Um Deus Grandioso e um Povo Medíocre

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Jesus, Alegria Dos Homens

Jesus continua sendo minha alegria,

O conforto e a seiva do meu coração

Jesus refreia a minha tristeza,

Ele é a força da minha vida

É o deleite e o sol dos meus olhos,

O tesouro e a grande felicidade da minha alma,

Por isso, eu não deixarei ir, Jesus

Do meu coração e da minha presença.

Johann Sebastian Bach

Outro dia, em comunhão com um irmão que é professor de Teatro, conversávamos sobre o o motivo de os cristãos geralmente terem um tremendo deficit artístico. Você vai a um livraria ou loja “cristã”, na ala dos presentes, e verá camisas com estampas feias, quadros igualmente feios, lembranças sofríveis…

Essas mesmas lembranças contudo tem sido usada para levar a mensagem do Evangelho…

Você já deve ter lido um (ou vários) folhetos evangelísticos. Normalmente são folhetos sem graça e, nos melhores, sua mensagem, na maioria dos casos, é a seguinte: inicia-se com um pequeno trecho acerca de um fato corriqueiro ou do tipo machete de jornal. Segue-se uma trecho mostrando que a vida humana sem Deus é vazia e sem sentido. Depois, tenta-se convencer o leitor que ele precisa desesperadamente de Deus senão vai para o inferno. No final, tem uma oraçãozinha de conversão e voilà: espera-se produzir mais um cristão para aumentar as fileiras do poderoso exército de Deus.

Folhetos como esses tem sido usados para levar a mensagem do Evangelho e muitas pessoas têm abraçado a fé… Fui outro dia a um culto e fiquei espantado. Havia uma mistura de show gospel de calouros, com estratégias de marketing agressivo. As letras das músicas também eram uma mistura de autoajuda com pensamento positivo, com uma profundidade de um pires.

Fico me perguntando: em que a religião tem transformado a grandiosa mensagem do Evangelho?!

Esperei então para que, durante o sermão, começasse o clímax. A metodologia era muito simples: umas piadinhas para deixar a plateia a vontade, depois uns elogios ao ímpeto dos membros que tinham conseguido comprar um prédio novo e estavam quase lotado a “igreja” de membros, membras e membrinhos (?). Tudo bem, isso acontece, mas o camarada vai abrir a Bíblia e as coisas vão melhorar… não, claro, o versículo estava fora do contexto e a coisa não melhorou. Pensei então que talvez fosse eu. Sou muito crítico, confesso, e geralmente o excesso de criticismo conduz ao ceticismos que fica a um passo da incredulidade… e obviamente não quero tornar-me incrédulo, não por medo do inferno, mas porque acho que ser incrédulo é muito chato, sim, não tem a menor graça. Não há nada que se compare à vida com Deus, aos altos (muito altos…) e baixos (muito baixos…), às reviravoltas, aos pequenos milagres diários, à esperança em meio ao desespero, à alegria em meio à tristeza e a essa coisa maluca chamada fé que faz com que, por pior que estejam as coisas, você extraia força e alegria onde somente há um deserto emocional em toda parte. É como um parto diário de realidade, em meio a dor (e muita dor, frise-se) da velha criação produzindo algo novo e misterioso, onde algo de nós morre e algo de novo nasce… Temas tão universais como andar pra frente e tão pouco explorados por aqueles que são um exemplo vivo dessa metamorfose misteriosa…

Acho que o milagre está justamente nisso: Deus usar os parcos recursos do homem para salvar, libertar e restaurar. Ele tem feito isso durante séculos. Eu fui salvo em um cenário desses…

A coisa se arrastou até um chamado para ir à frente. Bem, ninguém se converteu. Então foram chamados para ir à frente os que queriam um upgrade na vida cristã. Uns quatro se animaram. Foi feita uma oração poderosa e… estávamos chegando ao final, daí fomos nos dirigindo à saída. Ninguém nos cumprimentou, pois, afinal, éramos estranhos, apenas estranhos no meio de amigos de igreja. Quando estávamos chegando ao carro, um irmão foi correndo até nós e nos alcançou. Ele agradeceu de coração à nossa visita e nos convidou a voltar, o que dificilmente farei… mas um irmão me alcançou e isso fez toda a diferença. Isso é mais importante que tudo… um irmão me alcançou. Quando pensei que havíamos, como Corpo de Cristo, perdido a capacidade de surpreender, um irmão surpreendentemente me alcançou.

Lembrei que há muitos anos atrás, um outro irmão me alcançou e, com a intrepidez de um puddle, falou-me de Jesus e do seu imenso amor. Ele falava da sua vida cheia de coisas interessantes e de uns tais de “irmãos”. Ele falava de seus acampamentos e de suas aventuras… ele tinha um brilho nos olhos, um brilho que não é desta terra. Quando viajava de ônibus, dizia ele, gostava de ficar com a cabeça pra fora da janela, pra sentir o vento forte como se estivesse voando. Ele aprendera a tocar violão sozinho e depois conseguiu transpor as notas para o piano que, por fim, também aprendeu a tocar sozinho. Na escola militar, quando nos conhecemos, havia uma sala de TV, jogos e um piano de calda ao fundo. Ele então, de vez em quando, começava a tocar. A música enchia o ambiente e, de repente, estávamos todos em volta do piano. Ele era um cristão. Ele nos surpreendia. Ele participava de um grupo religioso não muito diferente do que eu visitei, mas isso, naqueles momentos próximos ao piano, na verdade, não importava muito, na verdade, não importava nada. Deus é maior que a religião do homem. Deus é maior que os cultos formatados. Deus é maior que os parcos recursos do homenzinho bem intencionado. Deus é maior que a música sem sentido. Deus é maior que tudo e, mesmo assim, resolveu se envolver conosco, tão miseráveis e medíocres e até, veja o absurdo, usar-nos… vasos tão frágeis e feios, para depositar o tesouro da fé, da Sua própria vida. Esse é o maior milagre de ser cristão.

Aquela corrida para nos alcançar após a reunião sofrida, fez toda a diferença e animou a minha fé. Aquele corridinha me fez lembrar que, em 2000 anos de história da igreja, sempre houve homens fracos que se atreveram a correr e alcançar outros homens fracos, fazendo com que a tocha da fé fosse transmitida de geração a geração.

