Archive for outubro, 2012

Estratégias de Manipulação

Written by admin. Posted in Notícias, O Sistema Religioso

De acordo com Noam Chomsky há “10 estratégias de manipulação” usadas com o auxílio da mídia:

1- A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO

Manter a atenção longe dos verdadeiros problemas, da raiz ou origem deles.

2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES

Utilizar metas bíblicas como Evangelizar o Mundo (ou a sua cidade ou bairro), Trazer o Reino de Deus, Construir um Templo etc. Quando esses “problemas” surgem, sugere-se então a solução: dinheiro e mão de obra, geralmente fazendo o fiel crer que assim ele estará ajudando a Deus ou tornando-se um  cristão especial ou vencedor.

3- A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO

Fazer concessões não bíblicas aos poucos, distanciando-se gradativamente do alvo inicial e da revelação inicial, fazendo crer que Deus é dinâmico e que Sua revelação prossegue, anulando assim a própria Palavra de Deus.

4- A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO

“Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que ‘tudo irá melhorar amanhã’ e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a ideia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.”

5- DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE

Incentivar os irmãos que se tornem tolos e infantis (no sentido de “alienados” aos fatos) para depois se tornarem sábios, invertendo falsamente o sentido de 1 Co 3:18 e 2 Co 11:3. O questionamento, a busca pessoal e a pesquisa são totalmente proibidos ou desincentivados. Em termos de pregação, costuma-se utilizar quase que exclusivamente textos e alegorias da Primeira Aliança (Velho Testamento), quase nunca abordando as Palavras de Jesus ou Epístolas como Efésios, Felipenses e Colossenses.

6- UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO

” Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos”

7- MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE

Decorrência do item 5 acima. Quando alguém questiona ou resolve investigar uma determinada situação ou doutrina no meio do grupo e se aproxima da verdade, essa pessoa é severamente criticada, punida ou expulsa do grupo. O melhor cristão para esse grupo é aquele que não questiona, que obedece sem pensar, que oferta fartamente, que trabalha arduamente, que abandonou estudos, família ou carreira em prol do grupo, que não pesquisa ou estuda, nem se comunica com pessoas de outros grupos em busca de outros pontos de vista ou outras interpretações possíveis, ou simplesmente para ter comunhão.

8- ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE

Decorrência do item anterior, mas, nesse caso, os líderes começam a “promover” a cargos mais elevados no grupo os mais alienados, ativos fisicamente (mas acomodados em relação ao Reino) e ambiciosos, como forma de dizer ao grupo que existe um novo padrão de cristão bem sucedido: o alienado, o tolo, o acomodado e o que facilmente pode ser manipulado. Geralmente o recém-promovido é muito complacente com desvios e com pecados que lhe chegam ao conhecimento, sob a fachada de ser piedoso, amável e de fazer tudo pela unidade do grupo, uma vez que o grupo é mais importante do que as pessoas que o compõe.

9- REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTOCULPABILIDADE

“Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços”. Para atingir esse objetivo, são usados textos bíblicos com acusações e condenações diretas ou indiretas, fazendo referência a metas inalcançáveis (as quais geralmente são aplicadas a casos especiais na Bíblia ou em circunstâncias fora de contexto). O cristão fisgado por essa estratégia sente-se culpado e com remorso, fazendo de tudo para libertar-se do sofrimento, o que implica mais ofertas e mais tempo para serviços não remunerados. O interessante nessa estratégia é que o líder ou aquele que propaga essas ideias está longe (ou muito longe) de viver aquilo que prega ao microfone. Veja Mt 23:4 e At 15:10. Os líderes quase nunca explicam aos membros que santidade e justiça se alcançam mediante atos de fé, através do andar diário, com pequenos gestos de piedade e mudança de caráter, como ler a Bíblia, orar ao levantar e deitar, meditar na Palavra, amar ao próximo e, principalmente, obedecer ao singelo falar do Espírito no seu coração.

10- CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM

Através de desculpas como “como está determinado irmão?”, o sistema coleta diversas informações acerca do cristão, inclusive partindo de membros de sua própria família. Os líderes geralmente delegam outros sub-líderes para participarem de reuniões caseiras (de oração, às vezes) para que, infiltrando-se no lar dos irmãos,  possam saber o que pensa e quais os problemas dos liderados. Também usa-se a estratégia de perguntar acerca de problemas com o fim de orar depois (a oração nunca vem de fato). Da mesma forma, através do sistema de pseudo-discipulado, é possível colher uma quantidade enorme de informações, especialmente informações pessoais, envolvendo casamento, área sexual, profissional, financeira e até pensamentos, tendências e intenções dos liderados. Através de todos esses recursos, o sistema cria uma poderosa ferramenta de informações que pode ser usada pelos líderes no púlpito ou em conversas pessoais e que, geralmente, são muito bem sucedidas no convencimento voltado para obtenção de mais ofertas, mais trabalho ou até para se “comprar” o silêncio diante de um escândalo envolvendo a liderança. O sistema assim passa a conhecer mais o indivíduo do que ele mesmo, sempre com o argumento subliminar eu também sei o que você fez ou pensa, gerando medo e insegurança nos liderados, até mesmo impedindo-os de abandonar o sistema.

Os títulos e os trechos entre aspas foram extraídos do site: http://libertesedosistema.blogspot.com.br/2011/05/como-midia-manipula-sociedade.html

O QUE É AMAR AO PRÓXIMO?

Written by admin. Posted in Notícias

Jesus disse a seus discípulos: “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (Jo 13:35). O amor deve ser a característica marcante de um cristão. Muitos pregam sobre o amor, e alguns até mesmo proclamam viver o “amor fraternal”, dizem estar vivendo “filadélfia”. Mas na prática será mesmo assim? O apóstolo João falou de uma pessoa que gostava de ser sempre o primeiro na igreja, na assembleia, e que não recebia os irmãos, e até mesmo expulsava aqueles que tentavam receber os irmãos (3Jo 9-10). Prática essa contrária ao ensino do Novo Testamento que nos fala de receber a todo aquele que Deus recebeu em Cristo (Rm 15:7). Quão frequentemente vemos irmãos acusarem outros de rebeldes, “leprosos”, pelo fato de discordarem de práticas e ensinos, muitas vezes realmente contrários a Palavra de Deus. O interessante é que depois de assim o fazerem (expulsar os irmãos), continuam falndo de amor fra ternal. Mas por que será que não conseguem ver o erro e pedir perdão ao irmão que ofendeu chamando-o de rebelde? Por que não conseguem parar para meditar se suas práticas e ensinos estão de acordo com a Bíblia? A resposta é dada por João: “Mas aquele que odeia a seu irmão está em trevas, e anda em trevas, e não sabe para onde deva ir; porque as trevas lhe cegaram os olhos” (1Jo 2:11). Tantos tentam se justificar dizendo que o que fazem, o fazem para a “obra de Deus”. Mas o que vemos na Escritura é que naquele dia o Senhor reprovará muitas dessas “obras”, pois um dos principais mandamentos não foi atendido, o de amar os irmãos (Mt 7:22-23; Jo 13:34). Quanto mais o coração se alarga para amar mais irmãos, independente de grupos, mais luz, mais visão espiritual se desfrutará (1Jo 2:10). Também haverá mais receptividade e menos partidarismo, menos dos assim chamados “ministérios”. Que o Espírito Santo abra os olhos aos cegos, em nome de Jesus! ~ Silva Filho

