Liberdade e Pecado

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A verdadeira liberdade é ter possibilidade de pecar, mas não fazê-lo simplesmente porque “isso não combina com você”. Viver uma vida de pecado não é a única decisão possível. Nascer pecador, sim, é algo involuntário, mas viver pecando é uma opção. A vontade humana decide pecar ou não pecar e, naquilo que lhe for impossível, ela pode se unir à vontade do Espírito de Cristo, pois todos nós pecadores temos uma maravilhosa promessa: “se o filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo 8:36). Entretanto, há uma condição para essa libertação completa: permanecer na Palavra de Cristo (Jo 8:31-32). A Palavra de Cristo, nos quatro Evangelhos, possui dois principais elementos constantes: apresentar a verdadeira natureza humana e apresentar a verdadeira natureza de Deus. Quase todo o falar de Jesus se desenrola nessa direção. Quando o Senhor fala com você, Ele está dando a você a Palavra dEle – se você a obedecer, essa Palavra vai frutificar e seu fruto redundará em libertação. Um espírito fraco, indolente, inerte, falso, auto-destrutivo ou auto-suficiente dificilmente vai querer ouvir a Palavra de Cristo e, se ouvir, dificilmente vai querer obedecê-la. Por isso, o primeiro passo rumo à libertação é reconhecer quem você é; é saber o que combina com você e o que não combina; é identificar sua essência, seu espírito, seu verdadeiro “eu”. Se você não consegue dar esse primeiro passo sozinho, peça a Deus que o ilumine, considere o que seus entes queridos dizem a seu respeito, mas principalmente procure entender o que Deus pensa a seu respeito. Faça como Davi e considere sua história de vida seriamente, desde seu nascimento até hoje (Salmo 119); após isso, você necessita se livrar de toda aparência, hipocrisia, mentira e falsidade; demita o ator que há em você; jogue fora as máscaras de ocasião; abande a mania de agradar a todos; rasgue os roteiros pré-fabricados; quando você for você mesmo, poderá ouvir a Cristo e terá uma vontade livre, a verdadeira vontade de alguém que não precisa ser quem de fato não é – através dessa vontade livre, você poderá se unir à vontade dEle: o resultado será uma vida de liberdade, a verdadeira liberdade! Quando você for verdadeiro com você mesmo, você estará dando o primeiro passo para a liberdade . Jamais se esqueça disso!

“O completo arrependimento é quando nos encontramos exatamente na mesma situação de quando cometemos um pecado, mas dessa vez não o repetimos. Todos os fatores são os mesmos exceto um — nossa decisão” (Maimônides, Beit Chabad)

10) As igrejas que estão nas casas possuem níveis diferentes de maturidade?

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A nossa experiência de igreja depende da nossa experiência de Cristo. Quanto mais experimentamos Cristo, mais experimentaremos a realidade da igreja verdadeira, porque a Cabeça e o Corpo são um. Se em um grupo houver várias pessoas que experimentam mais Cristo, certamente esse grupo expressará mais os atributos de Cristo. Isso significa que haverá grupos mais próximos do ideal da Palavra e outros mais distantes, mas todos estamos no mesmo caminho; todos nós humildemente estamos em direção ao Reino, em meios a todas as adversidades que sobrevém a todos os filhos de Deus na face da Terra.

Alguns irmãos começam a se reunirem nos lares carregados de expectativas. Eles esperam finalmente encontrar um grupo perfeito. Entretanto, não podemos nos esquecer que, se encontrássemos um grupo perfeito, esse grupo talvez não aceitasse nossas muitas imperfeições. É bom não criar expectativas e viver apenas pela fé no que o Senhor lhe falar ao coração e nas promessas da Sua Palavra santa. Se você quiser que o grupo com o qual reúne esteja cheio de Cristo então, quem sabe, não é o momento de você primeiramente estar mais cheio de Cristo? Dê o exemplo e, por seu exemplo, influencie os irmãos positivamente, mas não espere resultados imediatos.