E quanto a nós? Espero sinceramente que, nos últimos momentos desta corrida, eu tenha força dar uma corridinha, para passar a tocha adiante. Pra poder dizer para este mundo medíocre que há algo mais; que é possível colocar a cabeça pra fora do ônibus e sentir o vento forte nos dizendo que ainda estamos vivos; que os filhos de Deus podem ser criativos, muito criativos, podem produzir algo muito melhor que uma peça de louça mal acabada; que eles podem viver seus dons e surpreender a terra; que eles não precisam, não devem, nem tem motivos de copiar o que já nasceu falido, mas tem apenas um compromisso de vida com um Deus criativo e maravilhoso que entregou seu único filho, Jesus, para resgate de muitos… pra mostrar para o universo que do nada tudo pode surgir, que o impossível não existe, nessa formidável sucessão de novidades e surpresas diárias.

Você já deu sua “corridinha” hoje? Aproveite. Tem alguém esperando para ser surpreendido.

No próximo post, vamos comentar sobre dons. Por agora, um pouco de Handel. O ano? 1741: Clique aqui e aprecie: Aleluia, o Messias!

Pombas e Serpentes

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doves and snakesTemos solicitado aos irmãos que não forneçam telefones ou dados pessoais aqui no site, por questões de segurança e bom senso. No ambiente da internet, assim como em qualquer ambiente físico, não é seguro informar dados pessoais para desconhecidos e extremamente perigoso trazê-los para dentro de sua casa. Quem sabe você dá uma lida no livro da Ana Beatriz Barbosa Silva – Mentes Perigosas? Também estãos disponíveis os livros de:

Bíblica – Daynes e Fellowes: Como Identificar Um Psicopata – Cuidado! Ele Pode Estar Mais Perto do Que Você Imagina.

– Hare: Sem Consciência – o Mundo Perturbador Dos Psicopatas Que Vivem Entre Nós

– Janire: Predadores Humanos – o Obscuro Universo Dos Assassinos Em Série

– Marlowe – Arquivos Criminais – Demonstrações Assustadoras da Depravação Humana

Mesmo assim, quer contatar alguém ou ser contatado por alguém que se reúne nas casas? Você está disposto a assumir o risco?

Alguns irmãos tem adotado o seguinte costume antes de fornecer dados pessoais para estranhos:

1) troque emails

2) ofereça ou peça o perfil da pessoa nas redes sociais

3) converse on line

4) encontre-se em um local público como shoppings, cafés, praças…

5) questione a pessoa sobre experiências com Cristo, sobre referências de outros cristãos ou grupos cristãos, sobre suas crenças (pergunte se ela possui site ou blog onde tenha postado seus pontos de vista a respeito do Reino)…

6) nunca se encontre, visite ou seja visitado sozinho

7) procure perceber o espírito e a intenção da pessoa

8) ore, ore e depois ore mais um pouco

Antes, uma boa olhada no Didaquê (que, segundo alguns, remonta ao segundo século, antes de os cristãos possuírem templos físicos,) também pode ser útil:

1 Se vier alguém até você e ensinar tudo o que foi dito anteriormente, deve ser acolhido.

3 Já quanto aos apóstolos e profetas, faça conforme o princípio do Evangelho.

6 Ao partir, o apóstolo não deve levar nada a não ser o pão necessário para chegar ao lugar o­nde deve parar. Se pedir dinheiro é um falso profeta.

8 Nem todo aquele que fala inspirado é profeta, a não ser que viva como o Senhor. É desse modo que você reconhece o falso e o verdadeiro profeta.

9 Todo profeta que, sob inspiração, manda preparar a mesa não deve comer dela. Caso contrário, é um falso profeta.

10 Todo profeta que ensina a verdade mas não pratica o que ensina é um falso profeta.

12 Se alguém disser sob inspiração: “Dê-me dinheiro” ou qualquer outra coisa, não o escutem. Porém, se ele pedir para dar a outros necessitados, então ninguém o julgue.

Fonte: Didaque – http://www.monergismo.com/textos/credos/didaque.htm

Gostaria de chamar a atenção especial aos versos 8 e 10 – um verdadeiro profeta VIVE como Cristo viveu e pratica o que fala. Essa é a maior diferença entre o falso e o verdadeiro profeta.

Talvez você esteja pensando:

então é impossível contatar pessoas através da Internet.

Bem, pessoalmente já conheci irmãos via Internet – bons irmãos. Mas confesso que segui quase todos os passos acima. Inclusive, a pessoa que me cedeu o domínio “igreja nos lares” foi um conhecido da Internet. Após muita “comunhão a distância”, tivemos encontros pessoais e hoje somos bons amigos. Quando vou a sua cidade, em Brasília, costumo ficar em sua casa. Até tiramos férias juntos. A comunhão do Corpo de Cristo, entretanto, historicamente ocorre por indicação boca-a-boca – uma pessoa que visitou um grupo indica ou leva um visitante que, por sua vez, poderá indicar outro e outro sucessivamente, mas o padrão permanece: houve um primeiro contato pessoal, olho do olho, ou melhor, espírito no espírito (Rm 8:16). Temos, contudo, uma lista de irmãos que já tiveram contato pessoal (isto é, fisicamente) com diversos grupos espalhados pelo Brasil e que, nesse sentido, podem ser indicados. Por exemplo, um irmão de Curitiba, com a visão do Reino clara (e também com o discernimento necessário acerca do sistema religioso) mudou-se a serviço para lá e assim conheceu muitos grupos que estão na liberdade do Evangelho. Como conheço pessoalmente esse irmão (de inclusive receber-me para dormir em sua casa e recebê-lo na minha casa), quando alguém do site solicita contato em Curitiba, sinto-me confortável em passar o endereço dele, claro que com sua concordância. Nós ou outros irmãos com os quais nos relacionamos temos participado de grandes encontros em Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina, onde conhecemos pessoalmente irmãos de várias cidades do País e assim podemos indicar. Em todos os casos, inclusive quando já conhecemos os irmãos pessoalmente, sempre temos a orientação de alertar para o fato de que pessoas e grupos possuem níveis de maturidade diferentes na caminhada espiritual, decorrentes de níveis de experiência e profundidades também diversas – não havendo, portanto, um padrão doutrinário ou de práticas definido, como, geralmente, é proposto nos grupos institucionais. Na maioria dos casos, o viés do grupo decorre da origem das pessoas que o compõe (assunto já tratado no site – clique aqui). Por exemplo: grupos oriundos de meios pentecostais vão trazer consigo um viés pentecostal (línguas, dons espirituais, liberdade na adoração etc.); já grupos oriundos do catolicismo não terão muita abertura para a cultura e costumes evangélicos; grupos tradicionais terão um maior enfoque na leitura e interpretação da Bíblia (geralmente funcionam como grupos de estudo bíblico); outros grupos poderão ter outras ênfases (culturais, adoração, oração, musicais, sociais, pregação do Evangelho, ajuda aos necessitados etc.) e tudo isso ocorrerá, na maioria dos casos, de forma inconsciente. O visitante precisa saber disso quando faz ou recebe uma primeira visita. Ah, o grupo ideal ainda não foi identificado – muito provavelmente ainda esteja em construção. Quem sabe você pode ajudar a edificar um desses grupos?

