têm os dons voltados para essas áreas, ou talvez o líder tenha um dom proeminente que, inconscientemente, acabou influenciando os demais. Infelizmente, pessoas de um grupo não conseguem interagir com pessoas de outro grupo, por problemas de comunicação na maioria dos casos. Embora, o Corpo de Cristo envolva todas essas experiências (Palavra, obras e manifestações de poder), o Corpo não é nenhuma delas. O Corpo é o somatório delas e muito mais… O ideal seria que os grupos não acatassem esses rótulos e estimulassem os diferentes dons dos irmãos, abandonando preconceitos, a fim de que, com o auxílio de toda junta, o Corpo fosse edificado, na multiforme sabedoria de Deus. Se não conseguirmos passar por esse teste, é possível que fiquemos bem aquém do que diz a Palavra de Deus e surja alguma frustração. Além disso, gravitar em torno de práticas ou doutrinas, certamente produzirá divisões no Corpo, criando-se partidarismo do tipo: aqui todos nós pensamos desta forma (aliás, esse é o mesmo caminho das instituições). Esse é um perigo real e precisamos estar sempre atentos, com os corações abertos para receber os dons diferentes dos nossos, por que, a edificação sempre vem por complementação e não por exclusão. Uma igreja sadia possui os mais diferentes dons para as mais diferentes necessidades. Uma igreja doente não aceita a diversidade e procura abafar os dons que não compreende.

Precisamos uma vez por todas entender que nosso grupo, isto é, os irmãos com quem temos mais comunhão, não terá todos os dons necessários para a edificação. Por isso, precisamos de todo o Corpo de Cristo – por isso precisamos uns dos outros, mesmo que não concordemos com alguns pontos de vista.

Havendo até mesmo profecias, elas passarão, mas o amor jamais passará (1 Co 13:8). Se o ponto de vista é mais importante que o irmão, então certamente já perdemos o amor há muito tempo e não sabemos… e quem perdeu o amor, também perdeu contato com Deus por que Deus é amor (1 Jo 4:8,16). Se existe um padrão, princípio ou regra de fé que nos una que seja o amor.

Isso de maneira de nenhum significa que não vamos expor nossos pontos de vista. Precisamos falar o que pensamos. Precisamos dar a razão da nossa fé. No sistema religioso, éramos proibidos de pensar ou externar nosso pensamento. Na vida da igreja, expor essas coisas é essencial para uma vida saudável. Falar o que pensamos sem medo é a nossa proteção. Agora, expor é uma coisa; tentar convencer à força os irmãos é outra bem diferente. De preferência, o ideal é, ao invés de expor doutrinas, expor nossas experiências com a Palavra de Deus para que a experiência seja o veículo que irá conduzir a Palavra. Primeiramente os discípulos viveram com Cristo e experimentaram Cristo no seu dia-a-dia, depois eles expuseram seu testemunho a respeito daquilo que ouviram e viram (At 4:20; 1 Jo 1:1-3). Por fim, a experiência deles com Cristo tornou-se as Escrituras Sagradas. Permita que sua experiência com Cristo torna-se o falar de Cristo aos irmãos. Isso será muito mais efetivo do que tentar convencer os irmãos que você está certo e eles, errados.

Amar os irmãos também é ajudar os que estejam equivocados com suas práticas ou até mesmos estejam vivendo em pecado deliberado. Quem ama, exorta! Mas que se exorte com todo o amor e misericórdia que procedem de Deus, baseando-se sempre em fatos concretos e não em discussões de palavra, nem muito menos em suposições. O que não podemos é nos dividir por questões puramente doutrinárias. Se devemos amor nossos inimigos, o que fazer então com nossos irmãos? (Mt 5:44).

Acerca desse assunto, seria muito interessante a leitura do livro REVISA-NOS NOVAMENTE do irmão Frank Viola.

8) Nosso objetivo é voltar a viver a vida da igreja como era a igreja primitiva?