Estamos em um processo muito doloroso de abandonar a religiosidade e velhos conceitos que nos aprisionaram em um viver religioso de falar muito e pouco viver. Por isso, haverá barulho, poeira e até um pouco de confusão nos primeiros anos da vida da igreja. Precisamos entender esse processo. Nosso maior sonho é que pudéssemos apertar um botão e uma uma igreja perfeita caísse na nossa sala, com irmãos perfeitos e maravilhosos, sorrindo e nos ajudando em todas nossas dificuldades. Não é assim que as coisas funcionam. A igreja é um organismo vivo. Trata-se, portanto, de uma questão de vida e, como no caso de uma lavoura, exige-se cuidado, dedicação, paciência e tempo. Precisamos regar nossos relacionamos, adubar com bons nutrientes, produzir amizades saudáveis e arrancar as ervas daninhas que eventualmente possam aparecer. Assim como um edifício em fase inicial, o início da vida da igreja normalmente não é algo belo, pode até mesmo ser barulhento e bagunçado. Normalmente, existe uma fase de empolgação inicial e, depois, vem uma fase de arrancar as pedras do nosso interior, voltar a prática das primeiras obras (oração, leitura da Palavra, jejum etc.). Às vezes, alguns irmãos nos abandonam porque “não era bem isso que eles queriam“. Não os julgue. Não espere retorno. Faças as coisas para o Senhor somente e não para os homens. Algumas vezes, também há uma fase de deserto, onde toda aquela exuberância de vida e empolgação vai embora. As revelações passam a ser menos frequentes. Nesse momento, Deus nos ajudará a lançar nossas raízes mais fundo em direção aos mananciais escondidos. Já não vamos ter tantas coisas para fazer ou tantos compromissos. Vamos ser chamados para experimentar versículos como Jeremias 17:7-8 – Bendito o homem que confia no SENHOR, e cuja confiança é o SENHOR. Porque será como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro, e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e no ano de sequidão não se afadiga, nem deixa de dar fruto. Graças a Deus que, assim como as fases da Lua ou as estações do ano, as fases da igreja também são dinâmicas. A fase de maturidade costuma demorar para vir, mas creia, ela virá. Quando houver um fundamento sólido em nossas vidas (isto é, quando começarmos a praticar o que falamos – veja Lc 6:47-48), Deus enviará mais pessoas. Não desanime. Às vezes, duvidamos até mesmo que essa obra será concluída. Precisamos por isso, de vez em quando, olhar para a planta nas mãos do Arquiteto. Ele sabe que vai concluir Sua obra (Fp 1:6).

Seja qual for a fase pela qual estejamos passando, não podemos nos esquecer que nascemos nesta Terra com um objetivo. Não viemos aqui apenas para ter uma boa vida e depois partir. Quando nos unimos ao Senhor também nos unimos ao Seu ministério de edificar o Corpo de Cristo. Não somos apenas ouvintes (Tg 1:22; 1 Jo 3:18). Não estamos na vida da igreja para analisar grupos e pessoas, como pesquisadores dissecando um cadáver. Estamos aqui para trabalhar (Jo 20:21). A ceara é grande e poucos são os ceifeiros. É hora de arregaçar as mangas e ouvir nosso Mestre: - Senhor Jesus, que queres que eu faça hoje, neste exato momento? Pode ser orar, louvar, visitar alguém ou até mesmo ficar aos seus pés quieto, ouvindo-O. No sistema religioso, nos acostumávamos a aguardar que os lideremos falassem com Deus e depois nos repassassem as orientações devidas, como Moisés fazia com o povo de Israel. Essa Aliança passou. Isso acabou. Precisamos reaprender a ouvir a Jesus e a Ele somente (leia Lucas 9:35 e 1 Jo 2:27). Quando esses fundamentos estiverem prontos, poderemos avançar para os demais estágios desse grande edifício de Deus: a igreja. Enquanto a maturidade não chega, vamos aproveitar bem a infância, a adolescência e a juventude da igreja na qual o Senhor nos plantou. Lembre-se: plante sempre, regue sempre, e se alegre sempre, pois o crescimento virá, sempre, de Deus! (1 Co 3:6).