A Entrevista

Written by admin. Posted in Notícias

“Para cada evangélico ativo no Brasil, há, também, um desviado(…) Baseado nisso, que conselho você daria às pessoas que estão morrendo na fé? – Bem, eu não digo que você deve sair da igreja e fingir que você não tem nada a ver com o problema. Pela minha experiência, quando uma pessoa faz isso, ela provavelmente não retorna à fé. A brasa quando removida do fogo se torna fria. A igreja pode ter os seus problemas, mas afastar-se dela não costuma suprir as necessidades que te atraíram, primeiramente. Eu encorajo as pessoas a encontrarem uma igreja que as recompense pela honestidade, ao invés de te punir pela sua honestidade. Há muitas igrejas onde as pessoas querem ir e mostrar que está tudo bem, que está tudo legal. Eu não vou numa igreja dessas. Se estivesse tudo bem na minha igreja eu não iria à igreja. Há coisas mais interessantes para se fazer no mundo, domingo pela manhã. Eu tentaria encontrar uma igreja onde as pessoas fossem abertas acerca de seus próprios sentimentos e de sua própria humanidade. Nós andamos juntos, porque não podemos andar sozinhos. Nós precisamos de Deus, nós precisamos um do outro. Nem todo mundo vai encontrar o que precisa nesta igreja ou naquela igreja. Às vezes, você não vai encontrar o que precisa no prédio onde as pessoas se reúnem domingo pela manhã. Talvez seja em um pequeno grupo que se reúna em casa, talvez em um grupo de estudos da Bíblia; talvez em um grupo de recuperação para pessoas que estão lutando contra o álcool ou coisas como esta. Mas eu encorajo as pessoas a ficarem na igreja, porque talvez a igreja precise de você, mesmo que você pense que não precisa da igreja. Porque é de pessoas que são abertas sobre suas dificuldades que eu gostaria que as igrejas fossem preenchidas. Eles precisam daquelas pessoas que dizem: – mas, espera um minuto, e os problemas que a gente tem? Precisamos dessas pessoas que trazem esse tipo de vulnerabilidade e honestidade para a igreja” Fonte: Entrevista com Philip Yancey, disponível em <https://www.youtube.com/watch?v=SwRkzma9VDQ&feature=related> É fundamental, ao ler o Novo Testamento, diferenciar a igreja Corpo de Cristo da igreja Grupo Com Que Me Reúno. A igreja enquanto um grupo definido de pessoas com as quais me relaciono possui problemas (uma vez que pessoas normalmente tem problemas) que devem ser encarados e tratados. A maioria das Epístolas trata desses problemas. Entretanto, se não houver essa liberdade no grupo, então de fato é melhor procurar outro grupo – com toda liberdade de consciência – sabendo que ainda fazemos parte da Igreja Corpo de Cristo de que fala o Novo Testamento por direito de nascimento. Se determinado grupo não aceita questionamentos, se existe uma imposição doutrinária ou totalitária, se há falta de amor e misericórdia, se a “obra de Deus” está acima das necessidades das pessoas, se o que a Bíblia diz não é tão importante, possivelmente esse grupo deixou de ser igreja Corpo de Cristo e tornou-se apenas uma associação religiosa tóxica que é contra a fé – muito semelhante aos fariseus com os quais Jesus argumentava. Uma igreja (grupo de pessoas) com problemas é absolutamente normal, enquanto somos seres incompletos – mas uma “igreja” tóxica que exclui pessoas (e irmãos), que diminui sua fé e seu apreço pela comunhão com Deus e com Seus filhos, deixou há muito tempo de ser igreja e passou a ser um conglomerado político-tóxico – onde você poderá ficar fraco, doente e até morrer espiritualmente. Talvez esse seja o motivo para o grande número daqueles que estão abandonando a igreja-instituição-religiosa, antigamente taxados como “desviados”. Talvez a grande questão a ser resolvida seja qual o nível de “toxidade” espiritual que um cristão deva suportar por amor aos irmãos. É bom ter em mente, contudo, que não existe um só versículo na Bíblia inteira que obrigue um filho de Deus a compactuar com atitudes não bíblicas e com mentiras. Há contudo numerosos versículos que narram a saga dos profetas que se levantaram contra a religião morta e a hipocrisia – todos devidamente perseguidos e martirizados (Lc 13:34). O Corpo de Cristo é muito mais amplo que quatro paredes, que um conjunto de doutrinas bem engendradas, que um mover atual e muito menos que a fidelidade a um ministro ou ministério. Por outro lado, se Deus de fato revelou a alguém que deva permanecer em um grupo, mesmo que este tenha-se tornado tóxico, por amor a determinadas pessoas, e isso não irá violentar a fé do candidato à mártir, então que fique, mas que fique como profeta de Deus, como um vaso de honra purificado desses erros, santificado e útil ao Seu Possuidor (2 Tm 2:21). O importante é que cada um, tanto o que fica como o que sai, tenha muito bem definido em seu coração a razão da sua fé e a razão das suas obras porque elas serão julgadas no último dia. ”Porque importa que todos nós compareçamos perante o Tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo.” (2 Co. 5:10)