Por fim, fica o alerta: o site não se responsabiliza pelas referências, indicações, nem muito menos as intenções dos visitantes que solicitem ou que ofereçam contatos nestas páginas. Sejamos simples como a pombas, mas prudentes como as serpentes (Mt 10:16).

Novos e Velhos

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novos e velhos Há boas organizações e estruturas; há organizações e estruturas deficientes e há organizações e estruturas muito ruins… Uma organização ou estrutura é dirigidas por homens e expressará inevitavelmente suas falhas e virtudes… Há algumas organizações e estruturas ligadas a igrejas e dirigidas por cristãos para fins também cristãos. Há algumas organizações ou estruturas que até são chamadas de igreja, mas, de fato e isso todo leitor da Bíblia necessita concordar, igreja são pessoas e não estruturas organizacionais. As estruturas, contudo, podem servir à igreja, tornando-se um meio para a pregação do evangelho, uma forma de alcançar os mais necessitados, um meio para prover saúde e educação de qualidade. A história é testemunha da utilidade de boas organizações. Entretanto, nunca (e nunca mesmo), as estruturas organizacionais ligadas à igreja deveriam se tornam um fim em si mesma, abandonando sua condição primordial de meio, de instrumento apenas, aliás, como todos nós que queremos ser instrumentos nas mãos de Deus. Quando isso ocorre, quando uma organização passa a ser mais importante que os filhos de Deus que dela se utilizam, quando uma organização começa a dispensar (ou até perseguir) os filhos de Deus por questões de mera opinião ou ponto de vista, então situações conflitantes começam a surgir, o foco inicial geralmente se perde e, conforme consta na parábola do grão de mostarda (Mt 13:31), a árvore cresce demais e muitas aves começam a encontrar ninhos nela… aves com boas intenções e aves com más intenções. Por esse e muitos outros motivos, muitos filhos de Deus tem se afastado de organizações “geneticamente modificadas” e iniciado pequenos grupos cristãos, também denominados igrejas orgânicas ou igrejas caseiras ou simplesmente igrejas…

Como em toda caminhada, a trajetória dos filhos de Deus que abandonam os vínculos com as organizações e estruturas também é composta de várias etapas ou, digamos, estações, paradas ou fases. Nesse processo, houve no passado uma tendência de desconstruir estruturas religiosas que não funcionavam ou funcionavam de forma muito deficiente. Essa tendência se expressava através de abandono de grupos, comentários depreciativos, críticas veladas e artigos na Internet e comentários em redes sociais… Já presenciamos até troca de acusações e ameaças que nem entre os incrédulos costuma se ver.

O tempo passou, a fase de empolgação dos grupos orgânicos chegou ao fim e alguns então se perguntaram: a final de contas, onde está o Reino?

Dizer o que está errado, qualquer pessoa de bom senso pode fazer. Explicar por que está errado, alguns bons observadores podem fazer; mas apresentar o Reino de Deus, quem pode fazer? Acho que muitos grupos caseiros e orgânicos estão nessa fase: sabemos o que não é, mas e o que é? Jogar fora algo sem colocar nada no lugar pode ser muito perigoso, por isso os filhos de Deus deveriam andar mediante uma revelação do Pai e não procurando desconstruir ou construir novos modelos que, na realidade, são apenas velhos modelos retocados…

Deus está fazendo algo muito grande nesta terra – ele está preparando uma noiva para o Seu filho. Particularmente não sei onde está essa noiva ou quem são, apesar de ter algumas boas desconfianças, mas uma coisa eu sei: os orgulhosos, os analistas, os presunçosos, os maliciosos, os arrogantes, os de coração duro, os que acham que são os melhores ou mais iluminados, aqueles que desprezam os irmãos e os que não amam o próximo, esses com certeza absoluta não fazem parte da noiva!

Nesse mar de dúvidas que transbordam no caminho menos trilhado da liberdade, há contudo, algumas poucas certezas além das claramente descritas no Palavra de Deus. Gostaria de abordar apenas duas delas neste post, contando com a cooperação dos irmãos através de comentários:

1) O viver da igreja e as reuniões da igreja não se confudem: o viver da igreja é orgânico, não organizável, não apropriável, não sistematizável, impossível de ser copiado e colado. A vida da igreja são amigos e irmãos que apreciam estar juntos. Um exemplo de vida da igreja esta retratado em At 2:42 e 4:32; a reunião da igreja, por outro lado, é um momento em que aqueles que vivem a igreja são chamados pelo Espírito, em dias e horários determinados, para exercerem seus dons e trazerem uma porção do reino para esta terra. Reuniões da igreja está retratadas em At 12:5; 14:27 e 1 Co 14:4, 24-26. Quando a igreja está reunida (podem ser dois ou três irmãos), tanto pode haver um viver da igreja, quanto uma reunião da igreja – dependendo do propósito pelo qual estão reunidos. Se estão juntos apenas para apreciarem a companhia uns dos outros, haverá a vida da igreja; se estão reunidos para um fim determinado (oração, ensino, libertação, cura, profecia, intercessão), então haverá reunião da igreja. É claro que somente poderá haver uma reunião da igreja se há previamente uma vida da igreja. Acredito que o fracasso momentâneo de algumas igrejas orgânicas se deve à confusão entre esses dois momentos… ou se vivia a vida da igreja, mas sem reuniões da igreja; ou havia apenas reuniões da igreja, sem a vida da igreja. A vida da igreja produz as reuniões da igreja, e as reuniões são para a vida da igreja; uma não tem horário, nem lugar, nem situação, nem motivo, nem tópico: a vida da igreja; outra tem horário, tem lugar, tem situação, tem motivo e às vezes até tópico: são as reuniões da igreja.