9) As igrejas que estão nas casas possuem um padrão, regra de fé ou princípios com os quais todos concordam?

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As igrejas que estão nas casas não possuem um padrão doutrinário ou uma prática homogênea. Nas coisas essenciais, todos nós temos as mesmas crenças, mas nas coisas não-essenciais, nos permitimos cada um entender da forma como alcançamos (Rm 14; Fp 3:15). Em assuntos como ceia, batismo, uso do véu, línguas, tipos de reuniões e frequência, há um espectro que vai desde a observância literal dos versículos bíblicos respectivos até os que acreditam que tais coisas são puramente espirituais, devendo ser discernidas espiritualmente em cada caso concreto.

Além disso e infelizmente, há grupos que se reúnem em torno de crenças comuns, formando inconscientemente como que “tribos“. Isso empobrece nossa a experiência do Corpo, mas é algo extremamente difícil de evitar.

Na prática, muitos grupos que estão nas casas podem ser identificados como:

a) grupos fundamentalistas – vivem em torno de interpretações Bíblicas e estudos bíblicos;

b) grupos pragmáticos – vivem em torno de resultados concretos e obras; e

c) grupos pentecostais – vivem em torno de manifestações sobrenaturais.

Esses grupos geralmente são formados por pessoas que têm os dons voltados para essas áreas, ou talvez o líder tenha um dom proeminente que, inconscientemente, acabou influenciando os demais. Infelizmente, pessoas de um grupo não conseguem interagir com pessoas de outro grupo, por problemas de comunicação na maioria dos casos. Embora, o Corpo de Cristo envolva todas essas experiências (Palavra, obras e manifestações de poder), o Corpo não é nenhuma delas. O Corpo é o somatório delas e muito mais… O ideal seria que os grupos não acatassem esses rótulos e estimulassem os diferentes dons dos irmãos, abandonando preconceitos, a fim de que, com o auxílio de toda junta, o Corpo fosse edificado, na multiforme sabedoria de Deus. Se não conseguirmos passar por esse teste, é possível que fiquemos bem aquém do que diz a Palavra de Deus e surja alguma frustração. Além disso, gravitar em torno de práticas ou doutrinas, certamente produzirá divisões no Corpo, criando-se partidarismo do tipo: aqui todos nós pensamos desta forma (aliás, esse é o mesmo caminho das instituições). Esse é um perigo real e precisamos estar sempre atentos, com os corações abertos para receber os dons diferentes dos nossos, por que, a edificação sempre vem por complementação e não por exclusão. Uma igreja sadia possui os mais diferentes dons para as mais diferentes necessidades. Uma igreja doente não aceita a diversidade e procura abafar os dons que não compreende.

Precisamos uma vez por todas entender que nosso grupo, isto é, os irmãos com quem temos mais comunhão, não terá todos os dons necessários para a edificação. Por isso, precisamos de todo o Corpo de Cristo – por isso precisamos uns dos outros, mesmo que não concordemos com alguns pontos de vista.

Havendo até mesmo profecias, elas passarão, mas o amor jamais passará (1 Co 13:8). Se o ponto de vista é mais importante que o irmão, então certamente já perdemos o amor há muito tempo e não sabemos… e quem perdeu o amor, também perdeu contato com Deus por que Deus é amor (1 Jo 4:8,16). Se existe um padrão, princípio ou regra de fé que nos una que seja o amor.