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Precisamos tomar cuidado ao copiar modelos. A igreja primitiva era muito complexa, dependendo do momento e do local. A igreja em Jerusalém no início de Atos está de um jeito, já no final está de outro. Além disso, em Jerusalém havia algumas características enquanto a igreja em Corinto possuía outras características. Enquanto uns irmãos ainda guardavam alguns rituais outros não tinham nenhum problema com eles. Seria interessante ler atentamente Atos cap. 15 e 21, o cap. 14 de Romanos e Gálatas cap. 2. O ideal é meditar nesses três livros, para tentar remontar o quebra-cabeças do que foi a “igreja primitiva”. Fazendo uma leitura reversa, isto é, tomando os versículos como respostas a questões concretas, isto é, problemas reais, é possível entender como viviam os irmãos e com quais problemas eles se deparavam. Pode-se perceber que houve um bom início e, com o passar das décadas, houve um declínio. Esse declínio fica claro quando se lê 2 Timóteo, 2 Pedro, Judas e Hebreus. As advertências que são dadas nessas epístolas, como se pode ver no contexto, não são dirigidas a incrédulos, mas a irmãos (ou possivelmente irmãos) que viviam como incrédulos – uma situação bem próxima ao que o Senhor Jesus alertou acerca de joio e trigo crescerem juntos. Uma coisa é certa, jamais vamos conseguir voltar para a igreja chamada igreja primitiva. O tempo passou. As pessoas passaram. Os apóstolos e testemunhas oculares morreram. Uma geração não conseguiu trasmitir tudo o que deveria ou podia para a geração seguinte. O elo se quebrou. Entretanto, o Espírito Santo continua sendo o mesmo. Deus não mudou e não mudará. Se conseguirmos perceber os princípios que moveram aqueles irmãos e irmãs, poderemos mergulhar no mesmo rio de vida em que eles viveram e que hoje está passando por todas as cidades da Terra (Ez 47:9). Acerca de modelos, sugiro a leitura do seguinte texto: http://setecandelabros.blogspot.com.br/2009/01/o-modelo-perfeito.html

Encontros

 Encontros, conferências e Reuniões*

Mande informações e convites dos encontros na sua cidade que publicaremos no site. Nosso e-mail é igreja@igrejanoslares.com.br

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 Novos sites e Blogs

 
Pão e Vinho: “é um trabalho cristão, independente e  investigativo, cujo objetivo é vasculhar nossas raízes e entender melhor o desenho original da Igreja arquitetada por nosso Senhor Jesus Cristo. Aprender nosso passado nos ajuda a entender nosso estado presente e, assim, discernir nosso futuro como Igreja”. O editor mora em Wasginton/DC.
Blog Igreja Orgânica: blog sobre temas diversos a respeito da vida da igreja. O editor é de Fortaleza/CE
Igreja em Santo Antônio do Monte/MG: blog sobre questões atuais do viver cristãos. É mantido por irmãos de Minas Gerais, da cidade de Santa Antônio do Monte.
Irmãos em Cristo em Itajaí/SC: somos um grupo de pessoas que amando a Deus e uns aos outros decidiu se reunir semanalmente na cidade de Itajaí-SC. Nossos encontros acontecem nas casas ou em outros ambientes informais. Primamos pela alegria e informalidade, aspectos próprios do viver comunitário e daquela expressão viva da igreja do primeiro século. Contato: igrejaorganica@gmail.com Telefone: (47) 9609-0366
Um Novo Odre: Realizamos reuniões nos lares como auxílio à prática da vida cristã, o mesmo costume observado nos cristãos primitivos antes dos templos instituídos pelo Imperador Constantino. Absorvidos pelo cristianismo, os templos de Constantino perpetuaram a ideia de templo como lugar obrigatório para a realização de reuniões cristãs. Porém, nossa proposta busca restaurar a dignidade da família – “célula-mãe” da sociedade – priorizando o trabalho de formação espiritual de “homens novos para um mundo novo” encontrado em Deus. E-mail de contato: simple.church.brazil@gmail.com

Rádio Adoradores Livres: rádio livre para irmãos livres

Livros

  Vivenciando uma Igreja Orgânica

  Foi recentemente lançado o livro VIVENCIADO UMA IGREJA ORGÂNICA, de Frank Viola, pela Editora Palavra. O livro não está listado em sites, sendo que a única forma de aquisição à distância é através do telefone da Editora (61 3213-6999, 61 3213-6858, e-mail: varejo@mwdistribuidora.com, site: https://palavravirtual.com/detalhes.php?id=178). Nesse livro, considerando que a igreja é um organismo vivo e não uma organização, Viola, com base em exemplos vividos na caminhada cristã, analisa desde a plantação da igreja, em relação à pessoa do obreiro, passando por uma seção de Perguntas & Respostas, passos práticos para começar a viver a vida da igreja, chegando até às questões do desenvolvimento de uma igreja, os estágios de crescimento, as “doenças” que podem ocorrer, até à conclusão A JORNADA À FRENTE.  Um excelente livro para quem quer viver ou já está vivendo a vida da igreja. Leia trechos de livros em: http://igrejanoslares.com.br/category/noticias/category/livros/ Veja lista de indicação de livros em: http://igrejanoslares.com.br/category/noticias/auxilio/livros/ Indique um livro para ser publicado neste espaço. Mande um e-mail para: igreja@igrejanoslares.com.br

Perguntas & Respostas

 Apesar de as igrejas nos lares serem livres institucionalmente falando, gostaria de saber se existe alguma associação, convenção, enfim, algo que reúna as idéias das igrejas nos lares visando troca de experiências? Agradeço, MÁRCIO (Clique aqui)