2) uma igreja como uma família funcional possui (ou deveria possuir) recém-nascidos, crianças, jovens, irmãos maduros e anciãos. Todas as faixas etárias “espirituais” necessitam da vida da igreja, mas os recém-nascidos, as crianças e os jovens, necessitam de reuniões da igreja, isto é, necessitam de um cuidado mais próximo, talvez com dias marcados, com horários, com objetivos claros. Por quê? Porque os mais jovens ainda estão aprendendo a viver no espírito, a seguir a orientação de Deus no seu espírito. Eles necessitam de instrução nas Escrituras; eles precisaram tirar suas dúvidas e ser inteirados no caminho do Reino de Deus. Eles precisam entender que a velha vida do velho homem passou e se ainda há algo a ser abandonado ou tratado, não se deve protelar. Eles precisam conhecer e apreciar a herança da igreja que é a herança deles mesmos, isto é, as promessas, alianças e revelações que Deus dispensou ao seu povo durante milênios. Eles precisam de modelos (1 Tm 4:12; 1 Co 11:1; Ef 5:1; Fp 3:17; Hb 6:12). Ocorre que nosso tempo é limitado. Se você mora em uma cidade grande então possivelmente seu tempo será mais escasso ainda e, por isso, você deverá fazer algumas escolhas: com quem vou “investir” meu tempo? Se você me permite opinar, acredito que seja mais útil gastar nosso tempo com os mais novos ou, mais precisamente, com os que não ouviram ainda o Evangelho do Reino. Talvez para esses, seja necessário reservar dias e horários e buscar diante de Deus orientação para prover alimentação espiritual de qualidade, segundo a necessidade dos que ouvem. Em relação aos irmãos mais maduros, podemos (acho que devemos) nos encontrar ocasionalmente para trocar impressões, orar e nos encorajar mutuamente, mas para os mais novos, há necessidade de tempo, dedicação e até mesmo uma certa rotina, até que estejam aptos a ouvir o Senhor, discernir o falar de Deus no seus espíritos e assim poderem caminhar na liberdade, carregando adiante a tocha do Evangelho. Mas em relação aos irmãos mais velhos, seria necessário marcar dias e horários para reuniões? Dizem que “depende” é sempre a resposta mais inteligente – mas nesse caso – creio que se aplica. Depende. Reunir com horários marcados seria para uma reunião da igreja. Se é para reunião da igreja, qual o objetivo? Orar? Ajudar os irmãos no apascentamento dos novos? Compartilhar de uma palavra de orientação ou advertência? Uma revelação? “Que fazer pois irmãos quando vos reunis?” (1 Co 14:26) Bem, se não há um objetivo na reunião marcada com os mais velhos, talvez seja melhor investir nosso tempo com os mais novos ou na pregação do Evangelho. Repito: não estou falando sobre a vida da igreja, mas sobre as reuniões da igreja. As reuniões e a vida da igreja são para todos, mas as reuniões da igreja precisam ter foco, tanto em relação aos novos como em relação aos mais velhos.

É muito bom nos encontrarmos com os irmãos mais maduros; podemos falar sobre muitos assuntos; podemos até discutir; podemos nos abrir e pedir ajuda; podemos confessar pecados que poderiam até ser tropeço para os mais novos… mas, se não atentarmos para os mais novos, talvez os encontros entre os mais velhos acabem se tornando grupos de discussões teológicas, igrejas estéreis, assembleias tristes, clubes de intelectuais em processo de degeneração. Isso é um perigo muito sério e real!

Isso não significa em hipótese alguma que devamos abandonar os encontros com os mais velhos, caso contrário perderemos uma rica parte da vida da igreja e uma parte da nossa herança nos santos; mas precisamos buscar diante de Deus discernimento quanto ao uso adequado do nosso escasso tempo. Precisamos buscar um ponto de equilíbrio, onde os novos sejam alimentados e os mais velhos possam ser encorajados; onde os mais novos aprendam a ouvir o Senhor; e os mais velhos não deixem de ouvi-Lo; onde jovens e mais velhos se juntem para celebrar o milagre da vida com Deus – pais se convertendo aos filhos e filhos de convertendo aos pais. Que o Senhor tenha misericórdia de nós e nos encaminhe para o ponto de equilíbrio nEle.

O Afeto Natural

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Na nossa relação com as pessoas, frequentemente nos afeiçoamos a umas e nos afastamos de outras. É algo natural e normalmente baseado nas preferências pessoais, estilos e afinidades. Não se trata de amar algumas pessoas e não amar outras, mas apenas de ter preferências naturais. Os irmãos em Corinto passaram por esse problema. Quando os apóstolos passaram por essa igreja, alguns irmãos se afeiçoaram a uns e outros irmãos se afeiçoaram a outros. Isso é afeto natural. O Apóstolo Paulo tentou resolver esse problema dizendo aos irmãos:

Porque a respeito de vós, irmãos meus, me foi comunicado pelos da família de Cloé que há contendas entre vós. Quero dizer com isto, que cada um de vós diz: Eu sou de Paulo, e eu de Apolo, e eu de Cefas, e eu de Cristo. Está Cristo dividido? foi Paulo crucificado por vós? ou fostes vós batizados em nome de Paulo? (1 Co 1:11-13)

Mas qual é o problema de ter afetos naturais? Quando nos afeiçoamos de maneira natural às pessoas normalmente deixamos de dizer a verdade a elas, especialmente quando somos orientados pela Palavra ou diretamente pelo Espírito. Se você presa muito uma pessoa, se ela é muito chegada a você, ou você a tem considerado mais espiritual, ou pelo fato de ela ter-lhe ajudado muito no passado, se vocês possuem muita intimidade e até uma certa “cumplicidade”, como dizer a verdade? Se você falar o que você pensa ou o que entendeu pela Palavra ou pelo Espírito, talvez você pense:

- se eu falar isso para o meu amigo, ele vai ficar furioso ou vamos deixar de ser amigos…

Então você se cala, sacrifica a verdade e, pior, deixa de ajudar a pessoa, abandonando-a ao erro e, talvez, até mesmo seja arrastado juntamente com ela. Por causa do afeto natural, também quantas heresias destruidoras tem se instalado no meio do povo de Deus…

Quão perigoso é o afeto natural!