QUESTÃO DA VERDADE

Written by admin. Posted in Notícias, Vida Cristã

Aqueles que não conseguem se manter na verdade, mas antes baixam o padrão da verdade, sempre viverão em trevas! A razão das trevas reinantes hoje no meio cristão é que o homem sacrifica a verdade em detrimento de si mesmo! A verdade é fruto da Luz (Ef 5:9), e quem não amar a verdade dará crédito ao erro e perecerá em julgamento (2 Ts 2:9-12). A verdadeira justiça e retidão é procedente desta verdade (Ef 4:24). Sem tal verdade não existe o testemunho da Igreja! Como então não ser restrito com respeito à verdade, ainda mais que sabemos que o inimigo, o pai da mentira (Jo 8:44), é capaz de grandes prodígios do engano e até de se apresentar como anjo de luz (2 Co 11:14)! Uma forma de verificar se não estamos apenas confundindo uma concepção falsa ou inexata com a verdade é conferindo se o que vivemos e praticamos está coerente e consistente com o que aceitamos como verdade. Esta inclusive é a maneira que o próprio Senhor nos recomenda para verificar se alguém está na verdade – pelos seus frutos (Mt 7:15-20; 12:33; Lc 6:43-45)! Se há discrepância então ou não temos a verdade ou não cremos realmente na verdade! Dissimulações de que não é bem assim ou que os fatos e pregações não foram bem entendidos, no entanto sem esclarecer com precisão o que seja a verdade, ou atitudes de ocultar verdades e fatos com a desculpa de que nem todos estariam preparados para elas, a história da Igreja nos ensina que estes são sérios indicadores de que se está deixando enredar pela tortuosa falsidade. A principal estratégia do inimigo na esfera espiritual é nos privar de nossa firmeza na verdade (At 11:23; Cl 2:5; 1 Ts 1:3; Hb 2:1; 2 Pe 3:17), nos deixando inseguros quanto a real verdade. Precisamos resistir-lhe na Fé (Ef 6:13; 1 Pe 5:8,9). Por isto, para que um obreiro seja aprovado por Deus é necessário que este tenha diligência e uma mente treinada (2 Tm 2:23) apto para cortar retamente a palavra (ver 2 Tm 2:15–do grego, orthotomeo, cortar reto a palavra, e notas 151 e 152 da RV). Sem tal cuidado com a palavra de Deus pode-se inadvertidamente promover a impiedade (2 Tm 2:16) e corroer a confiança dos santos na Fé (2 Tm 2:18). Não podemos esquecer que é justamente a confiança que nos dá galardão (2 Co 3:4; Ef 3:12; 1 Ts 2:2; Hb 2:13; 3:14; 10:35; 1 Jo 2:28; 3:21; 4:17; 5:14), e não simplesmente o crer (cf Tg 2:17-26). Sendo fieis à verdade e não agradando a homens (Gl 1:10;Ef 6:6), sendo o nosso falar sim ou não (Mt 5:37; Jo 7:24; 2 Co 4:2),. Independentemente disso vir a ser contra a nossa pessoa ou não, nos guarda das artimanhas do maligno e nos preserva na verdade (2 Jo 4). No “The Character of the Lord’s Worker” (tradução: O caráter do obreiro de Deus) Volume 52 do “Collected Works of Watchman Nee”, no capítulo 10 o irmão Nee coloca justamente isto. O obreiro de Deus deve ser absoluto pela verdade, e isto só é possível quando ele se libertar de si mesmo. Se alguém deixa com que a verdade seja comprometida por suas afinidades pessoais, sentimentos, família, etc., este não está qualificado para ser um obreiro de Deus! Se formos levianos e superficiais com esta questão da verdade, o seremos com tudo o mais!

Fonte: “Avaliação dos Fruntos Após Mais de 15 anos de Práticas e Moveres na Restauração no Brasil”

O PERIGO DA HISTÓRIA ÚNICA

Written by admin. Posted in O Sistema Religioso, Vida Cristã

“Quando rejeitamos uma única história; quando percebemos que realmente nunca há apenas uma história sobre determinado lugar, nós reconquistamos um tipo de paraíso” ~ Chimamanda Adichie, escritora
Há duas formas de conhecermos o mundo que nos rodeia: através da experiência própria ou através de ver e ouvir histórias (ok, o Google também ajuda). Em ambos os casos, contudo, nosso conhecimento será muito, mas muito limitado mesmo, seja por limitações da nossa própria percepção ou limitações das histórias que nos são contados ou dos seus “historiadores”.

Isto por si só já deveria servir de alerta para nós. Entretanto, há algo bem mais perigoso do que a ignorância a respeito da história parcial: é a “história única”.

Quando alguém conta a “história única” a respeito de outro alguém ou de algum fato e essa história é recebida sem questionamento, o que recebe a história irá criar em sua mente uma estrutura, um cenário, uma corrente de valores, que aprisionarão no tempo a pessoa ou fato que foi retratado. Por exemplo, se alguém conta uma história de que em determinado País, não existem aparelhos eletrônicos, nem veículos, nem livros, mas apenas florestas, então, na cabeça de quem recebeu história, estará sendo criado um país com essas características. O problema é que esse país pode nunca ter existido de fato, mas para essa pessoa essa país existe e é real, apesar de ela nunca ter ido lá ou procurado pesquisar a respeito.