Isso de maneira de nenhum significa que não vamos expor nossos pontos de vista. Precisamos falar o que pensamos. Precisamos dar a razão da nossa fé. No sistema religioso, éramos proibidos de pensar ou externar nosso pensamento. Na vida da igreja, expor essas coisas é essencial para uma vida saudável. Falar o que pensamos sem medo é a nossa proteção. Agora, expor é uma coisa; tentar convencer à força os irmãos é outra bem diferente. De preferência, o ideal é, ao invés de expor doutrinas, expor nossas experiências com a Palavra de Deus para que a experiência seja o veículo que irá conduzir a Palavra. Primeiramente os discípulos viveram com Cristo e experimentaram Cristo no seu dia-a-dia, depois eles expuseram seu testemunho a respeito daquilo que ouviram e viram (At 4:20; 1 Jo 1:1-3). Por fim, a experiência deles com Cristo tornou-se as Escrituras Sagradas. Permita que sua experiência com Cristo torna-se o falar de Cristo aos irmãos. Isso será muito mais efetivo do que tentar convencer os irmãos que você está certo e eles, errados.

Amar os irmãos também é ajudar os que estejam equivocados com suas práticas ou até mesmos estejam vivendo em pecado deliberado. Quem ama, exorta! Mas que se exorte com todo o amor e misericórdia que procedem de Deus, baseando-se sempre em fatos concretos e não em discussões de palavra, nem muito menos em suposições. O que não podemos é nos dividir por questões puramente doutrinárias. Se devemos amor nossos inimigos, o que fazer então com nossos irmãos? (Mt 5:44).

Acerca desse assunto, seria muito interessante a leitura do livro REVISA-NOS NOVAMENTE do irmão Frank Viola.

8) Nosso objetivo é voltar a viver a vida da igreja como era a igreja primitiva?

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Precisamos tomar cuidado ao copiar modelos. A igreja primitiva era muito complexa, dependendo do momento e do local. A igreja em Jerusalém no início de Atos está de um jeito, já no final está de outro. Além disso, em Jerusalém havia algumas características enquanto a igreja em Corinto possuía outras características. Enquanto uns irmãos ainda guardavam alguns rituais outros não tinham nenhum problema com eles. Seria interessante ler atentamente Atos cap. 15 e 21, o cap. 14 de Romanos e Gálatas cap. 2. O ideal é meditar nesses três livros, para tentar remontar o quebra-cabeças do que foi a “igreja primitiva”. Fazendo uma leitura reversa, isto é, tomando os versículos como respostas a questões concretas, isto é, problemas reais, é possível entender como viviam os irmãos e com quais problemas eles se deparavam. Pode-se perceber que houve um bom início e, com o passar das décadas, houve um declínio. Esse declínio fica claro quando se lê 2 Timóteo, 2 Pedro, Judas e Hebreus. As advertências que são dadas nessas epístolas, como se pode ver no contexto, não são dirigidas a incrédulos, mas a irmãos (ou possivelmente irmãos) que viviam como incrédulos – uma situação bem próxima ao que o Senhor Jesus alertou acerca de joio e trigo crescerem juntos. Uma coisa é certa, jamais vamos conseguir voltar para a igreja chamada igreja primitiva. O tempo passou. As pessoas passaram. Os apóstolos e testemunhas oculares morreram. Uma geração não conseguiu trasmitir tudo o que deveria ou podia para a geração seguinte. O elo se quebrou. Entretanto, o Espírito Santo continua sendo o mesmo. Deus não mudou e não mudará. Se conseguirmos perceber os princípios que moveram aqueles irmãos e irmãs, poderemos mergulhar no mesmo rio de vida em que eles viveram e que hoje está passando por todas as cidades da Terra (Ez 47:9). Acerca de modelos, sugiro a leitura do seguinte texto: http://setecandelabros.blogspot.com.br/2009/01/o-modelo-perfeito.html

África Livre

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Diversos grupos de irmãos na África tem sido libertos do sistema religioso. Alguns deles estão em uma fase de transição, para retomarem suas responsabilidades sociais, por terem deixado seus empregos para servir a Deus, porém com alguma relação ministerialista.