O apóstolo Paulo, com base na sua experiência com uma infinidade de irmãos, entendeu diversas nuances do plano de Deus e, no tocante ao afeto natural, escreveu aos irmãos em Éfeso:

“…but by speaking what is true in love to each other we should grow up in all things into him who is the head, even the Anointed One…” – (…mas por falar o que é verdade em amor uns aos outros, devemos crescer em todas as coisas naquele que é a cabeça, o Ungido…) – tradução livre Versão Father’s Life.

Quando falarmos o que é verdadeiro e o que é a verdade, ou realidade das coisas, cresceremos em todas as coisas!

“Portanto, cada um de vocês deve abandonar a mentira e falar a verdade ao seu próximo, pois todos somos membros de um mesmo corpo” (Ef 4:25).

Cristo é a verdade (Jo 14:6)! Entretanto, para ganhar esse Cristo, que é a Verdade (com “V” maiúsculo), precisamos abandonar a mentira e falar a verdade (com “v” minúsculo”), isto é, expor a nossa verdadeira vida, sem máscaras ou fantasias, com todas suas limitações, falando o que pensamos ou sentimos e como percebemos esse Cristo em nossas vidas e nas vidas dos nossos irmãos. Quando há essa disposição de falar e sustentar a “verdade”, aquele que é A Verdade inicia seu trabalho de libertação interior.

Se vocês permanecerem firmes na minha palavra, verdadeiramente serão meus discípulos. E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará” (Jo 8:31-32)

Quando o Senhor Jesus fala conosco, recebemos Sua palavra; se a praticamos, permanecendo firmes nela, nos tornamos Seus discípulos, e um discípulo vai conhecer a verdade, isto é, sua vida será iluminada pelo falar de Deus, suas mentiras, afetos, visão distorcida, segredos ocultos, aparências, tudo virá a luz! Iremos conhecer a verdade a respeito da nossa própria vida e esse conhecimento nos libertará! É impossível ser liberto enquanto aprisionados na mentira. É impossível reter a verdade, ocultando mentiras na nossa vida. Somente prisioneiros livres podem ser usados para libertar os outros.

O homem verdadeiramente espiritual não deve ter medo de expor suas falhas e debilidades dos irmãos. Não deve ter medo de ser humano, parcial e falho. Isso também é verdade, isto é, é a verdade a respeito da sua condição… e é a partir dessa pequena verdade, que Aquele que é a suprema Verdade se manifesta, perdoa, cura, liberta e alimenta seus vasos de misericórdia.

Se em cada localidade, tivermos a graça de falar a verdade entre nós, relacionamentos genuínos serão produzidos. Os lobos serão expostos. Os fracos serão acolhidos. As heresias e ensinamentos de demônios ficarão do lado de fora. Desfrutaremos do prazer de ser recebidos não porque concordamos com tudo, mas porque somos verdadeiros, sinceros filhos de Deus e os outros poderão reconhecer que a igreja é uma coluna da Verdade e a base da Verdade.

Este é o caminho da cruz. Somente quando permitimos que ela corte profundamente, a ponto de entregarmos nossa vida da alma à morte, é que podemos ser livrados do ego em nossas afeições. Se realmente experimentarmos a morte, não estaremos presos a ninguém, mas seremos guiados apenas pelo mandamento de Deus. Nossa vida da alma, ao experimentar a morte, perde seu poder e se torna como morta na questão da afeição. Deus vai então nos guiar nEle mesmo, na renovação do nosso amor pelos homens. Deus quer que criemos nEle um novo relacionamento com aqueles que anteriormente amávamos. Todo relacionamento natural findou. Novos relacionamentos são estabelecidos através da morte e ressurreição” (O Homem Espiritual, Vol. II, W. Nee, pg. 205)

Liberdade e Pecado

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A verdadeira liberdade é ter possibilidade de pecar, mas não fazê-lo simplesmente porque “isso não combina com você”. Viver uma vida de pecado não é a única decisão possível. Nascer pecador, sim, é algo involuntário, mas viver pecando é uma opção. A vontade humana decide pecar ou não pecar e, naquilo que lhe for impossível, ela pode se unir à vontade do Espírito de Cristo, pois todos nós pecadores temos uma maravilhosa promessa: “se o filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo 8:36). Entretanto, há uma condição para essa libertação completa: permanecer na Palavra de Cristo (Jo 8:31-32). A Palavra de Cristo, nos quatro Evangelhos, possui dois principais elementos constantes: apresentar a verdadeira natureza humana e apresentar a verdadeira natureza de Deus. Quase todo o falar de Jesus se desenrola nessa direção. Quando o Senhor fala com você, Ele está dando a você a Palavra dEle – se você a obedecer, essa Palavra vai frutificar e seu fruto redundará em libertação. Um espírito fraco, indolente, inerte, falso, auto-destrutivo ou auto-suficiente dificilmente vai querer ouvir a Palavra de Cristo e, se ouvir, dificilmente vai querer obedecê-la. Por isso, o primeiro passo rumo à libertação é reconhecer quem você é; é saber o que combina com você e o que não combina; é identificar sua essência, seu espírito, seu verdadeiro “eu”. Se você não consegue dar esse primeiro passo sozinho, peça a Deus que o ilumine, considere o que seus entes queridos dizem a seu respeito, mas principalmente procure entender o que Deus pensa a seu respeito. Faça como Davi e considere sua história de vida seriamente, desde seu nascimento até hoje (Salmo 119); após isso, você necessita se livrar de toda aparência, hipocrisia, mentira e falsidade; demita o ator que há em você; jogue fora as máscaras de ocasião; abande a mania de agradar a todos; rasgue os roteiros pré-fabricados; quando você for você mesmo, poderá ouvir a Cristo e terá uma vontade livre, a verdadeira vontade de alguém que não precisa ser quem de fato não é – através dessa vontade livre, você poderá se unir à vontade dEle: o resultado será uma vida de liberdade, a verdadeira liberdade! Quando você for verdadeiro com você mesmo, você estará dando o primeiro passo para a liberdade . Jamais se esqueça disso!