Por que esse assunto é importante para nós, cristãos? Por nós somos muito propensos a acreditar em histórias. Quando temos comunhão, o que fazemos? Contamos histórias. Quando lemos a Bíblia, o que fazemos? Lemos histórias. Quando ouvimos mensagens ou estudos, o que fazemos? Ouvimos histórias. E todas essas histórias vão criando em nós uma estrutural mental através do qual raciocinamos, julgamos e decidimos nossas vidas.

Então, se de fato as coisas são assim, qual a grande questão? Saber se as histórias são verdadeiras ou não. Quanto à Bíblia, não temos problemas, porque cremos que ela trata de fatos verdadeiros ou com significados verdadeiros. Alguns podem ser mais complexos que outros ou podem necessitar serem complementados com uma melhor tradução, mas nenhum cristão sincero desconfia da veracidade do sentido das Escrituras.

Minha preocupação, contudo, são as histórias que ouvimos e contamos. Elas são verdadeiras?

Recentemente, um irmão me indagou acerca de um fato que havia ocorrido comigo no ano de 2004, para saber se era verdade. Sim, confirmei com ele, mas fiquei assuntado com os detalhes desse fato que haviam sido transmitidos para ele. Era um absurdo de mentiras – não sei voluntárias ou involuntárias. Como ele não havia falado comigo até esse dia, ele havia ficado apenas com a “história única”, ou melhor, a “mentira única”.

Essa situação me levou a refletir acerca do perigo da “história única” no meio cristão. Quando um determinado cristão deixa de se reunir em determinado grupo, imediatamente começam a surgir as “histórias”. Se a própria pessoa não vem ao meio e as esclarece, então surgem diversas versões. Nos grupos mais sistematizados, contudo, o líder do grupo, em casos em que o cristão que deixou de frequentá-lo possuía alguma influência no grupo ou seus motivos poderiam causar uma desestabilização no poder clerical, então, para “proteger” a incolumidade espiritual do rebanho, o líder apresenta a sua “história única” acerca do irmão “desaparecido”, “ingrato”, “rebelde” ou “ambicioso”. Como a pessoa normalmente não tem como se defender (como um ausente pode argumentar?) e como os outros são normalmente orientados a não procurar a pessoa para tirar dúvidas, então a “história única” passa a ser a verdade absoluta, tão clara como amanhã será outro dia.

Uma irmã, há uns anos atrás, confidenciou-me que estava com saudades de determinado irmão e que, inadvertidamente, havia falado sobre esse sentimento no grupo ao qual ambos frequentavam. Para sua surpresa, um dos líderes do grupo lhe repreendeu veementemente:

– no nosso meio, nunca mais fale a respeito desse nome!

(achei muito semelhante à repreensão do Sinédrio acerca do nome de Jesus…)

Obviamente, o irmão a qual a irmã se referiu foi mais uma vítima do mal da “história única”. Não sei se a vítima foi ele ou a irmã e ou o grupo que perderem a presença desse irmão…

Entretanto, uma das maiores verdades do Novo Testamento, após, obviamente, a revelação de Cristo e de sua noiva, a igreja, é o caráter limitado da nossa percepção, que deveria nos conscientizar da necessidade que temos do próximo, como o único capaz de completar o nosso significado e o significado da Verdade.

“O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos;Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado” (1 Co 13:8-10)

Só o amor completa! E nós? Nós, ao máximo (isto é, com bastante esforço, pesquisa, oração e comunhão), conseguimos ver em parte, conseguimos produzir uma “história parcial”, que pode ser até boa e honesta, mas sempre será parcial, será a nossa história, segundo a nossa percepção e nada mais que isso.

O amor, entretanto, não julga sem ouvir o outro lado, sempre rejeita “história única”, o amor vai até a fonte, o amor visita, o amor manda e-mail, o amor liga, o amor manda torpedo, o amor ora pela pessoa, o amor lança fora o medo, o amor não atravessa para o outro lado da rua para evitar seu irmão… O amor sabe perfeitamente que só com o outro ele pode ser completo de significado.

“A falta de amor não é necessariamente o ódio, mas muito mais a indiferença”.