Existe portanto a necessidade de uma ajuda temporária para recolocação profissional, a fim de que nossos irmãos possam caminhar de forma digna, servindo adequadamente aos santos e suas famílias, sem se tornarem dependentes de ofertas de assembléias ou qualquer ministério particular.

Os irmãos que desejarem conhecer mais detalhes da obra livre na África, fora da religião institucional, favor encaminhar e-mail para freedom.for.africa@gmail.com.

Os que desejarem ofertar, a fim de cooperar com o evangelho e com a ressocialização destes obreiros, podem fazê-lo na conta:

Conta Bancária para Obra na África (aos cuidados dos irmãos em BH):

Banco Bradesco

Agência: 2268-3

C/C: 19206-6

ASSOCIACAO PARA COMUNHAO E SERVICO

CNPJ – 04.228.244/0001-87

Contamos com a oração dos irmãos por esse Continente.

O que conta?

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Não é o que os outros pensam de você que conta… Não é o que o Adversário pensa de você que conta… Não é nem o que você pensa de você que conta… Só o que conta é o que Deus pensa de você! Ele te ama e te resgatou, mergulhando sua vida na Vida dEle. Para tanto, Ele libertou você de si próprio, encravando sua velha natureza na Cruz. Por fim, você ressuscitou com Cristo, pelo poder do Espírito, e agora está no Pai e no Filho, eternamente. É isso que Deus pensa de você. Pense nisso, ao menos um pouquinho, todos os dias

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Que é o homem para que dele Te lembres?

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Entender nossa constituição: o velho homem, o novo homem e a minha consciência criada por Deus com o poder de escolher e migrar tanto para um como para outro, conforme o exercício da vontade – está no cerne do Evangelho: na aceitação do amor de Deus, na aceitação da cruz, na obediência ao Pai e no amor ao próximo.

A NOVA RELIGIÃO

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Está surgindo uma nova religião. Não satisfeitos com a grande oferta no mercado, alguns cristãos estão criando uma nova religião: a “Religião Antireligiosa”. Essa religião pode ser identificada mais ou menos da seguinte forma:

- Vamos nos reunir todos os sábados?

- Não pode, é religião!

- Vamos ler sequencialmente um livro da Bíblia?

- Não pode, é religião!

- Vamos marcar uma reunião de oração semanal?

- Não pode, é religião!

- Não seria interessante ter um horário diário para ler a Bíblia e orar?

- Não pode, é religião!

- Vamos isso, vamos aquilo?

- Não pode, é religião!

Fico pensando: essas pessoas “antireligiosas” devem ter vidas exemplares; seus filhos devem ser tementes a Deus; o Evangelho pregado por elas devem ser irresistível; seu testemunho de vida deve ser exemplar… Elas devem orar incessantemente, meditando na Palavra de Deus a todo momento, devem viver 24 horas no espírito (até sonham com as coisas de Deus), devem estar sempre em comunhão com os filhos de Deus, e devem ser praticamente um testemunho vivo e um milagre ambulante.

Bem, não conheci ainda esses seres angelicais. Tenho, contudo, conhecido muitas pessoas como eu próprio, falhas, incompletas, a fotografia do “maltrapilho”, um poço de necessidades, carentes de misericórdia e compaixão, que necessitam a todo instante voltarem para o alvo, que não tem nenhum problema em estar juntos e marcar “coisas” como desculpa para se ajuntarem, sem qualquer pudor antireligioso, que apreciam um bom vinho (apesar de eu não beber por decisão própria), boa comida, uma boa conversa produtiva e que não aguentam ouvir retórica vazia ou filosofia cristã travestida de “revelação celestial”, mas que também não tem problema para pegar as chaves do carro e fazer uma visita surpresa, assim como para orar por necessidades, pegar o telefone e ligar para a primeira pessoa que lhe vem a mente, sentindo os problemas alheios como se fossem nossos próprios.