“O completo arrependimento é quando nos encontramos exatamente na mesma situação de quando cometemos um pecado, mas dessa vez não o repetimos. Todos os fatores são os mesmos exceto um — nossa decisão” (Maimônides, Beit Chabad)

10) As igrejas que estão nas casas possuem níveis diferentes de maturidade?

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A nossa experiência de igreja depende da nossa experiência de Cristo. Quanto mais experimentamos Cristo, mais experimentaremos a realidade da igreja verdadeira, porque a Cabeça e o Corpo são um. Se em um grupo houver várias pessoas que experimentam mais Cristo, certamente esse grupo expressará mais os atributos de Cristo. Isso significa que haverá grupos mais próximos do ideal da Palavra e outros mais distantes, mas todos estamos no mesmo caminho; todos nós humildemente estamos em direção ao Reino, em meios a todas as adversidades que sobrevém a todos os filhos de Deus na face da Terra.

Alguns irmãos começam a se reunirem nos lares carregados de expectativas. Eles esperam finalmente encontrar um grupo perfeito. Entretanto, não podemos nos esquecer que, se encontrássemos um grupo perfeito, esse grupo talvez não aceitasse nossas muitas imperfeições. É bom não criar expectativas e viver apenas pela fé no que o Senhor lhe falar ao coração e nas promessas da Sua Palavra santa. Se você quiser que o grupo com o qual reúne esteja cheio de Cristo então, quem sabe, não é o momento de você primeiramente estar mais cheio de Cristo? Dê o exemplo e, por seu exemplo, influencie os irmãos positivamente, mas não espere resultados imediatos.

Estamos em um processo muito doloroso de abandonar a religiosidade e velhos conceitos que nos aprisionaram em um viver religioso de falar muito e pouco viver. Por isso, haverá barulho, poeira e até um pouco de confusão nos primeiros anos da vida da igreja. Precisamos entender esse processo. Nosso maior sonho é que pudéssemos apertar um botão e uma uma igreja perfeita caísse na nossa sala, com irmãos perfeitos e maravilhosos, sorrindo e nos ajudando em todas nossas dificuldades. Não é assim que as coisas funcionam. A igreja é um organismo vivo. Trata-se, portanto, de uma questão de vida e, como no caso de uma lavoura, exige-se cuidado, dedicação, paciência e tempo. Precisamos regar nossos relacionamos, adubar com bons nutrientes, produzir amizades saudáveis e arrancar as ervas daninhas que eventualmente possam aparecer. Assim como um edifício em fase inicial, o início da vida da igreja normalmente não é algo belo, pode até mesmo ser barulhento e bagunçado. Normalmente, existe uma fase de empolgação inicial e, depois, vem uma fase de arrancar as pedras do nosso interior, voltar a prática das primeiras obras (oração, leitura da Palavra, jejum etc.). Às vezes, alguns irmãos nos abandonam porque “não era bem isso que eles queriam“. Não os julgue. Não espere retorno. Faças as coisas para o Senhor somente e não para os homens. Algumas vezes, também há uma fase de deserto, onde toda aquela exuberância de vida e empolgação vai embora. As revelações passam a ser menos frequentes. Nesse momento, Deus nos ajudará a lançar nossas raízes mais fundo em direção aos mananciais escondidos. Já não vamos ter tantas coisas para fazer ou tantos compromissos. Vamos ser chamados para experimentar versículos como Jeremias 17:7-8 – Bendito o homem que confia no SENHOR, e cuja confiança é o SENHOR. Porque será como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro, e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e no ano de sequidão não se afadiga, nem deixa de dar fruto. Graças a Deus que, assim como as fases da Lua ou as estações do ano, as fases da igreja também são dinâmicas. A fase de maturidade costuma demorar para vir, mas creia, ela virá. Quando houver um fundamento sólido em nossas vidas (isto é, quando começarmos a praticar o que falamos – veja Lc 6:47-48), Deus enviará mais pessoas. Não desanime. Às vezes, duvidamos até mesmo que essa obra será concluída. Precisamos por isso, de vez em quando, olhar para a planta nas mãos do Arquiteto. Ele sabe que vai concluir Sua obra (Fp 1:6).

Seja qual for a fase pela qual estejamos passando, não podemos nos esquecer que nascemos nesta Terra com um objetivo. Não viemos aqui apenas para ter uma boa vida e depois partir. Quando nos unimos ao Senhor também nos unimos ao Seu ministério de edificar o Corpo de Cristo. Não somos apenas ouvintes (Tg 1:22; 1 Jo 3:18). Não estamos na vida da igreja para analisar grupos e pessoas, como pesquisadores dissecando um cadáver. Estamos aqui para trabalhar (Jo 20:21). A ceara é grande e poucos são os ceifeiros. É hora de arregaçar as mangas e ouvir nosso Mestre: - Senhor Jesus, que queres que eu faça hoje, neste exato momento? Pode ser orar, louvar, visitar alguém ou até mesmo ficar aos seus pés quieto, ouvindo-O. No sistema religioso, nos acostumávamos a aguardar que os lideremos falassem com Deus e depois nos repassassem as orientações devidas, como Moisés fazia com o povo de Israel. Essa Aliança passou. Isso acabou. Precisamos reaprender a ouvir a Jesus e a Ele somente (leia Lucas 9:35 e 1 Jo 2:27). Quando esses fundamentos estiverem prontos, poderemos avançar para os demais estágios desse grande edifício de Deus: a igreja. Enquanto a maturidade não chega, vamos aproveitar bem a infância, a adolescência e a juventude da igreja na qual o Senhor nos plantou. Lembre-se: plante sempre, regue sempre, e se alegre sempre, pois o crescimento virá, sempre, de Deus! (1 Co 3:6).

9) As igrejas que estão nas casas possuem um padrão, regra de fé ou princípios com os quais todos concordam?