Ame ao próximo e rejeite a “história única”.

Graças a Deus que um dia tudo o que é em parte será aniquilado, seremos então consumidos e absorvido por Aquele que É tudo em todos, e então virá o fim!

A Base da Comunhão: o Ministro, a doutrina ou a comunhão com o Pai e Filho?

Written by admin. Posted in Comunhão, Igreja, Livros

A Vida Cristã Normal da Igreja

Visto que as igrejas de Deus são locais, temos de tomar cuidado a fim de lhes preservar o caráter local, bem como a esfera e os limites locais. Uma vez que uma igreja perde um desses itens, ela deixa de ser bíblica. Duas coisas demandam especial atenção se queremos salvaguardar a natureza local das igrejas. Em primeiro lugar, nenhum apóstolo deve exercer controle sobre uma igreja em caráter oficial. Isso é contrário à ordenação de Deus e destrói a natureza local da igreja, impondo-lhe o cunho de ministro extra-oficial. Nenhum apóstolo tem a autoridade de estabelecer uma igreja particular em lugar algum. A igreja pertence à localidade, e não ao obreiro. Quando as pessoas são salvas por meio de um homem, elas pertencem à igreja no lugar em que vivem, e não ao homem por meio de quem foram salvas, nem à organização que ele representa. Se uma ou mais igrejas são fundadas por certo apóstolo, e ele exerce autoridade sobre elas como se pertencessem a ele ou à sociedade dele, essas igrejas tornam-se facções, pois não é na base da diferença de localidade que elas se separam de outros cristãos (salvos por meio de outros apóstolos), e, sim, na base da diferença de quem foi usado para salvação. Assim os apóstolos se tornam cabeças de várias denominações, e o âmbito deles torna-se o âmbito de suas respectivas denominações, enquanto as igrejas sobre as quais eles exercem controle tornam-se facções, cada qual com a cateterística particular do seu líder, e não de uma igreja local. Nenhum obreiro pode exercer controle sobre uma igreja ou atrelar a ela o seu nome ou o nome da sociedade que representa. A desaprovação divina sempre incidirá sobre “a igreja de Paulo”, ou “a igreja de Apolo”, ou ainda “a igreja de Cefas”. Na história da Igreja frequentemente ocorreu que , quando Deus deu luz especial ou experiência a uma pessoa, essa pessoa ressaltou essa verdade em particular a ele revelada por ele experimentada, e reuniu à volta de si pessoas que apreciavam o seu ensinamento. O resultado disso é que o líder, ou a verdade que ele ressaltava, tornou-se a base da comunhão. Assim as facções se multiplicaram. Se o povo de Deus pudesse apenas ver que o objeto de todo o ministério é a fundação de igrejas locais, e não o agrupamento de cristãos ao redor de um indivíduo, ou de uma verdade, ou de uma experiência, ou ainda de uma organização específica, então a formação das facções seria evitada. Nós, que servimos ao Senhor, devemos estar dispostos a abandonar o nosso apego por todos aqueles a quem ministramos, e deixar que todos os frutos de nosso ministério passem para as igrejas locais inteiramente governadas por irmãos locais. Temos de ser escrupulosamente cuidadosos em não deixar a cor da nossa personalidade destruir o caráter local da igreja, e devemos sempre servir a igreja, sem jamais controlá-la. Um apóstolo é um servo de todos e mestre de ninguém. Nenhuma igreja pertence a um obreiro; pertence à localidade. Se os que tem sido usados por Deus através da história da Igreja vissem claramente que todas as igrejas de Deus pertencem às suas respectivas localidades, e não a um obreiro ou a uma organização usada para fundá-las, então não teríamos tantas denominações hoje. (…) Toda e qualquer “igreja” formada tendo por centro uma missão certamente será algo mais do que local, pois onde quer que haja um centro, há também uma circunferência; e se o centro da igreja é uma missão, obviamente a circunferência não é a esfera bíblica da localidade, mas a esfera da missão. Isso claramente carece da característica de uma igreja, e só pode ser considerada uma facção. No propósito de Deus, Jesus Cristo é o centro de todas as igrejas, e a localidade é a circunferência. (Nee, W., A Vida Cristã Normal da Igreja) O curioso é que, normalmente, as igrejas locais por fim também se tornaram facções, isto é, algo separado dos demais irmãos na localidade. A relação entre “a igreja local” e os irmãos que estão nas denominações pode ilustrar o fato, na medida em que os primeiros querem que os outros abandonem suas divisões e passem a dar o testemunho da unidade, enquanto isso não ocorre, então haverá um grupo “que dá testemunho da unidade” e vários grupos que não dão esse testemunho – o que, no final das contas, representam apenas facções (até mesmo uma facção pela unidade), isto é, grupos separados. 
Desta forma, o “testemunho” da localidade deveria ser melhor esclarecido à luz das escrituras. O que é, de fato, ser um? Se ser um é concordar com determinadas doutrinas, então, “ser um” também será pretexto para se dividir. Agora se “ser um” for estar em Cristo, então estamos próximos de algo sobrenatural, algo que está além do entendimento humano, algo exclusivo de Deus, isto é, algo que só Ele pode fazer e promover e ninguém mais. Desta forma, todos os que são um com o Pai e com o Filho também são um entre si, isto é, são o próprio testemunho na cidade. 
Se isso for a revelação das Escrituras (em especial Efésios 4 e João 17), então podemos passar para o próximo ponto: quem pode determinar quem está na unidade e quem não está? Se isso for possível através da concordância doutrinária, novamente voltamos para as facções: “o resultado disso é que o líder, ou a verdade que ele ressaltava, tornou-se a base da comunhão. Assim as facções se multiplicaram”. Agora, se somente o Espírito Santo que sonda mentes e corações for a pessoa habilitada para saber e determinar quem está ou não na unidade com o Pai e com o Filho, então podemos (eu penso que devemos) voltar-nos só para essa comunhão maravilhosa pelo Espírito. Doutrinariamente, as denominações são facções? Sim, enquanto organizações humanas; espiritualmente, todos os filhos de Deus que estão nas denominações estão fora da comunhão com o Pai e com o Filho? Obviamente que não; espiritualmente, todos os que estão pretendendo “dar testemunho” da unidade estão na comunhão com o Pai e com o Filho? Possivelmente não, a menos que todos esses vivam 24 h no espírito. Então me pergunto, qual a utilidade dessas coisas? O melhor não seria que tivéssemos primeiramente comunhão no Pai e no Filho e, posteriormente, tivéssemos comunhão uns com os outros, não importa onde estejamos (em igrejas locais, em denominações, em grupos livres etc…)? Não quero de maneira nenhuma anular a força de 1 Coríntios no que diz respeito à unidade e à condenação às divisões. Essa verdade é importante para o Corpo, assim como todas as demais verdades reveladas. Entretanto, a maior e suprema verdade é Cristo, é estar nEle, Ele é o caminho, e o caminho é estar nessa comunhão. Por um lado, o Corpo deve repelir todo “organismo” estranho que atente contra sua saúde espiritual, mas por outro lado, esse mesmo Corpo só se torna real enquanto está ligado à videira, à Comunhão do Pai e do Filho, pelo Espírito. Enquanto isso não for real em nós, corremos o risco de estar doutrinariamente “vivos” e espiritualmente “mortos”.
Se cada um de nós procurarmos viver na realidade da comunhão divina, teremos também comunhão uns com os outros e Deus mesmo irá nos aproximar mais e mais uns dos outros até que essa comunhão evolua para uma edificação em amor e esse edificação em amor será o testemunho.

