HORA DA FAXINA

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Jesus, porém, conhecendo a sua malícia, disse: Por que me experimentais, hipócritas? (Mt 22:18) Toda a amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfêmia e toda a malícia sejam tiradas dentre vós (Efésios 4:31) E o Senhor lhe disse: Agora vós, os fariseus, limpais o exterior do copo e do prato; mas o vosso interior está cheio de rapina e maldade (Lucas 11:39) Por isso, rejeitando toda a imundícia e superfluidade de malícia, recebei com mansidão a palavra em vós enxertada, a qual pode salvar as vossas almas (Tiago 1:21) Como livres, e não tendo a liberdade por cobertura da malícia, mas como servos de Deus (1 Pedro 2:16) Irmãos, não sejais meninos no entendimento, mas sede meninos na malícia, e adultos no entendimento (1 Coríntios 14:20) Disse: O filho do diabo, cheio de todo o engano e de toda a malícia, inimigo de toda a justiça, não cessarás de perturbar os retos caminhos do Senhor? (Atos 13:10) Porque serei misericordioso para com suas iniqüidades, E de seus pecados e de suas prevaricações não me lembrarei mais (Hb 8:12) É impressionante a quantidade de lixo que existe no interior do ser humano. Na realidade, parece mais tratar-se de uma usina de lixo que não somente produz lixo, mas também que o transforma na mais variadas facetas resguardando a mesma essência. Conosco, filhos de Deus, não seria diferente? Mas como alguém que nasceu de novo, foi lavado no sangue do cordeiro, ainda está guardando ou produzindo lixo no seu interior? A fábrica não deveria ter sido fechada? Como é possível? Acho que mais cedo ou mais tarde cada um de nós vai passar pela dolorosa experiência de notar que a antiga fábrica de lixo reabriu as portas e está produzindo a todo vapor. Por quê? Qual o motor que faz com que a fábrica continue funcionando? Dos versículos acima, existe um elemento que praticamente aparece em todas essas referências: a malícia. Seria ela a responsável pela manutenção da fábrica de lixo? Os mais ortodoxos vão dizer: – não, irmão, a fábrica na verdade é a carne e ela já foi crucificada com Cristo. Cabe a nós, pelo Espírito, aplicar esse fato à nossa vida. Muito bom e muito bíblico – só há um porém: não funciona. Eu posso ficar repetindo para mim mesmo: eu creio que a carne foi crucificada… mil vez no dia. Posso tentar me considerar crucificado o dia inteiro, mas no final, terei de admitir que a fábrica ainda está lá…e em perfeito funcionamento. Qual seria a solução? Penso que esse assunto deva ser solenemente tratado diante de Deus. Somente Ele poderá desativar a fábrica de lixo em nós. De fato, tudo isso já foi resolvido na cruz, mas porque o remédio parece não funcionar? Será a dosagem? Será uma resistência do nosso “organismo espiritual”? Tenho sofrido e meditado nessas questões e, particularmente, acredito que o elemento da malícia está profundamente relacionado ao problema e também à solução. A malícia é um sentimento que sempre pensa o pior dos outros e, na origem, pensa o pior de nós mesmos. Se não podemos vencer, os outros também não podem. Se eu não consigo, os outros também não conseguem. A malícia sempre toma como base o fracasso do “eu” para projetar o fracasso do “próximo”. Por isso, é interessante notar que tanto nossa visão própria do “eu” como a visão do “próximo” precisam ser resolvidas à luz de Deus. A final quem sou “eu”? O que eu penso de mim mesmo? Minhas conclusões a respeito de mim mesmo são dignas de confiança? Quem pode me definir e me julgar? Quem pode me absolver? Oh, amados, só Deus, o Eterno Criador pode nos definir, só Ele pode nos julgar. O que Deus pensa de nós? Nas Escrituras, podemos notar que há algo em nós que Deus ama e que Ele próprio criou a Sua imagem; mas também vemos algo em nós que Deus odeia e não tem nada ver com Ele. Quando tenho comunhão com o Pai sinto-me tão miserável e, ao mesmo tempo, tão amado. Tão miserável quando olho para mim, para meus conceitos, para minha arrogância, para minhas misérias, e tão amável quando olho para o Senhor. Que fazer? O Novo Testamento traz uma série de ensinos a esse respeito, mas poderiam ser resumidos em: apresente o lixo a Deus e, após Seu julgamento, jogue fora! Limpe o túmulo, limpe o prato, despoje-se do velho homem, lance fora o fermento da maldade e da malícia, rejeite, não aceite, não dê espaço… Sim, em todos esses casos há necessidade de uma atitude nossa: eu, através da minha vontade, apresento tanto a fábrica de lixo, como os produtos produzidos por ela, diante de Deus – Ele como fogo consumidor os julga – e eu os lanço fora da minha minha. A partir daí a fábrica é fechada e o lixo é consumido e se inicia um novo processo de restauração onde amor, misericórdia e paz começam a ser gerados em nós. Isso é restauração! A teologia tradicional incutiu nos filhos de Deus que nossa parte é somente crer que Deus, mediante a graça que está em Cristo, fará todo o resto. A fé seria o “botão” que dá início ao processo. Isso é apenas uma parte da verdade. Esse processo passa necessariamente pelo exercício das minhas faculdades, isto é , da minha vontade: Mas o mantimento sólido é para os perfeitos, os quais, em razão do costume, têm os sentidos exercitados para discernir tanto o bem como o mal (Hebreus 5:14) O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso praticai; e o Deus de paz será convosco (Fp 4:9) A graça só pode se manifestar após a participação da vontade humana. Isso serve para o novo nascimento, mas também para toda a caminhada cristã. A teologia tradicional tem sido mal utilizada no sentido de anular a vontade humana, para tentar fugir do conceito de lei, e assim valorizar a graça. Por outro lado, os irmãos que estão na liberdade também tem procurado fugir de tudo aquilo que possa se referir à disciplina e aplicação da vontade humana por ver nessas coisas uma semente da religião. O problema: muitos versículos e realidades espirituais deixam de “funcionar”. Está escrito, mas não “funciona” em mim. Por esse motivo, muitos tem abandonado a fé ou tem simulado uma espiritualidade que não existe. Amados, se nossa vontade não for exercitada, se não reunirmos toda nossa diligência (2 Pe 1:5), se não formos disciplinados com relação às coisas de Deus, a graça não terá espaço para atuar em nós: E nós, cooperando também com ele, vos exortamos a que não recebais a graça de Deus em vão (2 Co 6:1) Mas pela graça de Deus sou o que sou; e a sua graça para comigo não foi vã, antes trabalhei muito mais do que todos eles; todavia não eu, mas a graça de Deus, que está comigo (1 Co 15:10) Porque se introduziram alguns, que já antes estavam escritos para este mesmo juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de Deus, e negam a Deus, único dominador e Senhor nosso, Jesus Cristo (Jd 1:4) Sim, amados, precisamos lembrar onde caímos e voltar a “prática” (e não à teoria) das primeiras obras (Ap 2:5) Sim, precisamos voltar a ter um horário definido para oração; sim, precisamos ter um horário para leitura, meditação e estudo da Palavra; sim, precisamos ter horários para reuniões; sim, precisamos de foco para as comunhões … Isso não é lei ou religião, isso é, apenas um caminho para a graça. Após dar esses passos de fé, veremos a graça se manifestar, não somente fechando a fábrica de lixo do nosso coração, mas produzindo em nós um caráter de homens e mulheres de Deus que querem o Reino de Deus nesta terra. É experimentar e conferir. Uma semana abençoada a todos!

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