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As igrejas que estão nas casas não possuem um padrão doutrinário ou uma prática homogênea. Nas coisas essenciais, todos nós temos as mesmas crenças, mas nas coisas não-essenciais, nos permitimos cada um entender da forma como alcançamos (Rm 14; Fp 3:15). Em assuntos como ceia, batismo, uso do véu, línguas, tipos de reuniões e frequência, há um espectro que vai desde a observância literal dos versículos bíblicos respectivos até os que acreditam que tais coisas são puramente espirituais, devendo ser discernidas espiritualmente em cada caso concreto.

Além disso e infelizmente, há grupos que se reúnem em torno de crenças comuns, formando inconscientemente como que “tribos“. Isso empobrece nossa a experiência do Corpo, mas é algo extremamente difícil de evitar.

Na prática, muitos grupos que estão nas casas podem ser identificados como:

a) grupos fundamentalistas – vivem em torno de interpretações Bíblicas e estudos bíblicos;

b) grupos pragmáticos – vivem em torno de resultados concretos e obras; e

c) grupos pentecostais – vivem em torno de manifestações sobrenaturais.

Esses grupos geralmente são formados por pessoas que têm os dons voltados para essas áreas, ou talvez o líder tenha um dom proeminente que, inconscientemente, acabou influenciando os demais. Infelizmente, pessoas de um grupo não conseguem interagir com pessoas de outro grupo, por problemas de comunicação na maioria dos casos. Embora, o Corpo de Cristo envolva todas essas experiências (Palavra, obras e manifestações de poder), o Corpo não é nenhuma delas. O Corpo é o somatório delas e muito mais… O ideal seria que os grupos não acatassem esses rótulos e estimulassem os diferentes dons dos irmãos, abandonando preconceitos, a fim de que, com o auxílio de toda junta, o Corpo fosse edificado, na multiforme sabedoria de Deus. Se não conseguirmos passar por esse teste, é possível que fiquemos bem aquém do que diz a Palavra de Deus e surja alguma frustração. Além disso, gravitar em torno de práticas ou doutrinas, certamente produzirá divisões no Corpo, criando-se partidarismo do tipo: aqui todos nós pensamos desta forma (aliás, esse é o mesmo caminho das instituições). Esse é um perigo real e precisamos estar sempre atentos, com os corações abertos para receber os dons diferentes dos nossos, por que, a edificação sempre vem por complementação e não por exclusão. Uma igreja sadia possui os mais diferentes dons para as mais diferentes necessidades. Uma igreja doente não aceita a diversidade e procura abafar os dons que não compreende.

Precisamos uma vez por todas entender que nosso grupo, isto é, os irmãos com quem temos mais comunhão, não terá todos os dons necessários para a edificação. Por isso, precisamos de todo o Corpo de Cristo – por isso precisamos uns dos outros, mesmo que não concordemos com alguns pontos de vista.

Havendo até mesmo profecias, elas passarão, mas o amor jamais passará (1 Co 13:8). Se o ponto de vista é mais importante que o irmão, então certamente já perdemos o amor há muito tempo e não sabemos… e quem perdeu o amor, também perdeu contato com Deus por que Deus é amor (1 Jo 4:8,16). Se existe um padrão, princípio ou regra de fé que nos una que seja o amor.

Isso de maneira de nenhum significa que não vamos expor nossos pontos de vista. Precisamos falar o que pensamos. Precisamos dar a razão da nossa fé. No sistema religioso, éramos proibidos de pensar ou externar nosso pensamento. Na vida da igreja, expor essas coisas é essencial para uma vida saudável. Falar o que pensamos sem medo é a nossa proteção. Agora, expor é uma coisa; tentar convencer à força os irmãos é outra bem diferente. De preferência, o ideal é, ao invés de expor doutrinas, expor nossas experiências com a Palavra de Deus para que a experiência seja o veículo que irá conduzir a Palavra. Primeiramente os discípulos viveram com Cristo e experimentaram Cristo no seu dia-a-dia, depois eles expuseram seu testemunho a respeito daquilo que ouviram e viram (At 4:20; 1 Jo 1:1-3). Por fim, a experiência deles com Cristo tornou-se as Escrituras Sagradas. Permita que sua experiência com Cristo torna-se o falar de Cristo aos irmãos. Isso será muito mais efetivo do que tentar convencer os irmãos que você está certo e eles, errados.

Amar os irmãos também é ajudar os que estejam equivocados com suas práticas ou até mesmos estejam vivendo em pecado deliberado. Quem ama, exorta! Mas que se exorte com todo o amor e misericórdia que procedem de Deus, baseando-se sempre em fatos concretos e não em discussões de palavra, nem muito menos em suposições. O que não podemos é nos dividir por questões puramente doutrinárias. Se devemos amor nossos inimigos, o que fazer então com nossos irmãos? (Mt 5:44).

Acerca desse assunto, seria muito interessante a leitura do livro REVISA-NOS NOVAMENTE do irmão Frank Viola.

8) Nosso objetivo é voltar a viver a vida da igreja como era a igreja primitiva?

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Precisamos tomar cuidado ao copiar modelos. A igreja primitiva era muito complexa, dependendo do momento e do local. A igreja em Jerusalém no início de Atos está de um jeito, já no final está de outro. Além disso, em Jerusalém havia algumas características enquanto a igreja em Corinto possuía outras características. Enquanto uns irmãos ainda guardavam alguns rituais outros não tinham nenhum problema com eles. Seria interessante ler atentamente Atos cap. 15 e 21, o cap. 14 de Romanos e Gálatas cap. 2. O ideal é meditar nesses três livros, para tentar remontar o quebra-cabeças do que foi a “igreja primitiva”. Fazendo uma leitura reversa, isto é, tomando os versículos como respostas a questões concretas, isto é, problemas reais, é possível entender como viviam os irmãos e com quais problemas eles se deparavam. Pode-se perceber que houve um bom início e, com o passar das décadas, houve um declínio. Esse declínio fica claro quando se lê 2 Timóteo, 2 Pedro, Judas e Hebreus. As advertências que são dadas nessas epístolas, como se pode ver no contexto, não são dirigidas a incrédulos, mas a irmãos (ou possivelmente irmãos) que viviam como incrédulos – uma situação bem próxima ao que o Senhor Jesus alertou acerca de joio e trigo crescerem juntos. Uma coisa é certa, jamais vamos conseguir voltar para a igreja chamada igreja primitiva. O tempo passou. As pessoas passaram. Os apóstolos e testemunhas oculares morreram. Uma geração não conseguiu trasmitir tudo o que deveria ou podia para a geração seguinte. O elo se quebrou. Entretanto, o Espírito Santo continua sendo o mesmo. Deus não mudou e não mudará. Se conseguirmos perceber os princípios que moveram aqueles irmãos e irmãs, poderemos mergulhar no mesmo rio de vida em que eles viveram e que hoje está passando por todas as cidades da Terra (Ez 47:9). Acerca de modelos, sugiro a leitura do seguinte texto: http://setecandelabros.blogspot.com.br/2009/01/o-modelo-perfeito.html