Onde você está?

Written by admin. Posted in Igreja Simples, Livros, Vida Cristã

Muito se discute hoje se denominações são sinônimos de igreja, se são coisas diferentes, se as denominações são responsáveis pelo desenvolvimento da salvação individual ou não, se elas podem ser “tóxicas” ou uma bênção de Deus… Mas, vejamos: se as denominações são organizações e a igreja são pessoas que nasceram de novo, então a igreja pode viver dentro ou fora de uma denominação, bastando que a igreja continue sendo o que sempre foi: um organismo vivo composto por pessoas que foram capturadas por Deus e O amam, assim como amam aqueles que dEle são nascidos. Por isso, onde você fisicamente está é totalmente irrelevante. O importante é com “quem” você está, em que Pessoa você está. Em outras palavras: você está em Cristo? Dessa resposta depende a sua e a minha realidade, estejamos onde estivermos… “Disse-lhe a mulher: Senhor, vejo que és profeta. Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que é em Jerusalém o lugar onde se deve adorar. Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me que a hora vem, em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai. Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos porque a salvação vem dos judeus. Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade” (Jo 4:19-24) Jesus, Aquele que edificará pessoalmente Sua igreja, foi tão claro quanto ao verdadeiro lugar de adoração: no Espírito e em Realidade. O local físico não parece importar ao Mestre; o lugar espiritual, sim, esse é de vital importância – porque as pessoas que estiverem nesse “endereço” serão procuradas pelo Pai. Parece tão simples, mas para muitos ainda é um mistério… JESUS JAMAIS PEDIU aos seres humanos que se organizassem em denominações. Nos primeiros dias da igreja os cristãos tinham uma dupla identidade: eram seguidores de Jesus Cristo, convertidos verticalmente a Deus. Em segundo lugar, congregavam com base na geografia, quando também se convertiam localmente uns aos outros, formando movimentos eclesiais. — Wolfgang Simson Fonte: “Casas que Transformam o Mundo” (Editora Esperança), p. 15. www.editoraesperanca.com.br