Se ter dias e horários para reunir é religião, sim, sou religioso, graças a Deus;

Se ter foco nas comunhões é religião, sim, sou religioso;

Se planejar algo para estarmos juntos é religião, sim, sou religioso.

Se procurar juntar as famílias para nos divertirmos e celebrarmos o maravilhoso dom da Vida é religião, sim, somos religiosos.

Os antireligiosos que me perdoem, mas infelizmente tenho visto o fim das pessoas e das famílias que professam a antireligião e não quero esse destino pra mim ou para minha família. Entre a antireligião que conduz à perdição e confusão e minha “religiãozinha meia-boca em constante reconstrução”, fico com esta, até quando meu Senhor me orientar ao contrário ou quando meus irmãos me ajudarem ver outras perspectivas REAIS e não fruto da imaginação filosófica pseudo-espiritual, digna do reino idealista platônico-cristão do século XXI, onde o importante é o QUE DEVERIA SER e não o QUE É.

O que os antireligiosos devem querer de fato é intimidade SEM compromisso, isto é, prostituição espiritual.

“Se, pois, estais mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos carregam ainda de ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como: Não toques, não proves, não manuseies? As quais coisas todas perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrinas dos homens; As quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade, e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum senão para a satisfação da carne” (Cl 2:20-23)

“A árvore se conhece pelos frutos” (Jesus Cristo dando uma “dica” de como não ser enganado)

Cristo ou “Coisas” Cristãs?

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Toda comunhão particular gira em torno de um centro particular e todo centro particular irá produzir espontaneamente uma comunhão particular.

Se nossa comunhão não estiver centrada única e exclusivamente em Cristo, automaticamente estará criada uma facção que excluirá todos os demais filhos de Deus. Essa é a triste história das divisões do Corpo de Cristo há dois mil anos… O mais complexo é que os outros centros não são necessariamente carnais, pagãos ou financeiros, podem muito bem ser “coisas cristãs” ou até mesmo “verdades cristãs”, mas mesmo assim não são Cristo. Por outro lado, quando um grupo de pessoas decidem focar sua comunhão na pessoa de Cristo, elas acabam se tornam mais e mais próximas umas das outras, produzindo comunhão e edificação.

A decisão mais difícil para um cristão e que todo cristão um dia vai se deparar é escolher entre as “coisas” de Cristo e o próprio Cristo. A atitude que tomarmos definirá nossa posição e situação na eternidade: se em Cristo ou “próximos” de Cristo.

“Pai, aqueles que me deste quero que, onde eu estiver, também eles estejam comigo, para que vejam a minha glória que me deste; porque tu me amaste antes da fundação do mundo” (João 17:24)

Estratégias de Manipulação

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De acordo com Noam Chomsky há “10 estratégias de manipulação” usadas com o auxílio da mídia:

1- A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO

Manter a atenção longe dos verdadeiros problemas, da raiz ou origem deles.

2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES

Utilizar metas bíblicas como Evangelizar o Mundo (ou a sua cidade ou bairro), Trazer o Reino de Deus, Construir um Templo etc. Quando esses “problemas” surgem, sugere-se então a solução: dinheiro e mão de obra, geralmente fazendo o fiel crer que assim ele estará ajudando a Deus ou tornando-se um  cristão especial ou vencedor.

3- A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO

Fazer concessões não bíblicas aos poucos, distanciando-se gradativamente do alvo inicial e da revelação inicial, fazendo crer que Deus é dinâmico e que Sua revelação prossegue, anulando assim a própria Palavra de Deus.

4- A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO

“Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que ‘tudo irá melhorar amanhã’ e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a ideia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.”

5- DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE

Incentivar os irmãos que se tornem tolos e infantis (no sentido de “alienados” aos fatos) para depois se tornarem sábios, invertendo falsamente o sentido de 1 Co 3:18 e 2 Co 11:3. O questionamento, a busca pessoal e a pesquisa são totalmente proibidos ou desincentivados. Em termos de pregação, costuma-se utilizar quase que exclusivamente textos e alegorias da Primeira Aliança (Velho Testamento), quase nunca abordando as Palavras de Jesus ou Epístolas como Efésios, Felipenses e Colossenses.

6- UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO

” Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos”

7- MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE

Decorrência do item 5 acima. Quando alguém questiona ou resolve investigar uma determinada situação ou doutrina no meio do grupo e se aproxima da verdade, essa pessoa é severamente criticada, punida ou expulsa do grupo. O melhor cristão para esse grupo é aquele que não questiona, que obedece sem pensar, que oferta fartamente, que trabalha arduamente, que abandonou estudos, família ou carreira em prol do grupo, que não pesquisa ou estuda, nem se comunica com pessoas de outros grupos em busca de outros pontos de vista ou outras interpretações possíveis, ou simplesmente para ter comunhão.

8- ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE

Decorrência do item anterior, mas, nesse caso, os líderes começam a “promover” a cargos mais elevados no grupo os mais alienados, ativos fisicamente (mas acomodados em relação ao Reino) e ambiciosos, como forma de dizer ao grupo que existe um novo padrão de cristão bem sucedido: o alienado, o tolo, o acomodado e o que facilmente pode ser manipulado. Geralmente o recém-promovido é muito complacente com desvios e com pecados que lhe chegam ao conhecimento, sob a fachada de ser piedoso, amável e de fazer tudo pela unidade do grupo, uma vez que o grupo é mais importante do que as pessoas que o compõe.

9- REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTOCULPABILIDADE

“Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços”. Para atingir esse objetivo, são usados textos bíblicos com acusações e condenações diretas ou indiretas, fazendo referência a metas inalcançáveis (as quais geralmente são aplicadas a casos especiais na Bíblia ou em circunstâncias fora de contexto). O cristão fisgado por essa estratégia sente-se culpado e com remorso, fazendo de tudo para libertar-se do sofrimento, o que implica mais ofertas e mais tempo para serviços não remunerados. O interessante nessa estratégia é que o líder ou aquele que propaga essas ideias está longe (ou muito longe) de viver aquilo que prega ao microfone. Veja Mt 23:4 e At 15:10. Os líderes quase nunca explicam aos membros que santidade e justiça se alcançam mediante atos de fé, através do andar diário, com pequenos gestos de piedade e mudança de caráter, como ler a Bíblia, orar ao levantar e deitar, meditar na Palavra, amar ao próximo e, principalmente, obedecer ao singelo falar do Espírito no seu coração.

10- CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM

Através de desculpas como “como está determinado irmão?”, o sistema coleta diversas informações acerca do cristão, inclusive partindo de membros de sua própria família. Os líderes geralmente delegam outros sub-líderes para participarem de reuniões caseiras (de oração, às vezes) para que, infiltrando-se no lar dos irmãos,  possam saber o que pensa e quais os problemas dos liderados. Também usa-se a estratégia de perguntar acerca de problemas com o fim de orar depois (a oração nunca vem de fato). Da mesma forma, através do sistema de pseudo-discipulado, é possível colher uma quantidade enorme de informações, especialmente informações pessoais, envolvendo casamento, área sexual, profissional, financeira e até pensamentos, tendências e intenções dos liderados. Através de todos esses recursos, o sistema cria uma poderosa ferramenta de informações que pode ser usada pelos líderes no púlpito ou em conversas pessoais e que, geralmente, são muito bem sucedidas no convencimento voltado para obtenção de mais ofertas, mais trabalho ou até para se “comprar” o silêncio diante de um escândalo envolvendo a liderança. O sistema assim passa a conhecer mais o indivíduo do que ele mesmo, sempre com o argumento subliminar eu também sei o que você fez ou pensa, gerando medo e insegurança nos liderados, até mesmo impedindo-os de abandonar o sistema.