África Livre

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Diversos grupos de irmãos na África tem sido libertos do sistema religioso. Alguns deles estão em uma fase de transição, para retomarem suas responsabilidades sociais, por terem deixado seus empregos para servir a Deus, porém com alguma relação ministerialista.

Existe portanto a necessidade de uma ajuda temporária para recolocação profissional, a fim de que nossos irmãos possam caminhar de forma digna, servindo adequadamente aos santos e suas famílias, sem se tornarem dependentes de ofertas de assembléias ou qualquer ministério particular.

Os irmãos que desejarem conhecer mais detalhes da obra livre na África, fora da religião institucional, favor encaminhar e-mail para freedom.for.africa@gmail.com.

Os que desejarem ofertar, a fim de cooperar com o evangelho e com a ressocialização destes obreiros, podem fazê-lo na conta:

Conta Bancária para Obra na África (aos cuidados dos irmãos em BH):

Banco Bradesco

Agência: 2268-3

C/C: 19206-6

ASSOCIACAO PARA COMUNHAO E SERVICO

CNPJ – 04.228.244/0001-87

Contamos com a oração dos irmãos por esse Continente.

O que conta?

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Não é o que os outros pensam de você que conta… Não é o que o Adversário pensa de você que conta… Não é nem o que você pensa de você que conta… Só o que conta é o que Deus pensa de você! Ele te ama e te resgatou, mergulhando sua vida na Vida dEle. Para tanto, Ele libertou você de si próprio, encravando sua velha natureza na Cruz. Por fim, você ressuscitou com Cristo, pelo poder do Espírito, e agora está no Pai e no Filho, eternamente. É isso que Deus pensa de você. Pense nisso, ao menos um pouquinho, todos os dias

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Encontros

 Encontros, conferências e Reuniões*

Mande informações e convites dos encontros na sua cidade que publicaremos no site. Nosso e-mail é igreja@igrejanoslares.com.br

Links

 Novos sites e Blogs

 
- Pão e Vinho: “é um trabalho cristão, independente e  investigativo, cujo objetivo é vasculhar nossas raízes e entender melhor o desenho original da Igreja arquitetada por nosso Senhor Jesus Cristo. Aprender nosso passado nos ajuda a entender nosso estado presente e, assim, discernir nosso futuro como Igreja”. O editor mora em Wasginton/DC.
- Blog Igreja Orgânica: blog sobre temas diversos a respeito da vida da igreja. O editor é de Fortaleza/CE
- Igreja em Santo Antônio do Monte/MG: blog sobre questões atuais do viver cristãos. É mantido por irmãos de Minas Gerais, da cidade de Santa Antônio do Monte.
- Irmãos em Cristo em Itajaí/SC: somos um grupo de pessoas que amando a Deus e uns aos outros decidiu se reunir semanalmente na cidade de Itajaí-SC. Nossos encontros acontecem nas casas ou em outros ambientes informais. Primamos pela alegria e informalidade, aspectos próprios do viver comunitário e daquela expressão viva da igreja do primeiro século. Contato: igrejaorganica@gmail.com Telefone: (47) 9609-0366
- Um Novo Odre: Realizamos reuniões nos lares como auxílio à prática da vida cristã, o mesmo costume observado nos cristãos primitivos antes dos templos instituídos pelo Imperador Constantino. Absorvidos pelo cristianismo, os templos de Constantino perpetuaram a ideia de templo como lugar obrigatório para a realização de reuniões cristãs. Porém, nossa proposta busca restaurar a dignidade da família – “célula-mãe” da sociedade – priorizando o trabalho de formação espiritual de “homens novos para um mundo novo” encontrado em Deus. E-mail de contato: simple.church.brazil@gmail.com

- Rádio Adoradores Livres: rádio livre para irmãos livres

Livros

  Vivenciando uma Igreja Orgânica

  Foi recentemente lançado o livro VIVENCIADO UMA IGREJA ORGÂNICA, de Frank Viola, pela Editora Palavra. O livro não está listado em sites, sendo que a única forma de aquisição à distância é através do telefone da Editora (61 3213-6999, 61 3213-6858, e-mail: varejo@mwdistribuidora.com, site: https://palavravirtual.com/detalhes.php?id=178). Nesse livro, considerando que a igreja é um organismo vivo e não uma organização, Viola, com base em exemplos vividos na caminhada cristã, analisa desde a plantação da igreja, em relação à pessoa do obreiro, passando por uma seção de Perguntas & Respostas, passos práticos para começar a viver a vida da igreja, chegando até às questões do desenvolvimento de uma igreja, os estágios de crescimento, as “doenças” que podem ocorrer, até à conclusão A JORNADA À FRENTE.  Um excelente livro para quem quer viver ou já está vivendo a vida da igreja. Leia trechos de livros em: http://igrejanoslares.com.br/category/noticias/category/livros/ Veja lista de indicação de livros em: http://igrejanoslares.com.br/category/noticias/auxilio/livros/ Indique um livro para ser publicado neste espaço. Mande um e-mail para: igreja@igrejanoslares.com.br

Perguntas & Respostas

 Apesar de as igrejas nos lares serem livres institucionalmente falando, gostaria de saber se existe alguma associação, convenção, enfim, algo que reúna as idéias das igrejas nos lares visando troca de experiências? Agradeço, MÁRCIO (Clique aqui)