Encontros

 Encontros, conferências e Reuniões*

Mande informações e convites dos encontros na sua cidade que publicaremos no site. Nosso e-mail é igreja@igrejanoslares.com.br

Links

 Novos sites e Blogs

 
Pão e Vinho: “é um trabalho cristão, independente e  investigativo, cujo objetivo é vasculhar nossas raízes e entender melhor o desenho original da Igreja arquitetada por nosso Senhor Jesus Cristo. Aprender nosso passado nos ajuda a entender nosso estado presente e, assim, discernir nosso futuro como Igreja”. O editor mora em Wasginton/DC.
Blog Igreja Orgânica: blog sobre temas diversos a respeito da vida da igreja. O editor é de Fortaleza/CE
Igreja em Santo Antônio do Monte/MG: blog sobre questões atuais do viver cristãos. É mantido por irmãos de Minas Gerais, da cidade de Santa Antônio do Monte.
Irmãos em Cristo em Itajaí/SC: somos um grupo de pessoas que amando a Deus e uns aos outros decidiu se reunir semanalmente na cidade de Itajaí-SC. Nossos encontros acontecem nas casas ou em outros ambientes informais. Primamos pela alegria e informalidade, aspectos próprios do viver comunitário e daquela expressão viva da igreja do primeiro século. Contato: igrejaorganica@gmail.com Telefone: (47) 9609-0366
Um Novo Odre: Realizamos reuniões nos lares como auxílio à prática da vida cristã, o mesmo costume observado nos cristãos primitivos antes dos templos instituídos pelo Imperador Constantino. Absorvidos pelo cristianismo, os templos de Constantino perpetuaram a ideia de templo como lugar obrigatório para a realização de reuniões cristãs. Porém, nossa proposta busca restaurar a dignidade da família – “célula-mãe” da sociedade – priorizando o trabalho de formação espiritual de “homens novos para um mundo novo” encontrado em Deus. E-mail de contato: simple.church.brazil@gmail.com

Rádio Adoradores Livres: rádio livre para irmãos livres

Livros

  Vivenciando uma Igreja Orgânica

  Foi recentemente lançado o livro VIVENCIADO UMA IGREJA ORGÂNICA, de Frank Viola, pela Editora Palavra. O livro não está listado em sites, sendo que a única forma de aquisição à distância é através do telefone da Editora (61 3213-6999, 61 3213-6858, e-mail: varejo@mwdistribuidora.com, site: https://palavravirtual.com/detalhes.php?id=178). Nesse livro, considerando que a igreja é um organismo vivo e não uma organização, Viola, com base em exemplos vividos na caminhada cristã, analisa desde a plantação da igreja, em relação à pessoa do obreiro, passando por uma seção de Perguntas & Respostas, passos práticos para começar a viver a vida da igreja, chegando até às questões do desenvolvimento de uma igreja, os estágios de crescimento, as “doenças” que podem ocorrer, até à conclusão A JORNADA À FRENTE.  Um excelente livro para quem quer viver ou já está vivendo a vida da igreja. Leia trechos de livros em: http://igrejanoslares.com.br/category/noticias/category/livros/ Veja lista de indicação de livros em: http://igrejanoslares.com.br/category/noticias/auxilio/livros/ Indique um livro para ser publicado neste espaço. Mande um e-mail para: igreja@igrejanoslares.com.br

Perguntas & Respostas

 Apesar de as igrejas nos lares serem livres institucionalmente falando, gostaria de saber se existe alguma associação, convenção, enfim, algo que reúna as idéias das igrejas nos lares visando troca de experiências? Agradeço, MÁRCIO (Clique aqui)