Os títulos e os trechos entre aspas foram extraídos do site: http://libertesedosistema.blogspot.com.br/2011/05/como-midia-manipula-sociedade.html

Encontros

 Encontros, conferências e Reuniões*

Mande informações e convites dos encontros na sua cidade que publicaremos no site. Nosso e-mail é igreja@igrejanoslares.com.br

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 Novos sites e Blogs

 
- Pão e Vinho: “é um trabalho cristão, independente e  investigativo, cujo objetivo é vasculhar nossas raízes e entender melhor o desenho original da Igreja arquitetada por nosso Senhor Jesus Cristo. Aprender nosso passado nos ajuda a entender nosso estado presente e, assim, discernir nosso futuro como Igreja”. O editor mora em Wasginton/DC.
- Blog Igreja Orgânica: blog sobre temas diversos a respeito da vida da igreja. O editor é de Fortaleza/CE
- Igreja em Santo Antônio do Monte/MG: blog sobre questões atuais do viver cristãos. É mantido por irmãos de Minas Gerais, da cidade de Santa Antônio do Monte.
- Irmãos em Cristo em Itajaí/SC: somos um grupo de pessoas que amando a Deus e uns aos outros decidiu se reunir semanalmente na cidade de Itajaí-SC. Nossos encontros acontecem nas casas ou em outros ambientes informais. Primamos pela alegria e informalidade, aspectos próprios do viver comunitário e daquela expressão viva da igreja do primeiro século. Contato: igrejaorganica@gmail.com Telefone: (47) 9609-0366
 
- Um Novo Odre: Realizamos reuniões nos lares como auxílio à prática da vida cristã, o mesmo costume observado nos cristãos primitivos antes dos templos instituídos pelo Imperador Constantino. Absorvidos pelo cristianismo, os templos de Constantino perpetuaram a ideia de templo como lugar obrigatório para a realização de reuniões cristãs. Porém, nossa proposta busca restaurar a dignidade da família – “célula-mãe” da sociedade – priorizando o trabalho de formação espiritual de “homens novos para um mundo novo” encontrado em Deus. E-mail de contato: simple.church.brazil@gmail.com
 

Livros

  Vivenciando uma Igreja Orgânica

  Foi recentemente lançado o livro VIVENCIADO UMA IGREJA ORGÂNICA, de Frank Viola, pela Editora Palavra. O livro não está listado em sites, sendo que a única forma de aquisição à distância é através do telefone da Editora (61 3213-6999, 61 3213-6858, e-mail: varejo@mwdistribuidora.com, site: https://palavravirtual.com/detalhes.php?id=178). Nesse livro, considerando que a igreja é um organismo vivo e não uma organização, Viola, com base em exemplos vividos na caminhada cristã, analisa desde a plantação da igreja, em relação à pessoa do obreiro, passando por uma seção de Perguntas & Respostas, passos práticos para começar a viver a vida da igreja, chegando até às questões do desenvolvimento de uma igreja, os estágios de crescimento, as “doenças” que podem ocorrer, até à conclusão A JORNADA À FRENTE.  Um excelente livro para quem quer viver ou já está vivendo a vida da igreja. Leia trechos de livros em: http://igrejanoslares.com.br/category/noticias/category/livros/ Veja lista de indicação de livros em: http://igrejanoslares.com.br/category/noticias/auxilio/livros/ Indique um livro para ser publicado neste espaço. Mande um e-mail para: igreja@igrejanoslares.com.br

Perguntas & Respostas

 Apesar de as igrejas nos lares serem livres institucionalmente falando, gostaria de saber se existe alguma associação, convenção, enfim, algo que reúna as idéias das igrejas nos lares visando troca de experiências? Agradeço, MÁRCIO (Clique aqui)